Segunda-feira, Outubro 23, 2006

Correndo atrás? – Dia 35, por Pedro

Já estamos com um pouco (pouquinho) a mais de cenário, e alguns figurinos. Nos atrapalhamos com as trocas de roupa, vimos algumas entradas e saídas que precisarão ser modificadas, é pra isso mesmo. A peça está muito legal, algumas movimentações precisam ser retrabalhadas, como as diagonais da Senhora e a triangulação dos Fiscais (e Caipira). Principalmente faltam firmeza e segurança no texto, que se expressam nos gestos, os atores às vezes estão usando muito de seu escopo de atenção para lembrar o que têm que falar, não podem estar plenamente cônscios de todas as partes de seus corpos, nem concentrados no filminho interno do personagem. Se soltar, enfim. Isso, claro sem mencionar cenas com texto na mão...

Beleza, o ensaio aberto está aí, veremos o que pega! A peça está bem montadinha, bonita, divertida, precisamos enfatizar mais os climas (a música vai ajudar), o cômico tiramos de letra, vamos pegar no soturno, no estranhamento, na dor, até na raiva e angústia. O Jejuador está cada vez melhor, seus olhares, acho que o Haruki encontrou mesmo, e não é fácil, com certeza não é. Falta estudar um pouco mais as qualidades dos gestos, precisar mais os momentos destes, além de marcar as cenas de passagem.

Outra coisa é o texto. E o nome da peça... Hehe. Talvez o momento (com certeza, melhor dizendo) não tenha sido o mais apropriado para uma longa e acalorada discussão sobre a estrutura da peça, quando estamos em reta final de ensaios. Mas... A verdade é que o texto é de autoria de nós três (podemos assinar Brohupe Accikuro, que tal?), então como disse teremos que nos engalfinhar e chegar a um consenso, quanto ao título e quanto aos elementos que comporão o texto e sua apresentação. Claro que eu sou o diretor, e posso dar o nome que quiser a peça que estou dirigindo, mesmo que o nome do texto seja outro. E posso alterar o texto como quiser também. Bwa-hua-hua-hua-hua!!

Fonocracia, quem falar mais alto leva...

E o ensaio foi até 12h00. Normal, reta final é assim mesmo. Sem tesão não tem realização. E, com tesão, todo mundo sabe que meia noite é cedo...

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