<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898</id><updated>2011-09-05T11:06:10.852-03:00</updated><title type='text'>Bum-Chacalaka</title><subtitle type='html'>Diário de Bordo do Grupo de Teatro Bum-Chacalaka. Big Foot Inc.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>79</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-2232732382208876852</id><published>2007-04-25T09:25:00.000-03:00</published><updated>2008-12-08T21:58:05.734-02:00</updated><title type='text'>Kafka</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caricatura recente do &lt;a href="http://baptistao.zip.net/"&gt;Baptistão&lt;/a&gt;... achei que tivesse tudo a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/Ri9KUiyG4DI/AAAAAAAAAAY/mKRhcTpLuUw/s1600-h/kafka1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/Ri9KUiyG4DI/AAAAAAAAAAY/mKRhcTpLuUw/s320/kafka1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057342623355166770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-2232732382208876852?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/2232732382208876852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=2232732382208876852&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/2232732382208876852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/2232732382208876852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2007/04/kafka.html' title='Kafka'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/Ri9KUiyG4DI/AAAAAAAAAAY/mKRhcTpLuUw/s72-c/kafka1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-117095032715320428</id><published>2007-02-08T13:54:00.000-02:00</published><updated>2007-02-14T10:55:56.376-02:00</updated><title type='text'>Quadragésimo Dia - por Bruno</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/93/966/1600/586569/convite.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/93/966/320/779414/convite.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Chegamos, enfim, ao quadragésimo dia! E não era esse o momento que todos aguardavam??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semanas atrás, eu havia criado um convite pra promover o ensaio aberto (postado acima). Achei elegante, e ao mesmo tempo, provocante. O pessoal também gostou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, tudo preparado. Chegamos cedo no teatro, montamos o cenário, ajustamos a cortina (ótima sacada), ajeitamos as cadeiras na platéia e fizemos ensaios rápidos pra alinhar luz, som e atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público foi modesto, mas acima do esperado, inclusive. Cerca de 10 pessoas por apresentação (agradeço a todos pela ajuda). Fizemos duas apresentações boas, mas sabíamos que podíamos fazer melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou uma impressão de que a primeira havia ficado razoável. Mas a segunda, sofreu um pouco mais na qualidade, ao invés de melhorarmos. De qualquer forma, obtivemos o sucesso que buscávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos um ótimo feedback do público, percorrendo discussões sobre a autoria do texto, unidade dos atores, técnicas de dramaturgia, qualidade técnica e temática do espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo registrado. Dados importantíssimos para o aperfeiçoamento do produto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue, ainda, as visões da amiga Denise Aletéia sobre nossa apresentação (fiquei super agradecido):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Saímos da Cultura Inglesa de Higienópolis ainda discutindo sobre o ensaio aberto do grupo Bum-Chakalaka. Posso dizer que tivemos assunto por bastante tempo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu, que conheço só de nome o trabalho de Franz Kafka, não sabia exatamente o que esperar. Enfim, ele mesmo me fez entrar ao teatro e sei lá porque, na hora, achei isso engraçado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A introdução da peça foi feita pelo personagem do autor de “Um artista da fome” e - em sua primeira pausa - acompanhamos, através de sombras, o diálogo entre dois personagens. Particularmente, não consegui fixar minha atenção nas vozes daqueles que se ocultavam, atrás do pano vermelho, porque estava entretida demais com as formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse momento, que é um dos meus preferidos, guardo somente as imagens que se criaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena seguinte incomoda e o silêncio fez falta. A música de fundo irritou e impediu que conseguissemos ouvir claramente a caipira de andar engraçado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti falta também de uma participação mais ativa do narrador-personagem e quis, muitas vezes, que ele interferisse na história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei da versatilidade dos atores, desdobrando-se em personagens diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, o que me pareceu ser sempre a mesma música foi diferencial nas cenas de silêncio prolongado do personagem principal. Se a intenção era incomodar o público; deu certo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Causou um certo desconforto e - quando surgia - era a voz do jejuador, muito mais do que seus movimentos ou aparência física, que enfatizava a atitude emocional daquele artista para consigo próprio e para com o mundo. Por essa razão, a princípio, criei motivos para justificar-lhe o jejum e a obstinação em suportar o sacrifício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança curiosa, mesmo que com suas perguntas inocentes, também buscava entender porque é do ser humano racionalizar as coisas. Impossível aceitar aquilo que não se entende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira idéia foi que se tratava de um homem com princípios religiosos; desses que participam de rituais acreditados como sendo de purificação e elevação espiritual. Alguém que desejava livrar-se de seus pecados e que tinha sua fé explorada pelos que sobrevivem da inocência, ignorância e desgraça alheia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois pensei também na possibilidade de que o jejuador fosse um homem infeliz, entregando-se a sua própria sorte por não ter mais ânimo ou vontade de viver. Ou quem sabe não estaria sofrendo pelo amor de uma mulher ou por ser só?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como gostei mais da minha primeira impressão, resolvi misturar todos os motivos e decidi que era isso mesmo: jejuava porque sofria e seu conforto e determinação vinha da fé e da crença em que “Deus” alimentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem surpresa, mudei de opinião quando vi fotografias de crianças e modelos igualmente desnutridas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo do espetáculo, o personagem de Franz Kafka diz que o interesse pelos jejuadores profissionais caiu consideravelmente nas últimas décadas e, nesse ponto e também porque as mulheres da platéia eram todas gordinhas (rs), ficamos bem contentes mesmo que discordássemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para exemplificar, ainda essa semana, divulgou-se a morte de uma modelo por falência múltipla dos órgãos. O que originou a morte? Nenhuma alimentação em detrimento de um corpo conforme os padrões magérrimos de beleza, emprego e fama. Com pequenas diferenças, não é o mesmo que fazia o artista da fome? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é mal da classe publicitária ver significados e mensagens ocultas em tudo, mas não fui somente eu que acreditei que o texto e a pergunta do jejuador “Porque você come?”, fosse uma forte crítica social ao modismo de bulímicos e anoréxicos que trocam – conscientemente - a saúde por convenções estéticas ou fama enquanto, famílias inteiras morrem de fome porque, sem opção, só lhes resta “jejuar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo um pouco mais longe também retomamos a velha discussão sobre: de que vale a cultura se as pessoas passam fome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as conclusões foram as mais óbvias com direito a frases do tipo: “ não alimentam o corpo mas, alimentam a alma” e blá blá blá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, atendendo ao pedido do Bruno, está aí um pouquinho sobre que comentamos sobre a iniciativa de vocês"&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-117095032715320428?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/117095032715320428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=117095032715320428&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/117095032715320428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/117095032715320428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2007/02/quadragsimo-dia-por-bruno.html' title='Quadragésimo Dia - por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-117095163654790874</id><published>2007-02-07T14:08:00.000-02:00</published><updated>2007-02-08T14:50:22.526-02:00</updated><title type='text'>Fotos - Apresentações</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seguem algumas fotos das apresentações. Elas foram exportadas da filmadora, por esse motivo, pecam um pouco em qualidade. Caso estejam escuras demais (pois a luminosidade varia de monitor pra monitor), aumentem um pouco o brilho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/93/966/1600/719465/bumcha1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/93/966/320/395904/bumcha1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/93/966/1600/148327/bumcha10.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/93/966/320/485254/bumcha10.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/93/966/1600/548189/bumcha2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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por vários motivos. O Pedro já tinha a idéia, os croquis, os materiais haviam sido comprados e estávamos todos na expectativa: será que ficará do jeito planejado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedrão me deu as instruções, olhamos os desenhos juntos, e eu e o Haruki sentamos num sofá e ficamos discutindo como transformaríamos aquele desenho em algo concreto. Pensamos na posição das dobradiças, dos cortes nas madeiras, no encaixe dos canos de pvc... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e mão na massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o Haruki foi ajudar com as luzes, eu fiquei lá construindo a jaula. Foi um processo extremamente demorado, que envolvia mais raciocínio do que eu estava esperando. Mas fui construindo. Lado por lado. Perdia horas calculando os cortes, os buracos dos parafusos, improvisando ferramentas.  A mão doía de tanto parafusar, as costas ardiam pelas posições desconfortáveis, os músculos reclamavam da dor de ter que levantar e carregar os materiais de tempos em tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era a jaula do jejuador. Impossível ignorar sua importância em cena... como um outro personagem. Então, estava eu lá, moldando o quarto-personagem de palco. Cada etapa da construção que se concluía, algum problema surgia. Alinhamento, peso, equilíbrio das partes e peças, encaixes etc... Lá ia eu, gastar mais uns bons momentos pensando (e pior, em três dimensões) como resolveria mais esse problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jaula ficou pronta. E ficou linda. Faltava apenas pintar, o que fizemos no último dia de ensaio, com pressa... mas, com carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as luzes de palco acessas sobre ela, emanava um brilho estelar. Assustadora, mas ao mesmo tempo, atraente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-117095004255308535?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/117095004255308535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=117095004255308535&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/117095004255308535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/117095004255308535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2007/02/dia-38-por-bruno.html' title='Dia 38 - por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-116320461287726404</id><published>2006-11-10T22:23:00.000-02:00</published><updated>2006-11-10T22:23:32.876-02:00</updated><title type='text'>39!</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;            Ontem ainda tomei umas brejas com os compadres e a galera. E às 9:00 estava escrevendo o roteiro de luz. Quando cheguei ao teatro, estavam terminando de ajustar a cortina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Passei a luz com o Nei, fazendo as devidas correções, e as músicas o Joaquim pegou rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Fizemos uma passada acertando detalhes de cena e operação, depois uma passada geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Eu mesmo ainda não tinha figurino e nem decorei o texto... Diretor em cena é algo, vou dizer! Amanhã decoro antes de ir para o teatro. Se não posso deixar o texto com os meus papéis de cena, hehehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E tudo pronto para o Dia 40, quando finalmente abrem-se as portas da sala de espetáculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Grande expectativa, bastante gente disse que vai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Aiai...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-116320461287726404?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/116320461287726404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=116320461287726404&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116320461287726404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116320461287726404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/11/39.html' title='39!'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-116320456671042618</id><published>2006-11-10T22:22:00.000-02:00</published><updated>2006-11-10T22:22:46.710-02:00</updated><title type='text'>38...</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;            Hoje comecei o dia às 7:15 arrumando as mesas no uninho. Pobre Genarino... Às 22:45 estávamos deixando o resto para o dia seguinte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Bolei e montei a luz, depois todos os movimentos (apenas 25, ufa...); o Haruki comprou os materiais e os meninos montaram a jaula; acertamos o cenário; fizemos os últimos testes de figurino, inclusive o turbante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E dá-lhe paulera, o Bruno chegando de Curitiba ainda ficou comigo até o fim, todos nos movemos o máximo e todos me agüentaram às vésperas de estréia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Obrigado galera, vocês são o máximo!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-116320456671042618?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/116320456671042618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=116320456671042618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116320456671042618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116320456671042618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/11/38.html' title='38...'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-116320453385017794</id><published>2006-11-10T22:21:00.000-02:00</published><updated>2006-11-10T22:22:13.850-02:00</updated><title type='text'>37:</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;            Algumas passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais marcou no dia foi o Fiscal 1, que a Luíza realmente encontrou. Já tinha o tom palhacesco, mas estava falso, agora ela colocou verdade nele, por exemplo quando ele vai e diz ao Jejuador que está do lado dele; realmente está sentido por ele, vem do coração. De um coração de palhaço, mas um palhaço sem coração apenas graceja falsamente. Matou! O Bruno já acreditava no seu fiscal/palhaço agente secreto grotesco, agora a Lu nos mostra o seu palhaço bonachão/caridoso com sinceridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Nuances, nuances, é tudo sobre nuances!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-116320453385017794?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/116320453385017794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=116320453385017794&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116320453385017794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116320453385017794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/11/37.html' title='37:'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-116320448663194406</id><published>2006-11-10T22:20:00.000-02:00</published><updated>2006-11-10T22:21:26.643-02:00</updated><title type='text'>36.</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;            Hoje fizemos os testes das músicas que selecionamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Fizemos uma leitura com os papéis trocados, apesar da Luíza querer fazer normal para ajudar a decorar o texto. (isso é hora de não estar com o texto decorado?!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Fizemos uma passada com o texto na mão e uma passada consertando marcações e intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Queria fazer 5 passadas, mas o tempo não deu. E o tempo está chegando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Vale anotar que 36 é o número de aulas que previ no meu projeto de curso. Claro que tudo esteve bem alterado, o curso foi previsto para trabalhar com textos prontos, os atores já passaram pelos exercícios, e teve a questão do alongamento do processo, acarretando, inclusive, a demora para decorar o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em linhas gerais, foi o suficiente para criarmos uma cena de meia hora a partir de improvisações e ensaiá-la. Com as delongas demorou mais um pouco para ficar perfeitamente apresentável, mas a base é esta, acertei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Às vezes eu esqueço que tem mais uma parte e toda uma ambientação interativa para criar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-116320448663194406?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/116320448663194406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=116320448663194406&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116320448663194406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116320448663194406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/11/36.html' title='36.'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-116162049803775973</id><published>2006-10-23T13:20:00.000-03:00</published><updated>2006-10-23T13:21:38.040-03:00</updated><title type='text'>Correndo atrás? – Dia 35, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;            Já estamos com um pouco (pouquinho) a mais de cenário, e alguns figurinos. Nos atrapalhamos com as trocas de roupa, vimos algumas entradas e saídas que precisarão ser modificadas, é pra isso mesmo. A peça está muito legal, algumas movimentações precisam ser retrabalhadas, como as diagonais da Senhora e a triangulação dos Fiscais (e Caipira). Principalmente faltam firmeza e segurança no texto, que se expressam nos gestos, os atores às vezes estão usando muito de seu escopo de atenção para lembrar o que têm que falar, não podem estar plenamente cônscios de todas as partes de seus corpos, nem concentrados no filminho interno do personagem. Se soltar, enfim. Isso, claro sem mencionar cenas com texto na mão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Beleza, o ensaio aberto está aí, veremos o que pega! A peça está bem montadinha, bonita, divertida, precisamos enfatizar mais os climas (a música vai ajudar), o cômico tiramos de letra, vamos pegar no soturno, no estranhamento, na dor, até na raiva e angústia. O Jejuador está cada vez melhor, seus olhares, acho que o Haruki encontrou mesmo, e não é fácil, com certeza não é. Falta estudar um pouco mais as qualidades dos gestos, precisar mais os momentos destes, além de marcar as cenas de passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Outra coisa é o texto. E o nome da peça... Hehe. Talvez o momento (com certeza, melhor dizendo) não tenha sido o mais apropriado para uma longa e acalorada discussão sobre a estrutura da peça, quando estamos em reta final de ensaios. Mas... A verdade é que o texto é de autoria de nós três (podemos assinar Brohupe Accikuro, que tal?), então como disse teremos que nos engalfinhar e chegar a um consenso, quanto ao título e quanto aos elementos que comporão o texto e sua apresentação. Claro que eu sou o diretor, e posso dar o nome que quiser a peça que estou dirigindo, mesmo que o nome do texto seja outro. E posso alterar o texto como quiser também. Bwa-hua-hua-hua-hua!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Fonocracia, quem falar mais alto leva...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E o ensaio foi até 12h00. Normal, reta final é assim mesmo. Sem tesão não tem realização. E, com tesão, todo mundo sabe que meia noite é cedo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-116162049803775973?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/116162049803775973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=116162049803775973&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116162049803775973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116162049803775973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/10/correndo-atrs-dia-35-por-pedro.html' title='Correndo atrás? – Dia 35, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-116162043311772719</id><published>2006-10-23T13:19:00.000-03:00</published><updated>2006-10-23T13:20:33.116-03:00</updated><title type='text'>Produção! – Dia 34, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;            Foi muito legal hoje assistirmos à apresentação do Coutinho. Primeiro porque o trabalho deles de mímica, principalmente a parte de apresentar a caracterização dos personagens e ambientação da cena apenas com o gestual/corporal, vai de encontro com algumas das nossas propostas cênicas – ainda que nesta peça a ambientação seja fixa, principalmente demonstrada por elementos externos ao ator (cenário e luz) e abstrata, basicamente a peça se passa em um palco – o palco de nós mesmos? Hmmm acho que não, o palco da vida mesmo, onde cabe toda a sociedade afetada pelo espetáculo da fome. Segundo, valeu assistir ao ensaio aberto, pois vamos nós mesmo apresentar um processo, deu para sentir como é, que vale a pena ter retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Então fizemos uma reunião para definir aspectos da produção, o que falta de figurino, cenário, música, e encaminhar a compra ou providenciar os elementos. Não iríamos contar este ensaio nos 40, mas não conseguiríamos chegar ao 40 sem... Acho que valeu como ensaio sim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-116162043311772719?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/116162043311772719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=116162043311772719&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116162043311772719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116162043311772719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/10/produo-dia-34-por-pedro.html' title='Produção! – Dia 34, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-116162035682840994</id><published>2006-10-23T13:16:00.000-03:00</published><updated>2006-10-23T13:19:16.860-03:00</updated><title type='text'>Processo de ensaios! – Dia 33, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;            Começamos a nos programar para apresentar algo este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Aqui vou inserir os comentários sobre o processo de ensaios deste semestre. Até o final do semestre passado definimos o texto e esqueleto para o Ato I, este semestre poderíamos continuar com as explorações e roteirização do Ato II ou com a encenação do Ato I. Optamos pela segunda, mas agimos errado, ou na definição, ou no encaminhamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Pois que não é possível encenar, entendido como criar algo apresentável, ensaiando semana sim semana não, como ocorreu. Foi falta de percepção, principalmente da minha parte, de ver que tínhamos muitas dificuldades, com provas, viagens, nem vem ao caso o que. Porque daí aconteceu o que aconteceu, ensaiávamos, definíamos algo e faltava refinar a cena, e chegávamos no outro ensaio, o texto estava no mesmo patamar que no dia anterior, se não pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em um ensaio subseqüente, houve cenas que foram feitas com o texto na mão sendo que já haviam sido feitas com o papel decorado. Isto é um atraso grave. Também não sei o que deveria fazer, diversas vezes pedi para o texto ser decorado, mas ele nunca o foi de verdade, até porque é difícil (se não contra-indicado) decorar o texto se não estamos mergulhados na peça. Talvez fosse o caso de mudar de estratégia e começar a criar o Ato II, para depois afinar tudo junto, pois a criação pode ser (e talvez seja melhor até) feita de forma estendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Já aprontar tem que ser intensivo. Esta foi minha falha de percepção, esta foi nossa ilusão fantasiosa; Vamos apresentar? Ah vamos, legal! Então eu vou de férias, tá? Daqui a duas semanas continuamos... Só burrice básica mesmo, não nos atinamos. Poderia ter sido resolvido se os atores pegassem um tempo extra em casa para estudar e decorar o texto, isto compensaria um ensaio a mais por semana que deveríamos ter. Onde já se viu chegar à reta final de ensaios distendendo e não intensificando os ensaios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Questão para levarmos adiante, quando marcarmos apresentação, já contar com o sprint final de uns dois meses. Se for para marcar viagens, etc, agendamos de acordo as datas de apresentação, e podemos sem problemas dar férias de um mês ou mais se a peça estiver montada e só faltar o arremate. Melhor que ficar patinando, se desgastando e não saindo do lugar. Melhor ensaiar 6 vezes em um mês do que 8 vezes em quatro, que de um ensaio para o outro não se progride quase nada, quando estamos em reta final.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-116162035682840994?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/116162035682840994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=116162035682840994&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116162035682840994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116162035682840994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/10/processo-de-ensaios-dia-33-por-pedro.html' title='Processo de ensaios! – Dia 33, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-116135749024561797</id><published>2006-10-20T12:12:00.000-03:00</published><updated>2007-02-08T14:22:50.360-02:00</updated><title type='text'>Invertido? – Dia 32, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quatro ensaios depois, relembro que a falta do texto decorado já estava prejudicando os ensaios desde então. Conforme havia dito que faríamos no caso da falta de texto, ficamos o ensaios em cima da questão do texto. A leitura com papéis trocados deveria dar alguns elementos novos para os atores, sugerir possibilidades. Não sei, imitamos o personagem do outro basicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A blablação sim ajudou, para ver principalmente que a estrutura do texto está fixada, e permitir explorar gestuais. Como vou ter que repetir mais para frente, a falta do texto decorado prejudica enormemente o desenvolvimento dos personagens e das cenas. Ficamos patinando sempre no mesmo lugar, não dá para refinar, e refinar é só o que falta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-116135749024561797?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/116135749024561797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=116135749024561797&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116135749024561797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/116135749024561797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/10/invertido-dia-32-por-pedro.html' title='Invertido? – Dia 32, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115919656730647334</id><published>2006-09-25T12:01:00.000-03:00</published><updated>2006-09-25T12:02:47.340-03:00</updated><title type='text'>Textos e mais textos... - dia 33, por Bruno.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Discutimos idéias de cenário, figurino e as possíveis datas para a apresentação do ensaio aberto. Lemos as cenas do empresário e do jejuador, já que a Lu estava viajando. Depois, fizemos algumas passadas. Começamos com a cena do início da peça e terminamos com a cena da senhora generosa. Fiz sem o roteiro na mão, mas falta ainda firmeza nas falas. Pelo menos, deu pra experimentar mais a liberdade dos movimentos. O empresário tem uma voz mais inflada quando está sozinho com o jejuador. Esse ar todo some quando ele se empolga e se transforma no “maléfico” em frente ao público. Percebemos que fiquei me apoiando na bengala, que deve ser apenas um instrumento visual do personagem “maléfico”.&lt;br /&gt;O empresário precisa soltar mais os braços e ser mais articulado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115919656730647334?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115919656730647334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115919656730647334&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115919656730647334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115919656730647334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/09/textos-e-mais-textos-dia-33-por-bruno.html' title='Textos e mais textos... - dia 33, por Bruno.'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115878227720665628</id><published>2006-09-20T16:57:00.000-03:00</published><updated>2006-09-20T16:57:57.236-03:00</updated><title type='text'>Blablação... - Dia 32, por Bruno.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iniciamos o ensaio com nova leitura do roteiro – com as devidas alterações – alternando os personagens. Percebi que todos nós temos bem fixadas as características de cada personagem, sendo que a leitura, mesmo realizada por outro ator/atriz, manteve, quase que na totalidade, os padrões já pré-estabelecidos e trabalhados até o momento. Entretanto, foi um exercício interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizada a leitura, passamos a peça com texto. Alguns personagens não estão decorados como, no meu caso, o empresário. Tenho encontrado bastante dificuldade em me organizar pra decorar as falas e isso tem atrapalhado, deveras, o andamento dos ensaios. Em seguida, fizemos uma segunda passada sem texto, apenas com blablação. Senti-me mais livre e pude focalizar mais nos trejeitos e nas movimentações dos personagens – mais uma vez, particularmente, do empresário. Foi legal constatarmos que as intenções do enredo estão, assim como as características dos personagens, bem claras pra todo o elenco. Embora a comunicação fosse impossível em decorrência do gramelô (blablação), era notória a sincronia das ações ao texto já ensaiado. Curti.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115878227720665628?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115878227720665628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115878227720665628&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115878227720665628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115878227720665628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/09/blablao-dia-32-por-bruno.html' title='Blablação... - Dia 32, por Bruno.'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115729535647513063</id><published>2006-09-03T11:54:00.000-03:00</published><updated>2006-09-03T11:55:56.493-03:00</updated><title type='text'>O Gabinete de Franz Kafka? – Dia 31, por Pedro.</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;            Começamos assistindo o Gabinete do Doutor Caligari, e acho que foi o que valeu o ensaio. Ou melhor, o que fez valer o ensaio, pois a passagem de cena depois ficou ótima, mesmo estando a 20 dias sem passar.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Atentamos para os climas do filme, as expressões sustentadas, muitas vezes exageradas, mas autênticas. Acho que isso faz parte do expressionismo, a emoção é verdadeira, mas é apresentada com a realidade interna. Assim, não é o caso de fazer caretas ou expressões exageradas gratuitamente, e sim encontrar a verdade nestas deformidades – uma emoção interna tão grande (ou estranha) que não pode ser apresentada como o morno mundo real.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Na nossa peça, também misturamos um pouco do surreal, uma deformação simbólica da realidade, ou melhor, apresentação simbólica da realidade, principalmente da realidade interior. Mas tudo isto são nomes, o ponto é apresentar arquétipos e relações arquetípicas, de forma lúdica e estética. Apresentar o contato com o estranhamento, a reação ao bizarro, expor o grotesco da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            As expressões devem ser exageradas porém críveis, dentro da lógica interna da peça. A linguagem poética entra quando o que desejamos exprimir não cabe em denotação. O contato com o absurdo da vida não cabe em fórmulas ou formas cotidianas.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Em seguida lemos o texto e fizemos um passadão, naquele esquema coxal do japonês no poleiro... Realmente precisamos de um cenário, ao menos provisório, para ensaiar a cena, para os atores não precisarem fazer mímica de subir escada, entre outras coisas. Para podermos ensaiar a cena no ambiente próprio, as diferenças de níveis, o espaço delimitado, a mesa para o jejuador sentar.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Também precisamos de um figurino prévio, mesmo que indicativo, para os atores se acostumarem a trabalhar com os props, tipo avental com barriga, túnica, estetoscópio, bengala, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            A cena está num ponto bem avançado, os personagens (quase todos) estão bem compostos e resolvidos em cena, alguns detalhes de encenação ainda precisam ser afinados, o texto precisa ser decorado, para dar desenvoltura a algumas cenas, notadamente o empresário, que tem as maiores falas. O Jejuador está muito bom, é o personagem mais difícil da peça, e também o centro das cenas, com este resolvido podemos compor as cenas em torno.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            O principal é que posso ver um material interessante para compor a cena. Temos personagens e relações bem desenvolvidos e cenas vivas e dinâmicas, que prendem a atenção e divertem. Com este material posso ver a cena completa, ao acrescentarmos música, cenário, luz e figurinos.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Foi bom ver que não perdemos muito com estas férias, agora os atores precisam decorar o texto e eu acertar alguns detalhes de marcação e composição. Além dos elementos estéticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Já imagino o Franz Kafka narrando a cena de fora do palquinho, assistindo a seu devaneio. Imagino a música permeando toda a cena, provavelmente com uma ou mais faixas para cada cena. E a luz criando formas nas sombras e sombras nas formas.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Imagina só...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115729535647513063?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115729535647513063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115729535647513063&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115729535647513063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115729535647513063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/09/o-gabinete-de-franz-kafka-dia-31-por.html' title='O Gabinete de Franz Kafka? – Dia 31, por Pedro.'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115591310712559796</id><published>2006-08-18T11:57:00.000-03:00</published><updated>2006-08-18T11:58:27.143-03:00</updated><title type='text'>Pequenos momentos... – Dia 30, por Pedro.</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;            Começamos com a discussão sobre o livro do Stan, e constatamos que os conceitos vem sendo retrabalhados, com novos exemplos e situações. Não apresenta muitas novidades, mas é bom para fixarmos estes conceitos principais. Fé cênica, linha de ação, essas coisas, memória das emoções, sua relação com a memória das sensações, enfim. Sempre tem alguma coisa nova, como atentar para o senso de medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Aquecemos com a corda. Dei um nó unindo as duas extremidades e usamo-la para aquecer, puxando e repuxando, alongando. Movíamo-nos dentro da corda ou fora, mas sempre segurando nela, e mantendo a corda sob tensão. Como os jogos de movimento com bastão, estes com corda estimulam nosso corpo a agir sem racionalizar, a reagir em prontidão. E a integrar os movimentos do grupo todo, uns afetando os outros, é preciso prestar atenção até para não machucar o colega. Entrega ao movimento e concentração no momento. Também praticamos o equilíbrio em roda, segurando na corda, e não dando as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Fiz a pergunta que não quer calar, e me disseram que foi Lee Oswald mesmo, a mando da CIA. Já sobre o uso das imagens neste momento de criação, o Bruno fez um comentário pertinente; disse que, enquanto está passando a cena, concentra-se na imagem do legionário em cima do muro, que lhe transmite a sensação de desconfiança, molda sua face de acordo com a imagem. Sem levar em conta que o personagem foi criado a partir de uma imagem, estamos agora focados no que podemos retirar delas neste momento de refinação, detalhamento da cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O Bruno mesmo afirma que poderia usar outra expressão de desconfiança, mas que se concentra na que escolheu. É uma base mais concreta? O resultado é satisfatório, sua expressão é viva e transmite o sentimento identificado. Dizem que técnica é um modo mais rápido (ou confiável) de se atingir o objetivo, então acho que é isso mesmo; ele poderia transmitir a desconfiança criando a postura e movimentação aleatoriamente, livremente, e chegaríamos a um personagem e cena verdadeiros, eventualmente. Com a imagem apropriada e bem trabalhada, espero termos ganhado tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Este foi um exemplo de uso da imagem para um detalhe de um personagem, já em uma cena em construção, sendo ensaiada. Até agora havíamos usado as imagens para compor personagens genericamente, ou vários momentos destes, mas ainda não atentando para o momento específico da cena. Este trabalho pode acrescentar muito agora na composição do Jejuador, podemos identificar seus momentos, as diferentes cenas e o que ele passa em cada uma, qual o sentimento presente nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Qual imagem, das tantas que temos para o Jejuador, mais forte se manifesta em cada cena. Ou quais elementos de quais imagens. As imagens foram escolhidas de acordo com o sentimento que elas nos evocam a partir dos sentimentos que encontramos no texto, os elementos componentes das imagens foram assim também analisados; agora podemos usá-los na prática, experimentar direto a imagem, os sentimentos estando subjacentes. Não é faz cara de triste, e sim usa a imagem tal. Prático, concreto e físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Enfim, partiturar a composição do personagem em cima das imagens trabalhadas. Experimentar até escolher a melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Hoje continuamos com a cena dos fiscais, que melhorou bastante. Fizemos o estudo de significado de cada fala; lendo, apontamos para pausas, notadamente onde há uma mudança de intenção, e onde inserir olhares ou uma interação física, além do texto. Parece estranho escolher pausas e reações sentado, soa arbitrário, mas, na prática, ajuda muito o ator a se soltar em cena. Primeiro porque não imponho (nem impomos) nada, desvendamos os significados e damos exemplos de como estas relações, sentimentos, cumplicidades, desconfianças, etc., podem ser expressas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O ator não é obrigado a usar um determinado gesto, ou fazer uma expressão, ao contrário, ele vai para a cena sabendo qual é a relação dele com o outro em cada momento, com uma gama de idéias a serem exploradas, possibilidades que ele vai experimentar conforme o momento. A idéia é ampliar, nunca reduzir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Reduzir nós vamos em breve. Delimitar, definir. Em cena, escolher para onde vira, quanto anda, que gesto usa, quanto tempo dura, etc. Começamos algo assim com as cenas curtas, já podemos introduzir na dos fiscais, pois já temos base suficiente; a relação entre o Jejuador e os fiscais está desenvolvida, cada um destes tem suas características definidas. Os jogos de cena podem ser mais explorados ainda, talvez nas improvisações paralelas de que falei. Também quero fazer o trabalho de desenvolvimento de personagem em atividades típicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O resultado de hoje foi bastante satisfatório, mesmo que tenhamos usado apenas uma hora para ensaiar a cena (poderíamos ter trabalhado mais coisas, é verdade). Estamos encontrando um tom para o Jejuador nesta cena, surreal mas não caricato, e suas relações com os outros, entendendo como se sente em cada situação. Não é fácil, pois ele é muito diferente das pessoas que conhecemos no dia-a-dia. Sugeri o estudo de desarranjados mentais, que são pessoas reais, mas que agem e se portam de modo peculiar, assim como o Jejuador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O fiscal da Lu está chegando, ela está mais fazendo (vivendo) a cena do que sendo engraçada agora que entendemos seus micro-objetivos. O fiscal do Bro continua legal, o momento em que troca olhares com o Jejuador (com a lanterna) é vivo, expressivo, belo e engraçado. Podemos explorar mais seus gestos Johnny Bravo. Talvez também realçar o estilo pingüim do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Johnny Bravo e Tonho da Lua na Marcha dos Pingüins...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E o texto decorado no próximo ensaio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115591310712559796?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115591310712559796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115591310712559796&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115591310712559796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115591310712559796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/08/pequenos-momentos-dia-30-por-pedro.html' title='Pequenos momentos... – Dia 30, por Pedro.'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115592844496783333</id><published>2006-08-17T22:13:00.000-03:00</published><updated>2006-08-18T16:14:04.996-03:00</updated><title type='text'>Primeiro público... - Dia 30, por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Discutimos o trecho do livro do Stan sob responsabilidade da Luiza. Aquecemos e alongamos com cordas em exercícios de cabo de guerra individual mantendo a tenção e utilizando um único pedaço em forma de círculo; fizemos também o exercício de equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos a cena dos fiscais. Percebi que algumas marcações se perderam, principalmente na triangulação final com o caipira. Mesmo assim, o resultado me agradou. Tiramos até riso do diretor (que já está careca de ver a cena) com a quebra do meu fiscal e do jejuador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos até platéia – mesmo que por um breve momento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115592844496783333?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115592844496783333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115592844496783333&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115592844496783333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115592844496783333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/08/primeiro-pblico-dia-30-por-bruno.html' title='Primeiro público... - Dia 30, por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115515014983597699</id><published>2006-08-09T16:01:00.000-03:00</published><updated>2006-08-09T16:02:29.850-03:00</updated><title type='text'>Sempre Alerta? – Dia 29, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;            O Bruno já bem descreveu o dia de ensaio, só vou adicionar alguns comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Acredito que o ponto chave para a resolução da cena é a diferenciação entre fazer comédia e fazer graça. A cena dos fiscais é a mais explicitamente cômica, na verdade é uma cena circense, o primeiro fiscal é o clown branco (ingênuo) e o segundo augusto (ou negro, o esperto). No final das contas ambos estão enganados sobre o espetáculo e o jejuador, mas as atitudes de ambos diferem em um querer ajudar a trapaça e o outro evitá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A graça desta cena será dada, mais que pelo texto propriamente, pelas reações e intenções, tanto dos fiscais como do jejuador, pelas suas expressões, pelo ritmo da cena, pela movimentação. Aqui entra a diferenciação que comentei; vimos neste ensaio, que, para trabalhar a comédia, devemos buscar sua verdade, entender em cada fala o seu significado e como o personagem se sente naquele momento, em bases lógicas. Não diferente de estudar um texto dramático, o que será diferente é o tom, além das situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas... se, antes de estudarmos a cena e buscarmos os objetivos de cada personagens, nos ocuparmos do tom cômico, da movimentação, dos trejeitos, das entoações e gags, a cena fica falsa, gracejos gratuitos. Por isso começamos a estudar os papéis, atentando para o jejuador não cair numa caricatura, nem se entregar para o tom cômico, e para os fiscais, principalmente o primeiro, encontrar suas motivações verdadeiras. Aí poderemos nos ocupar das movimentações, do tempo cômico, das caras e bocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Esta cena é difícil para mim, eu que escrevi, mas não estou gostando do resultado. Não sei se é questão de texto mesmo, ou porque ainda não vimos o esqueleto dela bem delineado, ou porque ela é bem diferente das outras. As cenas curtas acho que se resolveram bem, as cenas do empresário também estão encaminhadas, sabemos o que falta, assim também a da senhora generosa. A dos fiscais é mesmo uma ilha, uma aberrância circense em um invólucro expressionista. Precisamos, aliás, enfatizar o tom expressionista de algumas cenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Vamos continuando, é bom que os atores gostam da cena, a gente acha ela. É legal este bipolo escato-cômico, depre-risível. Kafka é, afinal de contas, muito engraçado. Patético. E vamos rir da nossa dor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Precisamos dos aventais gordinhos, vão ajudar a montar a cena. Dialogar com elementos de cena e figurinos é parte do trabalho do ator. Saber usar a favor da encenação. Ajuda na composição e na visualização da cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Vou parar por aqui antes que neologise mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Das Kabinett des Doktor Caligari&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115515014983597699?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115515014983597699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115515014983597699&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115515014983597699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115515014983597699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/08/sempre-alerta-dia-29-por-pedro.html' title='Sempre Alerta? – Dia 29, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115513900037422301</id><published>2006-08-09T12:56:00.000-03:00</published><updated>2006-08-09T12:56:40.390-03:00</updated><title type='text'>Basta! – Dia 28, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;            Não confunda arremesso de bastão com ai que medo do bestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Enfim... Trabalhamos bastante aquecimento com bastão, primeiro individualmente, depois em roda, onde cada um segurava um bastão com cada mão, e cada bastão era segurado por duas pessoas. Assim tínhamos uma roda com bastões intercalando as pessoas, e nos pusemos em movimento, alongando, interagindo. Depois fizemos o trabalho de “marionetes”, em que um ator guiava os movimentos do outro, ambos segurando dois bastões (os bastões são o cabo do boneco). Por fim do aquecimento, realizamos um exercício de movermo-nos segurando dois bastões por dupla, sempre mantendo os bastões sob tensão. Dói o braço... Quero fazer este último exercício com corda, e o marionete também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Estes novos jogos com bastão foram o ponto alto do ensaio, estas dinâmicas todas de aquecimento que temos criado e experimentado são um bom produto secundário do nosso processo, já temos umas quantas anotadas (mais um viva para o blog), e podemos nos referir a este material posteriormente e usar as dinâmicas já testadas em outros processos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sobre os ensaios de cena, não progredimos muito. Passamos toda a parte 1, mas agora me questiono se vale a pena passá-la assim, direto, e não atentar para cada momento. A idéia é desenvolver intimidade com a cena, mas não está resultando, parece que simplesmente por passar a cena, ela fica sempre no mesmo lugar. Percebemos diferença nas cenas que já foram trabalhadas, como os namorados, criança, etc, então talvez seja o caso de focar em cada cena e passar apenas as que já estão trabalhadas, para manter o que se tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Passar a cena várias vezes sem antes trabalhá-la, pode acarretar na cristalização de elementos indesejáveis. Falta de idéias para o ensaio? Refletindo, parece que o melhor é trabalhar as cenas do dia (leitura e análise, improvisações, marcações e trabalho gestual) e depois reservar um tempo ao final para passar o geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A cena dos fiscais ainda está dando trabalho, comento especificamente sobre ela no próximo ensaio. Nesta, como em todas, precisamos do texto decorado para progredir. Esta é a intimidade que precisamos desenvolver, estar pronto para passar e experimentar a cena sem ter que se referir ao texto ou se concentrar em lembrar as falas. Daí decola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Falando nisso, e as imagens? Como podemos utilizá-las agora, na formalização da cena?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115513900037422301?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115513900037422301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115513900037422301&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115513900037422301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115513900037422301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/08/basta-dia-28-por-pedro.html' title='Basta! – Dia 28, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115513520223478503</id><published>2006-08-09T11:51:00.000-03:00</published><updated>2006-08-09T11:53:22.246-03:00</updated><title type='text'>Fiscais - Dia 29, por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Luiza confundiu o horário do ensaio e atrasou o Haruki. Fizemos exercícios com os bastões na rua em frente à garagem. Cirque du Soleil que nos aguarde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, o ensaio de hoje foi muito gostoso. Passamos exaustivamente a cena dos fiscais; e eu adoro esse meu personagem. Trabalhamos as intenções de cada fiscal, as reações do jejuador e as interações em cena; que está bem dinâmica e divertida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Luiza entra e impõe um ritmo descontraído com seu personagem bonachão. O tempo todo, fica se fazendo de cúmplice à farsa do espetáculo do jejum. Meu personagem é bem mais sério e desconfiado. Embora também considere tudo um simulacro, quer garantir que o jejuador, realmente, não coma nada. Curto a voz que criei pro fiscal e os novos gestos trazidos pelo Pedro. Eles são mais rápidos, condizentes com um personagem atento. Quanto ao olhar, estou adaptando o da imagem do legionário/soldado, variando as direções dos olhos e incluindo movimentos de cabeça. O meu fiscal vai ser gordinho mesmo. Um pouco desajeitado. Usaremos enchimentos no avental. Ele fica segurando e levantando a calça com freqüência. Eu e Haruki criamos uns momentos divertidos de interação no diálogo entre os nossos personagens. Umas quebras no ritmo acelerado também deram um tom mais cômico. Quando o caipira entra, montamos uma triangulação espacial pra aproveitar o espaço cênico, e trazer a cena pra frente. Ficou ótimo e até mesmo divertido, por causa do caipira caminhando entre os pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra finalizar, passamos todo o ato I.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115513520223478503?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115513520223478503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115513520223478503&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115513520223478503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115513520223478503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/08/fiscais-dia-29-por-bruno.html' title='Fiscais - Dia 29, por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115513557907273275</id><published>2006-08-06T11:59:00.000-03:00</published><updated>2006-08-09T13:02:40.063-03:00</updated><title type='text'>Marionetes - Dia 28, por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais aquecimento com os bastões, só que internamente. Não jogamos, apenas interagimos tendo o bastão como um objeto de ligação entre os participantes do exercício. Alongamos, contorcemos. Primeiro com 4 pessoas, depois em duplas. Terminamos com um exercício de marionetes onde cada um controlava o seu parceiro na dupla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montamos o ato I e depois passamos a cena dos fiscais. O Pedro quer mais dinamismo e mais movimentação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115513557907273275?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115513557907273275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115513557907273275&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115513557907273275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115513557907273275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/08/marionetes-dia-28-por-bruno.html' title='Marionetes - Dia 28, por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115513660192666201</id><published>2006-08-05T12:14:00.000-03:00</published><updated>2006-08-18T16:18:34.850-03:00</updated><title type='text'>Vida de Mesa... – Dia 27, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            Bem, estamos ensaiando a cena agora que está escrita. É interessante reparar que, mesmo tendo nós mesmos criado a cena, a partir dos improvisos dos atores, falta bastante para ela ficar pronta; intenções, o tom de cada personagem, além claro das marcações. Hoje caminhamos neste sentido, principalmente, com trabalho de mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Passamos a cena toda livremente, improvisada. É bom para dar desenvoltura nas situações, mas não sei se é o caso de continuar com estas improvisações, provavelmente voltemos a improvisar com o texto decorado. Aí não improvisamos o texto, e sim as intenções, gestos, relações. Por exemplo representar a cena em um shopping, ou numa prisão vietnamita, ou muito lento “noir”, ou gritando, ou sussurrando, com muito movimento, parado, etc. Mas o texto decorado antes de tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Podemos também utilizar aquelas improvisações de situações paralelas, como os fiscais e o jejuador num rodízio, o jejuador indo visitar os namorados em casa, o empresário tentando explicar as contas para o jejuador. Estas são boas para definir melhor os personagens, dar uma existência completa, não apenas vinculada às situações da peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Hoje lemos o dia 1, buscando as intenções principalmente do empresário. É um trabalho importante, também conseguimos aproximar mais as duas facetas do empresário, bigodão (ele mesmo) e maléfico (tipo que assume para apresentar o jejuador). Ainda vamos encontrar o tom perfeito para ele. O jejuador também está surgindo, mais na prática do que na mesa, através da escolha de olhares, gestos e de movimentação (pendular geralmente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            De um modo ou de outro, escolhemos elementos, seja de entonação ou de movimento, de acordo com as idéias que fazemos dos personagens e situações, e os verificamos na prática, passando a cena. Já tendo bastante elementos sobre os personagens, já os tendo estudado e improvisado na criação da cena, estas escolhas não são prematuras nem arbitrárias, mas também não são definitivas, a cena é que manda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Acho que está funcionando este esquema: Primeiro debatemos, nos acercamos da ideologia da história e dos sentimentos de cada personagem, depois improvisamos com eles, para, em seguida, formalizar o que ficou bom nas improvisações e acrescentar ou mudar o que ficou faltando ou não comunicou a idéia desejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sensitivo – Intuitivo – Racional. Trabalhamos um aspecto de cada vez durante a criação, e, na hora da apresentação (a público ou no ensaio) estes três elementos (mais precisamente seus resultados) estão a sustentar o Emocional, que só pode ser atingido indiretamente, e que é o elemento comunicante máximo com a platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Também lemos o dia 9, mas não trabalhamos, então comento depois.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115513660192666201?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115513660192666201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115513660192666201&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115513660192666201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115513660192666201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/08/vida-de-mesa-dia-27-por-pedro.html' title='Vida de Mesa... – Dia 27, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115513550170053597</id><published>2006-08-05T11:57:00.000-03:00</published><updated>2006-08-09T11:58:21.713-03:00</updated><title type='text'>Intenções - Dia 27, por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iniciamos aquecimento com os famosos lançamentos de bastões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos o ato I, livre e com improviso. O Pedro atentou à idade do empresário que eu estou criando. Está velho demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lemos o roteiro e trabalhamos algumas intenções das cenas iniciais. Montamos as cenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizamos com uma leitura dos fiscais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115513550170053597?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115513550170053597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115513550170053597&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115513550170053597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115513550170053597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/08/intenes-dia-27-por-bruno.html' title='Intenções - Dia 27, por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115429153927989748</id><published>2006-07-31T12:31:00.000-03:00</published><updated>2006-07-31T16:53:56.006-03:00</updated><title type='text'>Acorda! – Dia 26, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje fizemos um exercício de corda legal. Aprender a se envolver com as coisas, se entregar, estar parte do momento, ser na situação, aceitar as circunstâncias dadas. Acabamos todos amarrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez, ensaiamos com uma aproximação da proposta de espaço cênico. Passamos bastante a cena da criança, marcamos ela toda. A cena dos namorados saiu mais fácil, a marcação da cena anterior ajudou os atores nesta; já se preocupavam em dar movimento à cena, triangular, não ficar de costas nem muito para trás (o que seria até natural, com a jaula do Jejuador no fundo do palco). Passamos só um pouquinho a cena noturna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas os atores leram a segunda parte hoje, como jogral, em movimento. Ainda não sei por onde criar a segunda parte, uma hora vamos ter que focar bem mais nisso...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115429153927989748?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115429153927989748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115429153927989748&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115429153927989748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115429153927989748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/07/acorda-dia-26-por-pedro.html' title='Acorda! – Dia 26, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115429150361240626</id><published>2006-07-30T14:31:00.000-03:00</published><updated>2006-07-31T16:48:09.730-03:00</updated><title type='text'>O que fazer? – Dia 25, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Então temos um texto pronto e outro por fazer. E agora? Criamos a segunda parte como criamos a primeira? Como ensaiamos a primeira parte; pensando nas imagens ou na cena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a segunda parte, pretendo uma aproximação interativa com o público, cenas sussurradas, ação no meio da platéia, em locais espalhados, obrigando o público a se deslocar. Hoje apenas começamos com uma leitura em jogral do texto, para nos aproximarmos mais dele, das situações que são descritas na segunda parte. O que quer que criemos, quero que esteja paralelo ao texto, situações retiradas deste, precisamos nos apropriar do clima do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A passagem de cena serviu principalmente como um diagnóstico de cada cena. O Bruno já comentou sobre a composição do Empresário, também atentamos para a melodia e floreios na voz do empresário, um tom que tem que ser bem teatral, como de um mestre de cerimônias. Também precisamos achar o tom do Jejuador, meio deslocado da realidade, estamos procurando com o movimento pendular, os olhos aloucados, e vamos procurar um tom monótono e melódico para a sua voz, não natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda cena, atentei para os gestos da mãe para com o filho, manter a preocupação e foco na criança, demonstrada em pequenos gestos em reação aos movimentos do filho. Precisamos trabalhar mais as intenções na cena dos namorados. A cena dos fiscais é uma que mais precisa ser trabalhada, deve ter um ritmo circense, bastante movimentação, dinamismo. O Fiscal da Lu precisa ser melhor composto e precisamos encontrar o tom para o Jejuador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena dos visitantes noturnos deve ter uma movimentação mais abstrata, dentro do tom surrealista, um dos tons da peça, quase uma dança. Atentamos para a entrada do empresário como apagando um fogo na cena da Senhora Generosa, mais rápido um pouco, também falar algo baixo ao Jejuador, talvez quando sai de cena. No Dia 40, o Médico pode ser mais sisudo, e também fazer mais parte da encenação, tendo falas mais teatrais, a cena toda ter este tempo de ouvir o jejuador, deixar aparecer seu estado lastimável. Essa é a graça, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entender as intenções da cena da despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tchau.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115429150361240626?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115429150361240626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115429150361240626&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115429150361240626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115429150361240626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/07/o-que-fazer-dia-25-por-pedro.html' title='O que fazer? – Dia 25, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115374590304085550</id><published>2006-07-24T09:58:00.000-03:00</published><updated>2006-07-24T10:10:02.243-03:00</updated><title type='text'>Remontando - Dia 26, por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começamos aquecendo com a corda. Essa era bem menor que a anterior, e mais fina. A Luiza reivindicou os ensaios com os bastões. Juntamos as duas pontas da corda e a estendemos, criando um círculo onde, uma vez todos dentro, alongamos. Depois, pulamos um pouco de corda. Embora, comumente apontado como uma brincadeira feminina, os homens detonaram!!! Fogo, foguinho, fogão... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pedro montou as mesas e cadeiras em uma estrutura prévia do cenário. Ensaiamos as três cenas mais curtas do primeiro ato: mãe com o filho, casal de namorados e archotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço cênico e bem pequeno e intimista. Vai ser super interessante estarmos tão perto do público assim. Trabalhamos o posicionamento, as interações, os gestos, as intenções e as falas. As cenas ficaram boas. Dá pra notar um crescimento enorme desde os exercícios de improvisação. Já está com cara de peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminamos as montagens e lemos, novamente, o segundo ato. Dessa vez, apenas os atores. Intercalávamos de leitores a cada interjeição gráfica (ponto, vírgula, ponto e vírgula etc). Nos espalhamos pelo espaço e lemos enquanto andávamos. Depois, interagimos um com o outro, e com o próprio espaço. Tentamos seguir a intenção do leitor anterior. Ficou legal. Corrido. Fiquei impressionado como nos acostumamos rápido a ler assim. A concentração estava boa e erramos pouco. A maior dificuldade está em acompanhar, com os olhos, as palavras no papel. Eu vivia me perdendo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115374590304085550?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115374590304085550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115374590304085550&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115374590304085550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115374590304085550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/07/remontando-dia-26-por-bruno.html' title='Remontando - Dia 26, por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115374667069150436</id><published>2006-07-24T08:10:00.000-03:00</published><updated>2006-07-24T10:11:10.693-03:00</updated><title type='text'>Repassando - Dia 25, por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos encontramos às 13:30 na Cultura Inglesa. Discutimos metade da minha parte do livro do Stan. Fundamentos que, em parte, aplicamos e trabalhamos: gestos limpos e necessários, linha contínua de ações e intenções, imagens e sons do personagem passando em um filminho na cabeça, movimentos conscientes, ingenuidade, figurino etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciamos o trabalho com uma passagem das cenas do primeiro ato. Conversamos sobre as características de alguns personagens e refizemos a cena. O personagem do empresário ganha uma jovialidade desproporcional quando se transforma no maléfico. Trabalhei esse momento e tentei manter a empolgação e a excitação do maléfico, mas com a disposição e as condições de um homem bem mais velho. O empresário tem uns 50/60 anos. Homem sério e cansado: talvez das constantes viagens e apresentações; talvez pela consciência de que as pessoas já não têm mostrado tanto interesse em seu trabalho (junto com o do jejuador). O maléfico é forçado. É um personagem dentro do personagem. O empresário o manifesta para atrair o público, para chamar a atenção e criar todo o interesse e o suspense sobre o artista da fome. É um personagem extremamente necessário; embora, ele possa não gostar muito disso – mas acho que não vem ao caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto bastante da cena dos fiscais; principalmente da minha parte. O personagem e gostoso e adorei a voz estilo ‘Francisco Cuoco’ (é como a chamo). O fiscal é matuto, esperto e sempre atento; embora, tenha um ‘quê’ de falador -  do tipo que gosta de contar vantagem. Acho que os diálogos estão bons, e a voz também. Preciso definir melhor a postura e as expressões faciais. Estou na dúvida sobre tentar demonstrar que o personagem é gordo. Não sei se transmite essa impressão. Talvez, eu apenas adapte alguns gestos do físico obeso em um personagem do meu porte. Embora, adore a característica do gordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finda a nova passagem de cenas, lemos o segundo ato diretamente do texto do Franz. Alternamos os leitores a cada ponto ou ponto e vírgula. O Pedro vai falar mais sobre esse processo depois.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115374667069150436?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115374667069150436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115374667069150436&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115374667069150436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115374667069150436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/07/repassando-dia-25-por-bruno.html' title='Repassando - Dia 25, por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115281488259912505</id><published>2006-07-13T15:18:00.000-03:00</published><updated>2006-07-13T15:21:22.613-03:00</updated><title type='text'>Brutalizando – Dia 24, por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que não prestei atenção alguma às músicas até alguém comentar que elas estavam tocando. Realmente, alguns personagens parecem ter mais coerência com algumas músicas do que outros; mas creio que não pela personalidade do personagem em si (pois acho que é cedo para conseguirmos definir todas elas – se é que, mesmo com todo o tempo do mundo, isso chegue a ser possível) mas sim em decorrência da cena, ou cenas, em que ele está inserido. Por exemplo, não consigo visualizar o empresário (imagem de despedida do jejuador) sob uma música animada. Mas, se esse mesmo personagem estivesse em um local diferente, sob uma situação diversa, talvez fizesse algum sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos as cenas do primeiro ato individualmente, mas na ordem cronológica. Primeiro a apresentação do jejuador e a aparição do caipira, depois a mãe e o filho, seguidos pelo casal, depois os fiscais, os archortes, a senhora generosa, o 40º dia e, terminando, com a despedida. Antes de cada cena, fazíamos um breve exercício de cada personagem com suas imagens. Primeiro, simplesmente reproduzíamos a imagem e permanecíamos parados. Em seguida, impúnhamos movimentos leves até liberar o controle total para o personagem. Findo o exercício, fazíamos a cena. Essa atividade foi boa porque, e em decorrência do fato do grande número de personagens, matinha a concentração apenas nos necessários para a cena em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo com a brutalidade do namorado. Fazer o que?? Mas os ajustes deixaram, realmente, a relação entre os dois, e a cena, mais coesas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115281488259912505?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115281488259912505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115281488259912505&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115281488259912505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115281488259912505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/07/brutalizando-dia-24-por-bruno.html' title='Brutalizando – Dia 24, por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115264399122423485</id><published>2006-07-11T15:51:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T15:53:11.240-03:00</updated><title type='text'>Ensaiando – Dia 24, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;            Hoje completamos o segundo ciclo de 12 ensaios. Este ciclo iniciamos elencando os personagens que descobrimos e criamos com o texto. Agora temos o primeiro ato escrito e os personagens distribuídos, e já aprofundamos alguns. Hoje ensaiamos o primeiro ato, não sobrou tempo para entrarmos na criação do segundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Consegui seguir bem próximo o que havia planejado para o ensaio, algumas mudanças foram oportunas na condução do segundo exercício, como veremos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Terminada a discussão sobre o Manual do Ator, passamos ao exercício de reprodução de imagens e exploração de movimentos com estímulo da música. Cada ator reproduziu suas imagens, uma por vez, explorou o tônus de cada parte do corpo, identificando as partes mais expressivas ou importantes da composição. Então passaram a mover-se livremente, não dei direcionamento para estes movimentos, os atores já tendo passado por exercícios semelhantes permitiram-se explorar conforme mais apropriado ao seu trabalho; principalmente gestos típicos e referências a momentos da cena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Fizemos este trabalho com cada imagem, com 3 músicas diferentes. Não estávamos improvisando com os personagens, e sim com os arquétipos e impressões que os originaram; com os personagens-tipo, criados com apenas uma imagem, esta impressão unifacetada aproxima-se muito do resultado final, com os personagens mais profundos, cada imagem permitiu trabalhar um aspecto ou momento seu. Procurei variar as músicas, de climas mais soturnos até mais alegres, ainda que estranhos. Este último não foi bem recebido pela Luiza, que disse não se encaixar no que tinha em mente. Não dei tempo também para comentar e registrar as impressões dos atores sobre o trabalho, espero que anotem aqui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Aqui a modificação; pretendia fazer a mesma seqüência, improvisações com as imagens, escolhidas para os personagens de cada cena, partir da exploração dos movimentos para interação, seguindo assim toda a peça, antes de passar o primeiro ato. Mas na hora achei melhor improvisar cada cena e passar o texto logo em seguida, o que, segundo o Haruki foi muito bom. E foi mesmo, fizemos uma improvisação livre, influenciada pelas imagens, onde os atores puderam explorar as relações da cena, e depois usamos este material quentinho para a cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;            Estamos em um ponto da cena, em que podemos começar a trabalhar a formalização, se assim desejarmos. Ainda estou em busca do clima soturno, fantástico, que quero impingir ao espetáculo. Na verdade estamos descobrindo o clima, afinando nossas linguagens. É o caso de assistirmos filmes ou peças juntos, ou de estudarmos imagens que sugiram este clima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            O melhor exemplo deste clima é a cena dos visitantes noturnos, que passamos diversas vezes, inclusive uma vez pedi que fizessem a cena da rampa, observando o jejuador agachados, pela fresta da grade. Foi bem válido, acredito que sentiram bem a questão de estar assistindo algo inusitado, quase proibido, uma aura de mistério. É isso que busco, climas sustentados, estranhamento, falas alongadas, tempo subjetivo. Claro que tem cenas que são circenses, como a dos fiscais, bem cômicas, mas mesmo nestas busquemos o realismo fantástico, a dissociação do tempo-ritmo natural.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Uma cena que deu trabalho foi a dos namorados, principalmente na relação entre os dois. Aos poucos foram assumindo mais intimidade (e nisto ajudou a improvisação com a imagem do casal), e fomos entendendo as sensações por que passa a jovem. Uma questão que notei, foi o tratamento do Namorado a seu par, não gostei do modo como ele a puxava, estava em conflito com a atitude de carinho da imagem e com a postura hierática que o Bruno estava assumindo para o personagem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Acredito que é natural, vamos aos poucos encaixando todas as nossas ações para a composição do personagem conforme o entendemos. Vamos também entendendo e nos apropriando melhor do personagem, e os dois passos estão interligados, ampliamos nossa concentração para cada detalhe da composição podendo fazê-los convergir em uma criação em que acreditamos. E é um trabalho de detalhamento, não podemos simplesmente “prestar atenção em tudo”, é necessário atentar a cada pequeno gesto um por vez. Ainda antes de formalizar a cena, este é um estudo de significação dos gestos, eles ainda passarão pelo crivo estético para tomar parte da cena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Trabalhamos esta cena como trabalharíamos um outro texto pronto (agora ela está pronta...), estudamos o significado de cada fala, procuramos entender como se sentem os personagens em cada uma. Hoje considero que o trabalho com imagens não isenta-nos de análise e estudo do texto, elas podem dar substrato emocional, auxiliando na busca e contato com as emoções, ou referências para composição, mas só saberemos quais emoções buscamos estudando o texto. Este estudo, novamente, não é apenas racional, mas não sei se pode ser resumido apenas a escolha de imagens que representem cada momento da cena. Precisamos, ao menos, explicar o que, em cada imagem, nos remete ao personagem ou às situações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Ainda a dúvida; continuamos ensaiando o Ato I, ou prosseguimos ao Ato II?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115264399122423485?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115264399122423485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115264399122423485&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115264399122423485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115264399122423485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/07/ensaiando-dia-24-por-pedro.html' title='Ensaiando – Dia 24, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115212876149209114</id><published>2006-07-05T16:43:00.000-03:00</published><updated>2006-07-05T16:46:01.506-03:00</updated><title type='text'>Terminando – Dia 23, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;            Corrigindo post do Bruno, iniciamos pelos exercícios de Feldenkrais, primeiramente as oscilações e rotações, depois o estudo do esforço e dispêndio de energia na prática do ato de levantar-se. Os movimentos rítmicos causam relaxamento, e integram o ritmo respiratório, a mim, ao menos, auxiliam na percepção corporal e alinhamento da coluna. Tenho uma sensação difícil de definir dentro da cabeça, talvez no nervo ótico, pode ser uma reorganização interna. Durante o exercício de ficar em pé, o Haruki acreditava que não ficaria de pé relaxando os músculos, mas, como eu mesmo constatara, pôde erguer-se facilmente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Facilmente percebemos quanto esforço inútil despendemos em nossos atos. Muitas vezes, no palco ou em improvisações, temos nossa atenção tomada por muitos fatores complexos, não podemos nos concentrar no uso dos músculos, que também não podem estar tensos, nem responder insatisfatoriamente à nossa vontade. Por isso, o estudo de conscientização muscular deve ser constante e cotidiano, nos gestos simples. Como o músico que pratica escalas, para que, quando estiver tocando, os dedos encontrem naturalmente o caminho. Como o instrumento mal afinado, o corpo tenso apresenta dissonâncias, ruídos.&lt;br /&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;             Auto-consciência do aparato psico-motor. Prestar atenção ao próprio corpo.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Então passamos à improvisação com corda. Deixei livre, começaram com aquecimento e passaram à improvisação. Não buscamos nenhuma imagem, as situações foram surgindo, sem falas. Foi bem interessante, desta vez o Haruki se amarrou, não enrolou a corda (o que trouxe conseqüências, vide abaixo). Os outros jogaram entre si e com o Haruki, algumas vezes bem livremente, algumas vezes mais próximos de situações da peça. Estes exercícios com objetos trazem uma nova forma de se tomar contato com as emoções envolvidas na peça, a partir do envolvimento com uma situação análoga à da cena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Então, enrolamos a corda, a pesar do Bruno não concordar em guardar seus brinquedos depois de brincar. Será que ele lava o prato do almoço, já que vai usar depois no jantar? Hmmm... Apesar disto, o processo provou-se um interessante integrador de grupo, tivemos que agir em grupo para lidar com um objeto que não respondia facilmente. Praticamos observar a reação do objeto e lidar com ela, mesmo neste exercício a corda terminando mais embaralhada que no último, fomos mais rápidos em arrumá-la. Mais uma prova, de que o treino do ator é em ações corriqueiras, arrumar a sala de ensaios ou escovar os dentes podem ser um estudo, se o ator estiver com a mentalidade e concentração apropriadas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;           &lt;br /&gt;            Falando em mentalidade e concentração, estas me faltaram um pouco no ensaio. Enfim, às vezes estamos 50%. O ensaio rendeu bem, contudo pudesse ter agilizado para encaixar mais alguma dinâmica. Parece que quem tem mais aproveitado os últimos exercícios é o Haruki, talvez por ter um oceano insondado maior à frente que os outros, que trabalham personagens mais simples ou pelo menos mais compreensíveis. Está tocando mais sensações, pode ir se apropriando das que relacionar com o personagem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Ficamos devendo a improvisação com corda para trabalhar a relação entre os espectadores, apenas estudamos as imagens, observando quais elementos associamos com os personagens, sejam subjetivos ou físicos. Isto já ajudou na representação da cena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;            Hoje terminamos o primeiro ato, então lemos a segunda parte do texto e discutimos algumas idéias para cenas, pensando em não manter uma narrativa tão linear, talvez ter um boneco de jejuador, e diálogos entrecortados, espalhados pelo público.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;             Agora a dúvida; trabalhar o primeiro ato ou começar o segundo?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115212876149209114?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115212876149209114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115212876149209114&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115212876149209114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115212876149209114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/07/terminando-dia-23-por-pedro.html' title='Terminando – Dia 23, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115195997710580705</id><published>2006-07-03T17:50:00.000-03:00</published><updated>2006-07-03T17:52:57.116-03:00</updated><title type='text'>Enrolando - Dia 23,  por Bruno.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iniciamos os ensaios abusando das mais recentes técnicas de desenrolamento de cordas. Fizemos um aquecimento seguido de improvisação livre com o objeto. Finda a exploração do objeto, do espaço e dos demais participantes, estudamos alguns exercícios trazidos pelo Pedro visando a descoberta e a focalização dos movimentos/energia/músculos necessários pra cada atividade cênica (e até mesmo diária). Lemos as últimas cenas do texto redigidas pelo Haruki – da Senhora Generosa e do 40º dia. Montamos novamente as cenas dos namorados e da mãe com o filho atentando para a relação entre eles – baseados nos aspectos identificados na discussão sobre as imagens. Finalizamos o dia de ensaio com a leitura da segunda parte do texto do Kafka, dedicada ao momento do jejuador no circo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115195997710580705?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115195997710580705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115195997710580705&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115195997710580705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115195997710580705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/07/enrolando-dia-23-por-bruno.html' title='Enrolando - Dia 23,  por Bruno.'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115223870574504227</id><published>2006-06-28T22:57:00.000-03:00</published><updated>2006-07-06T23:23:33.226-03:00</updated><title type='text'>Desembaraçando - Dia 22, por Haruki</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o ensaio já foi muito bem detalhado pelo Pedro, vou colocar somente minhas impressões com relação ao exercício da corda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira sensação foi de estranheza. Fazer movimentos livres utilizando a corda não é tão simples quanto parece, na maior parte dos movimentos ela mais atrapalhou do que estimulou ou ajudou. Mas isso foi no começo. Logo nos familiarizamos e então passamos a pensar nas imagens e brincar com a corda. Comecei com a imagem do Tyson, fazia movimentos bruscos e rápidos com a corda, dava puxões, foi interessante, mas não me acrescentou muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então mudei para a imagem do velhinho sentado na cama. E assim que me sentei no braço do sofá e olhei aquela corda imensa e toda embaraçada, uma melancolia apareceu. Como um estalo. Foi muito interessante. E o exercício só melhorou, pois resolvi que iria arrumar aquele emaranhado todo, e então tudo fez sentido pra mim. Foi meio estranho, mas eu tinha a firme convicção de que iria enrolar aquela corda toda, embora ao mesmo tempo essa idéia me desanimasse bastante, visto o tamanho e o fato dela estar toda embaraçada. Mas eu simplesmente não queria parar de enrolar a corda. Não QUERIA, estava realmente com vontade de arrumar tudo aquilo, apesar da Lu me atrapalhando (querendo ajudar, foi perfeito!), e apesar de tudo aquilo não ter fim, já que a corda sempre desenrolava ou caía da minha mão. E isso me desanimava bastante, mas eu sabia que não tinha o que fazer se não começar de novo. Enfim, foi um dos melhores exercícios que fiz, pois por fim achei um ponto para me apoiar, algo em que basear a vontade de jejuar do jejuador, ao mesmo tempo em que achei um ponto para apoiar a melancolia. É definitivamente um ótimo paralelo! Sei que vai me ajudar bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Pedro mencionou o gesto do Bruno me entregando a corda. Achei que só eu tivesse reparado pra valer naquele gesto. Foi de uma sutileza, e no entanto foi bem forte pra mim. Ele me entregou a corda falando meio pra baixo, sem me olhar nos olhos, meio sem-jeito. Foi o tom exato que sempre imaginei pra essa cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um ótimo ensaio pra mim! E vamos que vamos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115223870574504227?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115223870574504227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115223870574504227&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115223870574504227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115223870574504227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/06/desembaraando-dia-22-por-haruki.html' title='Desembaraçando - Dia 22, por Haruki'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115141040393568503</id><published>2006-06-27T09:10:00.000-03:00</published><updated>2006-06-27T09:13:23.953-03:00</updated><title type='text'>Relembrando – Dia 22, por Pedro.</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; Hoje queria ir para frente com o texto, mas acabamos retomando alguns elementos. O Haruki concluiu uma cena e começou outra, então ainda falta um pedaço do Dia XL e a despedida. Não lemos o texto, deixamos para a semana que vem, quando estará completo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Comecei apresentando a proposta de cenário e espaço cênico, discutimos sobre os figurinos, sobre como fazer as atrações do circo. Um dos pontos que abordamos, foi o de apresentar as aberrações de forma realista ou simbólica, representativa, teatral. Comparamos com os monstros do Mundo Esquecido, que não tivemos intenção de apresentar com ilusão de realidade, e foram aceitos pelo público como parte da realidade da peça. Mas esta era uma peça de característica farsesca, o caráter de faz-de-conta está muito mais evidenciado, apela-se ao lúdico e ao cômico muito mais que ao emocional, como pretendemos agora. Os dois aspectos podem ser mesclados, e sempre estão, por exemplo, tanto no Mundo quanto agora, é uma questão de enfoque, mas devemos atentar a dois perigos neste processo: Um é o de pretender um caráter ilusionista e resultar algo falso, que acarretaria no ridículo, e outro ponto é saber dosar o aspecto lúdico, quando se optar pelo teatralismo, ou arriscamos perder o contato emotivo com o público.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Também conversamos sobre a narrativa da peça, sobre a estrutura dramática que estamos construindo. Até agora, estávamos pensando em um circo de horrores, com personagens, situações, um personagem que contaria a história do jejuador. Estou, porém, achando isto tudo muito cartesiano, uma história dentro da história, muito discursivo, até óbvio. Mas enfim, cartesiano mesmo, lógico, tudo tem um motivo, uma conseqüência, e o mundo de Kafka não é assim. Podemos focar mais nas sensações, emoções, na apreensão subjetiva das situações, das relações entre o circo de horrores e a história do jejuador; não mostrar ao público uma história, e sim envolvê-lo na situação. Também não me sentia a vontade para criar toda uma segunda história e encaixá-la no conto, fico com a idéia de que estamos usando o texto apenas como pretexto, e não era isso que tinha em mente. Mas o ponto principal é mesmo fugir do discurso racional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Estamos jogando bem bastão, preciso levar mais um. Hoje só perdemos tempo mesmo desenrolando a corda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Propus uma dinâmica que evoluiu em jogo e improvisação. Cada um dos três pegou um pedaço de uma mesma corda bem grande e compôs uma de suas figuras segurando a corda, a partir de então podiam mover-se livremente. Exploraram movimentos para os personagens e passaram a interagir, depois pedi que introduzissem falas. Improvisamos a maior parte do texto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Estávamos meio enferrujados... Nos último ensaios tivemos mais improvisações concretas, bastante discussão e análise (acho que estou influenciado pelo bretão...), passamos o texto e a cena. Agora voltamos, como planejei, para o laboratório mais abstrato, neste caso também concreto (mais ainda) porém simbólico, indireto. Livre, claro que guiado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Foi bom, muito bom em alguns aspectos, em outros nem tanto. A relação do jejuador com a velha foi ótima, ela queria sinceramente ajudar e atrapalhava. Fisicamente. Uma hora o Jejuador começou a enrolar a corda, uma espécie de metáfora para o jejum, algo concreto, que ele pode tocar, ver, sentir desânimo de ver tanto ainda, por mais que fizesse, a necessidade de ir até o fim. A velha irritou o jejuador, todos estes sentimentos foram vivenciados pelos atores, a corda focalizou a intenção, fisicalizou, canalizou, ancorou. Enfim, permitiu viver o sentimento em questão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Outro momento bom foi o do Empresário, o modo como entregou a corda, o fato de terem um monte de corda para discutir sobre, algo que podem ver, empurrar um para o outro, agarrar. Pois isto fazemos com o texto, empurramos idéias, agarramos as nossas crenças, chacoalhamos o outro, e várias outras relações que podem ser exemplificadas com atitudes físicas. O jogo faz surgir atitudes corporais espontâneas, representantes da emoção em jogo. Depois podemos moldar estas atitudes básicas na composição da cena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Neste jogo, trabalhamos com o estímulo das imagens e das situações do texto, sendo umas relacionadas às outras. As imagens apareceram nas expressões dos atores, nos momentos em que o jogo enfocava o sentimento que trabalhamos com elas. Por exemplo, o Haruki estava sentado enrolando corda, concentrado na imagem do velhinho na cama, seu rosto transmitia melancolia, como a imagem, um sentimento que identificamos no jejuador. Relacionando-se com a senhora, quando ficava com raiva, trazia a imagem do raivoso que escolhemos exatamente para este momento. Na verdade, esta imagem é muito simples, muito caricata, a raiva do jejuador deve ser diferente, mais detalhada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Alguns personagens não se relacionaram muito, principalmente não fisicamente, como a mãe e filho e os namorados. Talvez seja um diagnóstico do grau da relação deles na cena, mas não serviu para trabalhar esta relação, provavelmente por ter sido uma improvisação aberta, se focarmos em cada relação podemos explorá-la mais. Como a Luiza disse, ela não podia usar a corda para puxar a criança se não veio na cabeça dela na hora, assim como os namorados não se enlaçaram. Por isso conversamos depois do exercício, sempre podemos estar mais abertos da próxima vez. O ponto é ampliar nossas formas de nos relacionar com os outros, trocar com o parceiro. Desta vez estiveram mais focados no jejuador e em sentir o que sentem, daí dizer e fazer o que fazem, os jogos buscam mais a dialética, a troca. As interações físicas vão aparecer nas expressões na cena, ajudam a evidenciar a intenção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Concluímos o ensaio conversando sobre como as imagens se inseriram no processo de criação até aqui. Em um primeiro momento, escolhemos imagens de acordo com as sensações que recebemos do texto. Em jogos e improvisações com estas imagens, iniciamos a criação de alguns personagens, como o Professor, o Ex-jejuador e diversos aspectos do Jejuador. Improvisamos diversas situações retiradas do texto e extrapolações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Com um tanto de material vivenciado, passamos a definir o roteiro, a partir dos personagens que identificamos no texto e, depois, das situações que eles vivem. Quando definimos um roteiro geral para o primeiro ato, avaliamos quais personagens já tínhamos trabalhado mais e quais precisavam ser encontrados ainda. Buscamos mais imagens, a maioria dos personagens não havia sido trabalhada com imagens, mesmo que muitos tivessem aparecido em improvisações a partir da história.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Então tínhamos personagens que foram trabalhados em exercícios de exploração, com as imagens, música, substância, bastão, que já apresentam alguma profundidade, ou definição no caso dos personagens rasos, como o professor. E também uma série de personagens que apareceram em improvisações de história, que estavam ainda crus, não conformados. Começamos a aprofundar estes personagens com a busca de imagens, agora dando maior atenção à análise da figura e significação de seus detalhes constituintes, assim escolhendo quais elementos utilizaremos na composição. E realizamos mais improvisações, agora com as situações definidas para o primeiro ato, para explorar estas características.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Três personagens podem exemplificar este processo. O Fiscal da Luiza foi criado a partir de uma gravura caricata de um policial gordo. Segundo ela, a imagem que vem a sua mente não é a da gravura, mas uma nova que se gerou a partir desta, é a auto-imagem do personagem, como ele se vê, ou como a atriz o vê. O corpo pesado, relaxado, um jeito de boa praça. Mas seu corpo é diferente da imagem, e não caberia tentar imitar um corpo gordo, nem é isto que importa na identificação de características para o personagem. Este personagem surgiu no momento que começamos a trabalhar o roteiro definido, com a escolha de imagens para os personagens que ainda não tinham sido trabalhados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;O Empresário já havia surgido em improvisações iniciais, mas não fora aprofundado. O Bruno encontrou uma imagem que representa sua fisionomia preocupado, e outras duas que sugerem seu tom como apresentador do espetáculo. Ainda estamos trabalhando neste personagem e nas suas cenas, mas ele começa a apresentar características mais definidas, tendo retirado elementos das imagens, não tentando copiá-las.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;O Jejuador é mais complexo que o Empresário, que também pode ser trabalhado com profundidade, e também já havia sido explorado em jogos e improvisações. Identificamos nele diversas características ou traços de personalidade, e buscamos referências destes nas imagens que estamos trabalhando. Temos ainda, imagens que representam emoções momentâneas na cena, como as duas últimas que o Haruki escolheu, a do raivoso e a da angústia, da Lu. Diferente dos outros dois, não há uma imagem que represente melhor o Jejuador, seu tipo geral, ele está sendo composto, ou nós o enxergamos, a partir de elementos de cada imagem, alguns como traços de personalidade outros como sentimentos apresentados em cena. O Jejuador, diferente dos outros também, já havia sido trabalhado com imagens antes da definição do roteiro, agora continuamos ampliando a busca e jogos com imagens, para trabalhar os elementos que continuamos descobrindo no Jejuador.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115141040393568503?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115141040393568503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115141040393568503&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115141040393568503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115141040393568503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/06/relembrando-dia-22-por-pedro.html' title='Relembrando – Dia 22, por Pedro.'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115085309364747440</id><published>2006-06-20T22:24:00.000-03:00</published><updated>2006-06-20T22:24:53.656-03:00</updated><title type='text'>Fechando – Dia 21, por Pedro.</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; Começamos pelo bastão 5X4 e ataque e defesa, então fizemos uma leitura e discussão do conto, arrematando os elementos que precisamos para fechar o texto do primeiro ato. Nestas discussões, buscamos entender quem é o Jejuador, o que o move, o que o autor nos diz sobre ele e sobre os espectadores e outros personagens. Seguindo o esperado, teremos o primeiro ato fechado para o próximo ensaio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; Passamos as cenas que vamos escrever, a Senhora Generosa e a Despedida, o Último Dia consideramos suficientemente trabalhada para ser escrita. Para a cena da Generosa, o Haruki trouxe duas novas imagens, uma que Luiza havia trabalhado e outra caricatura de um envocadinho. A Senhora foi composta sem imagens, podendo ser um experimento controle. A cena entre eles apresentou momentos fortes nos olhares, o Haruki está apresentando uma dramaticidade legal em momentos do Jejuador. Para este personagem é muito importante o trabalho de ação em imobilidade, de presença, de sutileza, que exige refinamento. A cena da despedida ainda está bem crua, mas, quando escrevê-la, nos aprofundaremos nas relações, que estão um tanto bem discutidas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; A conversa sobre o livro foi mais rápida, trouxe menos elementos que a anterior, muitas confirmações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt; Nestes dois dias, enxerguei a concepção do espaço cênico para o primeiro ato. Batuta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115085309364747440?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115085309364747440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115085309364747440&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115085309364747440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115085309364747440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/06/fechando-dia-21-por-pedro.html' title='Fechando – Dia 21, por Pedro.'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-115085202557906346</id><published>2006-06-20T22:04:00.001-03:00</published><updated>2006-06-20T22:07:05.593-03:00</updated><title type='text'>Encenando – Dia 20, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Começamos pela discussão do texto de Stanislavsky, mas antes aquecemos com bastões ao sol, jogamos 5 bastões entre nós quatro. Interessante que remete ao que diz o russo sobre acrobacia. Estamos ficando bons nisso, mesmo. O texto trouxe pontos interessante, principalmente na questão de unir físico ao emocional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Então, lemos o texto e passamos a cena algumas vezes. Não tenho grandes comentários, ainda há ajustes a fazer no texto, a encenação confirmou os pontos que já havíamos trabalhado, personagens e relações já esboçadas, exatamente de onde veio o texto. Estamos buscando o Jejuador, e precisamos trabalhar a composição dos personagens todos. Temos metade do primeiro ato escrito, e o Haruki está continuando, todas as situações estão definidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Agora que temos texto, podemos estudar os personagens que criamos, ou melhor, afinar os detalhes deles no texto, norteando pelo que representam dos elementos da história que estamos re-narrando. Sempre tendo como referência o conto, vamos focando, em cada cena, o que ela significa, o que queremos dizer com cada uma, que elemento da história ela apresenta, que consideração ou atmosfera que o autor criou. O texto foi criado já com os personagens prontos, as situações improvisadas, isto nos dá um passo agora para encenar. Precisamos acertar cada detalhe das falas, afinar a composição, desenhar a encenação e aprofundar a relação entre personagens. Os personagens aparecem em relações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Pensei em usar outros elementos para improvisações neste ensaio, trouxe corda, além dos bastões, e música, mas, no final, ficamos mais no quadradinho. Vamos precisar de mais trabalho para encontrar os personagens, mas agora, foi mais coerente ver o que temos de texto/cena, como estamos até agora na construção dos personagens, nas suas vozes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora deu o clique, agorinha mesmo. Sabia que precisávamos de dinâmicas, levei elementos para trabalhar, mas não tinha me atinado o ponto, que é justamente este: Pegar o texto, identificar suas situações e relações que precisamos aprofundar – daí criar uma dinâmica específica para cada momento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Facinho, agora é só ensaiar uma peça. É, e terminar de escrevê-la...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-115085202557906346?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/115085202557906346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=115085202557906346&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115085202557906346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/115085202557906346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/06/encenando-dia-20-por-pedro_20.html' title='Encenando – Dia 20, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114969105534750345</id><published>2006-06-07T11:35:00.000-03:00</published><updated>2006-06-07T11:39:13.206-03:00</updated><title type='text'>Considerando - Para que servem as Imagens?, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Algumas considerações importantes sobre este processo de criação de personagens a partir de imagens, refletindo no que o Bruno comentou sobre a cena ser composta de imagens, e também nos reincidentes comentários de que alguns personagens precisam de mais imagens para ser melhor trabalhados. Em ordem, do geral ao específico; o que buscamos nas imagens, em que aspectos elas podem ser trabalhadas, até onde elas podem nos levar, o que mais precisamos introduzir para compor o personagem e a cena, se e como as imagens aparecem em cena e qual a relação entre imagens e momentos da cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece natural que o mais amplo se exprima no mais específico. Assim, o que buscamos nas imagens, para iniciar a criação, começar a escolher dentre as infindáveis possibilidades e potencialidades, há de ter alguma relação com o resultado final apresentado, definido, único. Uma extrapolação razoável, parece ser que as figuras observadas nas imagens serão percebidas na cena. E, com efeito, já observei composições de cenas, fortes vale dizer, que remetiam claramente a imagens trabalhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui o perigo. São assertivas razoáveis e observadas, mas, como as relacionamos, que conclusões e, principalmente, procedimentos retiramos de sua análise, devem ser cuidadosamente ponderados. Uma lógica primária induziria que podemos transportar as imagens diretamente para a cena. Esta lógica tem razão de ser, as imagens foram escolhidas pois nos passam sentimentos conforme os que identificamos no texto, estes sentimentos queremos expressar ao público; podemos então apresentar as imagens que nos suscitaram tais sentimentos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos, apenas não basta. Ou melhor, como apresentamos as imagens? O que queremos dizer com apresentá-las? O certo seria re-apresentá-las. E representar o que? O que re-apresentamos em cena? E, antes de tudo, a arte pictográfica é de outra natureza que a arte representacional, aqui entendida como a arte que se utiliza do corpo de um artista executando-a ao mesmo tempo em que esta é fruída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando a responder, é impossível apresentar as imagens em cena, a reprodução corporal da imagem não é a imagem, a descrição do fato não é o fato. Mas, não me poupo de mais indagações, a expressão corporal do sentimento é o sentimento? A representação do personagem, é o personagem? Se não for, de que se representa o personagem, o que é, e como é este personagem? É como o fato que se conta? A história criada, é representada da imaginação do poeta? O mais importante de tudo, o que é o personagem, como ele existe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem, mesmo tendo forma concreta, apresentando um objeto físico, retratando um corpo ou mesmo a foto de uma pessoa, nos terá valor se nos remeter a algo além, um sentimento, uma emoção. Antes de mais nada, reproduzimos esta emoção em nós mesmos, pois assim como o artista fez com cor e luz, nós vamos indicar a emoção como nosso corpo. O pintor coloca sua alma na obra, nós criamos nossa obra em nossa alma, fazemos em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho como certeza, ainda que não a pretenda como definição; a arte expressa sentimentos e outros movimentos anímicos. Cores, forma, gestos ou palavras, apresentando uma aparência de cópia da realidade física ou algo não identificável na natureza, sempre estarão a serviço de evocar sentimentos mais que de transmitir conhecimentos ou idéias. Isto sem desmerecer o teatro dialético, que, aliás, não desmerecia as emoções; deixava de ser arte quando as analisava e sugeria reflexão pessoal e política? Como disse não pretendo ares de definição, ao menos não generalizar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem possui aparelhos para medir a forma e desenho do átomo, podemos ver o DNA, mas não se pode afirmar onde está um sentimento, qual sua forma ou aspecto. Sejam impulsos elétricos ou compostos de matéria sutil em outro plano de existência, em qual ciência se escolha acreditar, apenas podemos tomar contato com os sentimentos através de seus efeitos. Podemos apenas... senti-los. O que cada um chamar raiva será algo diferente, como cada um viver o amor será único, como a solidão se manifesta e é sentida, o que causa alegria e o que a alegria causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo das emoções e sentimentos é objeto da filosofia e seu mais recente departamento, a psicologia. A arte nos permite uma outra aproximação com estas instâncias, talvez um momento de contato, quem sabe de choque, talvez uma anestesia que nos permita viver o que nos destruiria, uma representação, uma evocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o artista de teatro vai evocar as emoções que serão sentidas, espera-se, pela platéia. As imagens devem se encaixar em alguma parte deste processo (ou jogue-se-as fora!). Vimos que não basta a reprodução corporal da imagem em cena, para evocar a emoção que sente-se a partir de sua observação. Pela própria natureza das duas artes, seria como descrever um fino quadro, contar uma música. Podemos indicar a forma que tem a figura do quadro, mas, se a representação é de algo além, reproduzir a reprodução nos acarreta o risco de nos limitarmos à forma, que pode bem ser bela, mas não é, por si só, viva. Não basta um belo boneco de barro, é necessário assoprá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sopro, alento, espírito, ânimo, não sei bem se é isto que a arte imita (mimesis - a arte imita o princípio criador que opera a natureza), mas este alento de vida deve animar a forma física como a alma (mortal, bio-química que seja, tanto faz) anima o corpo. Não pode existir no trabalho do ator a execução destituída de sentimento, como seria imitar apenas a forma da imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscamos nas imagens um caminho para representar sentimentos que identificamos no texto e nos personagens. Este caminho não é tão simples quanto se reproduzir em cena a figura corporal representada na imagem. As imagens podem nos evocar sentimentos semelhantes aos que identificamos no texto e desejamos representar. Isto é de suma importância, podemos, antes de tudo, usar as imagens como via de acesso aos nossos próprios sentimentos. Elas podem nos trazer uma carga emocional à qual podemos nos referir durante a execução do papel. Assim, seria um integrante do monólogo interno do ator, ele pode se concentrar na imagem para buscar o anteparo da emoção que quer transmitir em cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos, então, que, antes da reprodução corporal, as imagens já podem estar trabalhando a favor da criação do papel. A vida interna do personagem. Pode ser mais fácil, aproximado (quem pretenderia seja exato?) e funcional, pensar que o personagem sente-se assim: [imagem], do que tentar descrever com palavras, filhas da racionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não dissociação entre físico e anímico, o que se sente é expresso em como se age (ações voluntárias e involuntárias). Se a imagem me suscita uma emoção, se me deixo tomar por esta emoção, se a permito embalar meus movimentos e ações, meu corpo assumirá uma forma, ou executará gestos, que expressarão, ou estarão imbuídos da mesma ou semelhante emoção que senti na imagem. Isto tudo, sem me preocupar em reproduzir corporalmente a figura representada pela imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque reproduzir o físico, ou iniciar o trabalho com a reprodução do físico? A resposta é a negação da pergunta, não podemos iniciar pelo físico, e sim, pelo contato emocional com a imagem, pelo diálogo sensível. Nisto entra em cena o sentimento propriamente dito, as explorações do pensamento em estímulos ao sentimento, e revelações da intuição. Claro, a partir da percepção (visão). Apenas após este processo de apropriação interna, estímulo dos processos psíquicos, é que podemos iniciar a execução externa, trabalho com os processos físicos, para daí verificar em que nos pode auxiliar a reprodução corporal, o que nos pode dizer sobre a relação entre corpo e sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja uma extrapolação dizer que, se me permeio pela emoção que sinto observando a figura, e ajo movido por esta emoção, expressarei os sentimentos que assimilei daquela. Pois o ponto mesmo da arte teatral, dos métodos ou técnicas para representar a emoção, é dar um substrato concreto onde apoiar a excitação emocional. Assim, usar a imagem como forma de estimular o corpo emocional é apenas metade de um processo, pois, agindo meramente influenciado por referenciais subjetivos, o ator ainda estará sujeito à inconstância e imprecisão. Mesmo que útil como forma de acessar ou estimular a subjetividade, a mera apreciação das imagens não resolve a questão de como estar consciente e bem utilizar gestos para transmitir ou suscitar emoções na platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizamos, até aqui, as imagens como estímulo à nossa sensibilidade e percepção de movimentos emocionais. Mas também buscamos nelas, ou no trabalho a partir delas, um caminho para a fisicalização estética dos sentimentos, elementos que nos permitam ampliar a expressividade de nossos gestos, conferir-lhes carga dramática, verdade interna, ampliar sua capacidade de transportar emoções segundo nossa vontade. Assim desenvolvendo consciência, precisão e refinamento na escolha e execução de movimentos e gestos expressivos, gestos que carregam emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definição de consciência, precisão e refinamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o ponto de pesquisa é exatamente qual a relação entre o sentimento que nos transmite a imagem, e o sentimento que percebemos em cenas ou gestos realizados a partir da reprodução da imagem. Entramos em contato com o sentimento da imagem, relacionamos com um momento ou padrão do personagem, seja que estamos construindo de um texto ou criando a partir de improvisações e referências (que é o nosso caso). Então, reproduzimos corporalmente a imagem e criamos gestos e cenas a partir desta composição corporal, em diversas dinâmicas, como a das substâncias, música, ação e reação, olhares, bastão e improvisações livres – estas as que trabalhamos, umas mais, outras menos. Durante a reprodução e os jogos, a emoção que buscamos, que identificamos no personagem e na imagem, estará sempre subjacente, será a linha guia de nossas explorações. Os gestos e composições expressivos, e a manifestação desta emoção em presença cênica, serão nossos resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui é só.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114969105534750345?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114969105534750345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114969105534750345&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114969105534750345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114969105534750345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/06/considerando-para-que-servem-as.html' title='Considerando - Para que servem as Imagens?, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114968500784081445</id><published>2006-06-07T09:55:00.000-03:00</published><updated>2006-06-07T09:56:47.863-03:00</updated><title type='text'>Costurando – Dia 19, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;            Vimos o vídeo velho, e percebemos que sim, estamos progredindo, os personagens estão mais consistentes, e também que as improvisações atingiram momentos de dramaticidade, a Luiza relembrou que teve uma experiência forte a partir do trabalho com as imagens do jejuador sofrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Começamos com uma prática de conhecimento dos músculos anti-gravitacionais, um exercício de Feldenkrais, que envolve movimentos pendulares do eixo, para frente e para trás, para os lados e rotacionais. Também atentamos para a contração inconsciente e constante dos músculos que suspendem o maxilar, os que seguram a cabeça ereta e os das panturrilhas. A Luiza, novamente, teve uma experiência forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas aí... Tem alguma coisa que nos faz perder tempo, preciso me organizar melhor. Não estivemos tão dispersos hoje, mas entre chegar, ver o vídeo (que foi muito mais proveitoso que da última vez, entendemos agora como trabalho), marcar os seminários, fazer exercícios, sobrou uma hora para trabalhar as imagens e a improvisação. Tenho que dar um jeito de sobrar duas horas para começar a trabalhar as imagens, exercícios, improvisações, assim podemos repassar, usar elementos de um exercício na improvisação, marcar, refinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Porém... Este trabalho que fazemos em casa já vale muito em termos de progresso da peça e do trabalho com os personagens. Cada vez que paramos para lembrar o que vivemos, pensar a respeito, estamos nos colocando em contato com aqueles sentimentos, avivando as experiências. Principalmente quando os atores escrevem sobre o que sentiram e anotam suas descobertas e reflexões sobre os personagens e sua composição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Enfocamos os personagens da apresentação; Jejuador, Empresário e Caipira do público. Estes personagens, estamos criando a partir das referências que temos do texto, que não são muitas. Temos algumas indicações de como o Jejuador se sente, em determinadas situações, mas o texto não se aprofunda em sua personalidade, nós estamos criando um personagem a partir do que lemos do texto, das impressões que temos, das relações e suposições que fazemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Porque o texto, de novo, não é sobre um Jejuador, é sobre nós. Ainda que haja este enigma de quem (por que) é o Jejuador, suas palavras finais. Mas ele é uma anti-metáfora para todos nós, tanto que criamos seu Dopleganger, o anti-Jejuador, pois não importa, comer ou não comer, fazer ou não fazer, viver ou não viver; não há vida, nós nos enganamos e gostamos de viver, gostamos de comer ou de não comer, mas nós é que damos valor ao que não importa. E é sobre isso, um monte de babacas que se admiram do que não entendem, até encontrarem outra coqueluche, e o fruto da admiração perceber que não é admirável, e que é tudo igual e que tanto faz. Por isso ele é um herói, pois nos representa, encarna nossa percepção pós-trágica do vazio da vida. Nem a morte nos arrebata, definhamos até deixar de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas... antes disto, a primeira parte é mais alegrinha (me lembra algo), estamos apresentando a ilusão com todo o seu encanto (puxa, que recorrência), o Jejuador ainda se confunde com o que faz, ainda gosta, ainda quer, ainda não foi além, ainda, então, quer ir além. Ainda se diverte com os outros, ainda é uma pessoa, meio desplaçado, diferente, mas um ser da sociedade, ainda que artista. Não cruzou a fronteira do nada em sua jornada alquímica adentro de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Muito interessante ver os relatos do Haruki sobre como as imagens começam a se mesclar, ou elementos de cada uma entram na composição de um personagem que vamos encontrando a dois pés, no entendimento e discussão do texto e suas extrapolações, e na prática de cenas, exercícios e improvisos. As imagens são usadas como ponte entre estes pólos, uma vez que identificamos corporalmente nelas sentimentos e características do personagem, e usamo-las para transpor para a cena estes elementos. Nas discussões, apontamos possibilidades de gestos e posturas para os personagens e relações entre eles, na cena, surgem insights sobre as características, enquanto experimentamos os elementos retirados das imagens e jogos e os extrapolamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Fica valendo a percepção de que falta-nos relação entre os personagens, que cada um esteve mais ocupado na composição de seu personagem, da boca e olhar do Empresário, no eixo e movimentos do Jejuador. Ta lá, é o enfoque do trabalho, composição de personagens expressivos, mas também de cenas, e cena é relação. Imagens de duplas ou trios? Sim, também, por favor, mas também é o ponto de passarmos agora a enfocar a troca dinâmica entre os atores. Jogos de ação e reação com situações, improvisações paralelas, mas, acima de tudo, jogar luz sobre o círculo mais amplo de atenção durante a execução da cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E já temos elementos, o Haruki sente algo pelo Empresário, quer tirar sarro dele, o que importa é que está ocupado em sentir algo pelo antagonista. O Bruno sente camaradagem ou compaixão pelo Jejuador, além de interesse também. São todas relações, que algumas surgiram nas discussões, outras no momento da cena, e todas podem ser trabalhadas dinamicamente, vamos jogar enfocando estes aspectos, voltem a atenção em cena para a relação, agora que a composição está encaminhada. E o processo é contínuo, vamos refinar a composição enquanto desenvolvemos relação. Você bate, bate, bate a massa, mas depois tem que deixar ela crescer enquanto faz o molho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E o personagem da Luiza, o Caipira, faz considerar sobre o uso das imagens para criação de tipos caricatos ou complexos. O Caipira é um personagem cômico, o corpo caricato, trejeitos exagerados, engraçados; ele surge de apenas uma imagem, uma caricatura, que é apenas um ponto de saída físico, mesmo que a imagem demonstre a emoção do personagem muito bem “curiosidade assustada”. O ponto é que se trata de uma característica simples, marcante, que é trabalhada de forma cômica na cena, diferente dos outros personagens, para que buscamos imagens com mais sutilezas ou detalhamento, ou diversas imagens para colher elementos de cada uma e compor um personagem com nuances.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            São trabalhos diferentes, usamos as imagens para fins diferentes, ainda que por processos um pouco semelhantes. No caso do Caipira, a imagem é um ponta-pé inicial, a partir daí pode ir pra qualquer lado, como a desconfiança que surgiu na cena com o Empresário. Aqui, trata-se mais de criar um tipo em cena, que funcione em cena, com um objetivo específico e existência limitada, não de identificar sentimentos e emoções vivos e buscar sua melhor apresentação. Mais físico, mais para fora. Mas gente séria também tem corpo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114968500784081445?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114968500784081445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114968500784081445&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114968500784081445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114968500784081445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/06/costurando-dia-19-por-pedro.html' title='Costurando – Dia 19, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114954949846430105</id><published>2006-06-05T18:57:00.000-03:00</published><updated>2006-06-05T20:18:27.260-03:00</updated><title type='text'>Encontrando - dia 19, por Haruki</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos poucos eu começo a ter uma idéia de como é o jejuador nesta primeira fase. Após os dois últimos ensaios (18 e 19), começo a encontrar algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exercício do olhar, no ensaio 18, apesar de eu concordar com o Pedro que deve ser usado para um ajuste mais fino, ajudou de alguma forma a juntar as diferentes imagens que eu havia pego para o Jejuador, pois, consciente ou incoscientemente, querendo variar as possibilidades de se olhar, acabei misturando os olhos fundos de um com o olhar superior de outro, e o olhar vago de um com o olhar satisfeito de outro, e assim por diante. E isso ajudou a derrubar algumas barreiras entre as imagens. O exercício de ação e reação também ajudou neste sentido, com certeza, mas por alguma razão, esta mistura de imagens ficou mais evidente no exercício do olhar (talvez por ser necessária uma maior mistura para criar variações só com o olhar, enquanto que com o corpo podemos ter muitas variações em torno de uma mesma imagem. Quer dizer, na verdade com o olhar também, mas com o corpo muito mais... enfim...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos o ensaio 19 analisando as figuras escolhidas por cada um, o que elas nos transmitem e que elementos de cada uma delas nós utlizamos. Até agora o meu jejuador se baseou principalmente em 3 figuras, o Louquinho, o Tyson e o Beicinho. Acho que consegui definir o que uso de cada imagem e acredito que finalmente começo a conseguir colocá-los em um único personagem. A postura ereta e o olhar do Louquinho, com a cabeça levemente inclinada pra cima do Tyson estão dando o tom por enquanto. O Beicinho, com sua cara fechada e postura ereta, ajuda na composição nos momentos de meditação. O meu jejuador ainda tem movimentos lentos e longos, acho que isso está impregnado em minha mente. Queria testá-lo com movimentos mais rápidos e curtos, combinando com o olhar fundo e de certa forma... louco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos para uma improvisação com o dia 1. Acho que ainda estou muito preocupado com a composição do personagem, pois simplesmente não consigo captar a camaradagem entre o Jejuador e o Empersário. Cada vez que entro em cena, estou preocupado com a postura, o olhar, o tônus nas mãos, as falas, e não consigo rodar o filme de anos e anos em companhia daquele ser bigodudo que vai começar a me apresentar. Acho que o sentimento é de gratidão, misturado com um pouco de rancor lá no fundo (pelas fotos mostradas e pelo limite de 40 dias) e uma pitada de admiração (mexer bem sem deixar esfriar, sempre em banho-maria). Ah, e algo que eu queria comentar há algum tempo... sempre que eu entro em cena, existe uma vontade irresistível de tirar um barato da cara do empresário, não por ser o Bruno, mas porque eu acho que o Jejuador sabe no fundo que aquele ar sério é um pouco fachada, e ele não resiste a testá-lo e provocá-lo. Dá vontade de falar coisas do tipo "Deixe-me arrumar esta gravata para você. Está torta." ou "Você já teve melhor gosto para escolher túnicas. Que tal roxo da próxima vez?" ou ainda "Que tal colocarmos algumas luzes estroboscópicas e efeitos de laser na minha jaula?". Enfim, coisas que o provoquem, que o deixem nervoso... este senso de humor surgiu não sei de onde, mas pode dar um ar mais simpático ao jejuador, gosto da idéia dele ter senso de humor... como quando faz uma cara meio assustadora para a namorada e acena lentamente. Pode ser algo natural dele, mas também poderia ser proposital, para dar um pequeno susto nela... e deixá-la mais admirada ainda, claro... ah, esse orgulho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há muito trabalho pela frente. Mas tenho me sentido mais confortável com o Jejuador a cada ensaio. Mal posso esperar pelos próximos exercícios de substância, mais imagens, mais improvisos... vou encontrá-lo, ah se vou... e que venha a primeira cena escrita!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114954949846430105?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114954949846430105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114954949846430105&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114954949846430105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114954949846430105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/06/encontrando-dia-19-por-haruki.html' title='Encontrando - dia 19, por Haruki'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114951798108592764</id><published>2006-06-05T11:30:00.000-03:00</published><updated>2006-06-05T11:33:01.416-03:00</updated><title type='text'>Retomando - dia 19, por Bruno.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de começarmos o ensaio, definimos os trechos do livro do Stanislavsky que cada um ficará responsável em apresentar nos próximos meses. Fiquei pensando hoje no porque do diretor não apresentar também, já que participa das discussões da mesma forma que os demais... hmm...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistimos as filmagens das improvisações gravadas no ensaio 14 (29 de abril), anteriormente descritas. Mesmo sem som, pudemos analisar os detalhes de cada montagem: corpo, rosto e movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentamos em volta das imagens escolhidas para os personagens do primeiro dia e discutimos suas características. Minhas imagens foram todas referentes ao empresário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bigodão&lt;/span&gt;: Ele tem uma tensão em sua expressão. Olhar severo, mas não de braveza. Existe uma certa preocupação ou desconfiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maléfico&lt;/span&gt;: ele é um personagem que o bigodão interpreta pra vender o show. Tem um olhar provocador, misterioso, que tenta chamar a atenção dos presentes aos mistérios do espetáculo. Ele é uma figura rígida, com bastante tônus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cartola&lt;/span&gt;: extrovertido, com roupas elegantes e chamativas, bem receptivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O empresário pode ser um homem extremamente sozinho, que passa a maioria do seu tempo cuidando para que o show tenha sucesso. Não tem família nem amigos. Acompanha o jejuador há muito tempo, por todas as cidades. Cuida para que ele fique bem, pois caso contrário o show fracassaria. Tem o jejuado como seu constante companheiro e a única pessoa que tem pra conversar. Se confidenciar. É o companheirismo que queremos demonstrar, citado no texto. No momento que abre a cortina, ele se modifica: encara o personagem mais carismático e misterioso que tenta envolver o público nos feitos do artista da fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamos na possibilidade do empresário vir visitar o jejuador em uma das noites, , antes do quadragésimo dia, para conversar; pois ele estava sozinho e entediado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após as discussões das imagens, montamos a cena do primeiro dia. Ainda sinto falto das palavras na boca do empresário e nas intenções dos namorados. Entretanto, as relações estão mais reais e convincentes. A criança está com voz de menina e o empresário com voz de velho. Muito trabalho pra fazer...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114951798108592764?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114951798108592764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114951798108592764&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114951798108592764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114951798108592764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/06/retomando-dia-19-por-bruno.html' title='Retomando - dia 19, por Bruno.'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114930409575245641</id><published>2006-06-03T00:07:00.000-03:00</published><updated>2006-06-03T00:08:15.766-03:00</updated><title type='text'>Estruturando – Dia 18, por Pedro.</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;            Começamos relacionando os personagens das 3 primeiras cenas, e as imagens associadas a eles nestes momentos. Também buscamos mais imagens para os personagens que entendemos que ainda não estavam bem resolvidos. Levamos muito tempo na discussão, e, quando fomos para a prática, este tempo nos faltou, ficou corrido e não deu para explorar legal, refazer, etc. Ajudaria muito se desenvolvêssemos mais disciplina, manter a descontração mas também o foco. Enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Agora que temos os personagens definitivos, vamos voltar a trabalhar dinâmicas que fizemos inicialmente. Hoje trabalhamos a reprodução de imagens e execução de uma atividade individualmente, influenciado pelo sentimento da imagem e com gestual derivado de sua forma.  Depois fizemos o jogo de olhares, entre cada dupla, os atores mandavam olhares para o outro e respondiam, sempre focando a intenção no olho. Ocorreu-me que este exercício pode ser mais apropriado para um refinamento posterior, para ampliar mesmo a expressividade dos olhos em cenas ou personagens já compostos. Precisamos voltar a ele, talvez com uma situação definida, talvez com uma seqüência de intenções combinada, refazer a cena que montamos apenas com os olhos, retomar todas as suas intenções e canalizá-las para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O jogo de ação e reação deu mais margem a desenvolvimento, manteve mais a peteca voando. Também me questionei se, para os personagens prontos, pode ser mais interessante a improvisação sem falas que este jogo, ou deixar o jogo se tornar uma improvisação. O foco do jogo é trabalhar a relação entre personagens, dinamizar esta relação, além de desenvolver prontidão e dar mais elementos para a criação do aspecto corporal e gestual do personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ainda temos diversos outros exercícios para retomar, como bastão, substância e trabalho com música. Talvez a substância seja um exercício mais abstrato, pode ser que não role para desenvolver cenas, é mais para acessar o sentimento, a emoção. Podemos usar neste intuito, sempre deu bons resultados, começar com as imagens e movimentos na substância e partir para jogos de interação. Já sabendo por onde vai a cena, deve ficar interessante, uma interação física, livre, abstrata, fortemente emocional, na qual podemos explorar e nos aprofundar nas emoções dos momentos que criamos nas outras improvisações, mais racionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Aos poucos, e cada vez mais, vamos agora definir o que acontece em cada cena, sua estrutura, com cada vez mais detalhes. Isto pode ser em cena, define um pouco, improvisa, vê o que ficou bom, o que faltou, o que devemos mudar. Dramaturgia em grupo e ao vivo. É legal, mas dá trabalho, e é de suma importância que os atores executem o que foi combinado, ou é tempo perdido. Por exemplo se dissermos que vai haver um diálogo entre jejuador e empresário e que cada um tem determinadas coisas a dizer, não podem deixar de dar esta informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Há diversas formas de passar a informação, e é aí que entra o trabalho de dramaturgia, ver cada fala como ficou, ir afunilando até a hora em que não vai bastar o ator saber que acontece tal e tal coisa e que falam sobre tais temas, ele vai precisar dizer exatamente como combinamos. Pois neste momento estaremos escrevendo as falas da peça. Em grupo, na base da experimentação, mas tem que definir uma hora. Acho até bom que alguém escreva mesmo quando chegarmos a este ponto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114930409575245641?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114930409575245641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114930409575245641&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114930409575245641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114930409575245641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/06/estruturando-dia-18-por-pedro.html' title='Estruturando – Dia 18, por Pedro.'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114893235153614791</id><published>2006-05-29T16:41:00.000-03:00</published><updated>2006-05-29T16:52:31.546-03:00</updated><title type='text'>Improvisando - dia 18, por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iniciamos o ensaio organizando os personagens da primeira cena e suas respectivas imagens. A Luiza cortava as figuras, o Haruki nomeava cada uma e o Pedro estruturava uma planilha indicativa da ordem de entrada de cada personagem e a imagem utilizada; eu, estava dormindo de olhos abertos e sonhando que prestava atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidimos avançar na montagem das novas cenas. Escolhemos figuras para a cena do jejuador com os dois fiscais. Eu e Luiza, conforme distribuído anteriormente, fizemos um fiscal cada um; que posteriormente se transforma nos visitantes com archotes. Eu utilizei a mesma figura do policial gordo de ensaios anteriores e escolhi uma nova imagem de um legionário na figura dos ‘gansos’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montamos fotografias das imagens. Depois, sentados frente a frente, trocamos olhares entre os personagens e buscamos nuances nas expressões de cada um. Um exercício bem difícil, pois temos que criar várias figuras, em movimento, de uma figura inicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, empreendemos esses personagens em um exercício de ação e reação. Agora em pé, buscávamos a interação, sem palavras, entre os personagens. Novamente, apenas dois no exercício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findos os exercícios, montamos uma pequena improvisação da cena dos fiscais. A Luiza entra primeiro e é mais atenciosa com o jejuados. Eu entro por último e tenho a convicção de que o jejuador contrabanda e esconde comida. Fico desconfiado e insistindo que ficarei atento durante todo o turno. Entretanto,  e apesar da desconfiança, gosto de ouvir as histórias que ele conta. O meu fiscal é um ogro; glutão, grosso, desconfiado e mal-educado. Mas tem um coração mole. Na improvisação, os dois fiscais não chegaram a dividir o palco e a atenção do jejuador. Acho que podíamos trabalhar essa hipótese.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114893235153614791?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114893235153614791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114893235153614791&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114893235153614791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114893235153614791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/05/improvisando-dia-18-por-bruno.html' title='Improvisando - dia 18, por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114865348986233135</id><published>2006-05-26T11:19:00.000-03:00</published><updated>2006-05-26T11:24:49.866-03:00</updated><title type='text'>Conjeturando – Dia 17, por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o Pedro mesmo comentou no último ensaio, provavelmente já tenhamos material suficiente para escrevermos um livro apenas sobre técnicas de bastão. Gosto bastante dos exercícios do estilo qual praticamos nesse dia: de lançamento. Traz uma sensação ótima de atenção que, transposta para as atividades em cena, auxiliam no foco e na concentração. Precisamos estar atentos a cada segundo ao que ocorre ao nosso redor, principalmente aos colegas. Saber, pelos olhares, suas intenções e necessidades. Um estado de alerta constante e uma ampliação de todos os sentidos para que se mantenham preparados para o esperado; e o inevitável. Excelente. Pessoalmente, acredito que errei pouco, e isso evoca um sentimento exacerbado... de preparo, concentração, de sintonia com o espaço e com o grupo. O corpo treina reflexos dos sentidos sobrecarregados, a adrenalina aumenta e cada deslocação de espaço faz com que os músculos se contraiam -  aguardando os próximos comandos. Os olhos humanos servem apenas como lentes, que captam toda e qualquer informação - nos maiores detalhes imagináveis - dentro do seu campo de abrangência (visão). É o cérebro quem escolhe quais objetos visualizados serão interpretados por ele e registrados. Essa escolha decorre de imagens pré-registradas e de informações culturais inseridas em cada observador. Uma proposta interessante é tentar ensinar o cérebro a visualizar os outros objetos; a dar atenção e registrar esses símbolos desconhecidos ou ignorados. Uma ampliação de foco, em última análise.&lt;br /&gt;Acredito que esses exercícios auxiliam essa percepção, oferecendo uma quantidade enorme de informações desconexas da realidade tradicional compreendida pelo sistema nervoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já com os personagens do primeiro momento do jejuador (Auge) distribuídos, escolhemos novas imagens para que cada um pudesse construir ou aprimorar os seus. As minhas foram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- um apresentador de circo com um chapéu e olhar diabólicos;&lt;br /&gt;- um senhor de bigode, em uma imagem de sombras fortes sobre o rosto;&lt;br /&gt;- uma menininha encantada com a neve;&lt;br /&gt;- o homem do casal apaixonado dentro da charrete;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usei as duas imagens para compor o apresentador em suas fases distintas. Acredito que ele tenha, no mínimo, duas; e que eu vá precisar de muitas outras imagens. Entrando nesse assunto, minha opinião é de que uma cena é composta de várias imagens. Cada uma representa um momento específico no tempo. Dessa forma, e com base nessa forma de construção de personagem, faz-se necessária a utilização de uma quantidade maior de figuras para construir as diversas alterações do personagem durante a cena. Em um momento ele pode estar feliz (uma imagem de alguém feliz) e, em outra, pode estar nervoso (o que pode ser trabalhado com outra imagem). Fica a cargo do ator criar a ligação entre essas imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem do apresentador está tomando forma. Pelo menos, já tenho um direcionamento que gostaria de seguir. Acredito que seja um homem duro consigo mesmo e com os outros. Interessado no dinheiro e nas oportunidades. Bruto, impaciente e extremamente melancólico devido à solidão. O companheirismo com o jejuador, retratado no texto, ainda me intriga. Pode ser um ponto de vista do jejuador, achando que ele podia ate se importar com ele. Ou podia ser um companheirismo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;latu sensu&lt;/span&gt;. Na minha opinião, ele apenas se preocupava com seu maior investimento. Entretanto, enquanto não debatemos e chegamos a uma conclusão sobre esse assunto, gostei das improvisações. Esse lance livre de tentativa e erro é excelente. De exploração despreocupada. O personagem acha o seu texto. Estou curtindo muito isso e, se tiver que votar,  voto pro texto da peça surgir dessa forma. Dos próprios personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apresentador é bruto e impaciente com o jejuador. Quer começar logo pra faturar o quanto antes. Mas, pra platéia, ele se apresenta animado e conquistador. É um vendedor, nada mais. Curti o momento em que eu fui abrir a cortina e parei, mudei completamente o tom de voz, e conversei com o Haruki (jejuador) casualidades. É aqui que vamos mostrar o companheirismo. Portanto, a definição dessa relação é necessária. O fase vendedor precisa ser melhor trabalhado. O olhar é difícil e a falta de falas corretas atrapalha. Ele não pode gaguejar. Não pode errar, pois sabe o que está fazendo e como fazer bem. Os diálogos com o caipira ainda não existem e a relação ficou bem pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois entrei como a menininha encantada com o jejuador. Usei a figura da menina com a neve. Gostei das imagens e acho que está no caminho certo. Ela é curiosa e ingênua. Adoro a relação com a Luiza (mãe) e as falas para com o jejuador. O que me incomoda é a postura. Fico curvado e com as pernas dobradas e não sei porque. Talvez pra parecer menor ainda (como uma criança) e pra esconder o físico mais adulto. Mesmo assim, me incomoda. Acho que deveria manter a postura ereta; normal. E trabalhar a partir daí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos em seguida como casal. A primeira imagem deles apaixonados (na charrete) é boa e funciona. Acredito que estamos no caminho certo. Porém, quando nos deparamos com o jejuador e nasce uma certa curiosidade, acho que a relação dos dois se perde. Fica estranha e não consegui encontrar o sentido na cena. Talvez, eu precise descobrir melhor o que cada um quer fazer (ver o jejuador, apreciá-lo, conversar com ele, demonstra desinteresse, ir embora etc). Novas imagens também ajudariam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114865348986233135?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114865348986233135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114865348986233135&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114865348986233135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114865348986233135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/05/conjeturando-dia-17-por-bruno_26.html' title='Conjeturando – Dia 17, por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114843583560050227</id><published>2006-05-23T22:55:00.000-03:00</published><updated>2006-05-23T22:57:15.610-03:00</updated><title type='text'>Considerando - final do Corpo Fala, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na parte final da discussão sobre O Corpo Fala, adentramos os tópicos de auto-conhecimento e interação entre pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro, discutimos como as pessoas se comportam em relação ao espaço que mantém umas das outras. Que nas cidades grandes estamos acostumados a sermos encostados, esbarrados, andarmos amontoados tanto nas ruas quanto nos coletivos. Já no interior a bolha, o espaço pessoal, é maior, anda-se na rua com distância maior entre cada um, e para-se em filas mais folgadas. É uma questão natural, de necessidade prática, possibilidades. Nos acostumamos com o que temos, passando a querer isto mesmo, não sabemos viver de outra forma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falamos sobre os espaços em algumas situações, como em um ônibus, ou no cinema quase vazio; acharemos estranho, se não nos incomodarmos ou mudarmos de lugar mesmo, se alguém entrar no ambiente e vier sentar do nosso lado. Ainda assim, seria muito estranho um par de amigos entrar em um lugar vazio e tomar assentos afastados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isto leva a uma consideração sobre o espaço pessoal de cada um, além do espaço interpessoal da situação. Algumas pessoas são expansivas, ocupam uma grande área a volta de si, seja com seus gestos, seja com sua própria voz alta, às vezes fala cutucando ou mexendo nos interlocutores. Alguns são introspectivos, às vezes até tímidos, e ocupam apenas o espaço mais próximo de seu corpo. Isto esclarece sobre o exemplo de Bruno de um par de amigos adolescentes que entrou no cinema vazio junto e ficou distante umas 4 cadeiras um do outro. Precisavam de espaço para esparramar seus corpos e extensões (refri, pipoca). Adolescência não rima com contenção...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por uma extrapolação aparentemente contraditória, uma pessoa expansiva, tem muito mais chance de adentrar o ônibus vazio e sentar bem ao nosso lado, que um tímido, que buscaria uma distância para seu diminuto espaço pessoal. Não sei se alguém que se aventura muito no espaço circundante pode ter a característica de timidez, me parece uma contradição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passamos pela avaliação da postura ou atitude do espaço pessoal em relação aos outros. Isto pode ser visualizado no eixo do corpo; uma atitude agressiva, empreendedora, reflete-se em um eixo deslocado para a frente, avançando, dominando. Um oposto seria pensar em alguém com o eixo não inclinado para trás, mas sim desmontado sobre si mesmo, inclinado para baixo. Um eixo para trás pode ser a resposta para o avanço do primeiro, mas esta é uma situação não uma estrutura de personalidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isto nos referiu a pensar em personalidades que se voltam para dentro ou para fora, e sobre casos de falantes compulsivos, que estão todo o tempo exteriorizando seus pensamentos, sensações, atolando o interlocutor (ouvinte seria mais passivamente apropriado) com seu próprio referencial interno. Então este é um tipo introspectivo ao final? Pois na verdade não está ocupado com o que vem de fora, nos responde um “a-ham” vago e continua em sua marcha solitária. Difere largamente do bonachão falastrão que fala e fala mais, mas buscando dar, entreter, atento à reação do (aqui sim) interlocutor, quase platéia, mas platéia de quem se recebe os comentários, incorpora-os ao seu show. Quem é mais propenso a lembrar de aniversários ou perguntar sobre o novo emprego? Podem haver surpresas, as pessoas são sistemas complexos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma relação que fizemos deste estudo com a encenação, foi a cena que trabalhamos no Sábado, a parte do casal. Veja que já os chamo de casal, não de os namorados. É uma coisa só, apenas um espaço pessoal, uma única bolha contendo os dois. No caso, o que chamei a atenção no ensaio foi para o momento em que os dois se sentam em cadeiras um tanto afastadas, que remeteu a uma imagem de afastamento. Visualmente já temos a impressão de que estão longe um do outro, sem mencionar a troca entre os atores, a relação entre eles, os referenciais que recebem do parceiro de cena, e que transmitem para a platéia, que não são de intimidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mesmo que os atores queiram dar uma idéia de intimidade, esbarram na distância, entram em cena com a idéia de união, mas esta idéia tem sua manifestação física comprometida por um detalhe do qual não estavam cientes, atentos. E esta disposição espacial vai sugerindo (ao ator mesmo) elementos tanto psicológicos quanto cênicos ao desenvolver da improvisação, que vão contra a idéia inicial da cena, o que se deseja transmitir com ela, e isto acaba por trancar a cena, confundir a comunicação e minar a intensidade dramática tanto do referencial interno do ator quanto da situação que se apresenta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A resposta para isto é ampliar a consciência em cena, atentar para os detalhes não apenas da composição individual, que mais facilmente se sujeita a reagir “acertadamente” a impulsos inconscientes, quanto da composição corpo-espacial entre os atores, que pode estar em gritante descompasso com o referencial subjetivo, caso esteja passando despercebida pelo ator.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No caso, os atores poderiam ter aproximado as cadeiras vendo que estavam distantes. Ou não, pode-se tomar o cenário como fixo, mas as cadeiras podem estar afastadas e os espaços de ambos tenderem um para o outro, sentando cada um na ponta de sua cadeira, segurando-se as mãos, inclinados fortemente um para o outro. A leitura é outra, certamente, que de estarem ambos reclinados na mesma direção, um espaço acomodado rente ao outro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ponto é estar consciente da significação da composição em grupo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro exemplo de utilização do espaço cênico como demonstração de personagens ou sentimentos, é a visita da Criança e Mãe. Criança, curiosa que é e excitada que está, anda de um lado para o outro, ocupa todo o espaço, arrasta o foco, observa de todos os lados o que atrai sua atenção. Mãe, educada, fica em seu lugar, seus braços ou eixo se dirigem à filha, em preocupação, exagerada esta a fará cortar o espaço até a filha e tolhê-la de sua preocupante liberdade espacial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Mãe ou outro membro do público mais contido em seu espanto que a Criança, demonstrará seu interesse com inclinação para o Jejuador, receio inclinando-se para trás, e a contradição entre estas emoções em oposição de vetores corporais, não correndo de um lado para o outro. Ainda que a criança também esteja sujeita a estancar, quando algo realmente impressionante a fizer direcionar toda a sua energia ao ato de ver, como o braço esquelético do Jejuador.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre os capítulos de auto-conhecimento e modificação, comentamos que o ator deve conhecer suas próprias emoções, seus processos, além de observar os processos de outros. Assim, ele é seu próprio objeto de estudo, ao reconhecer emoções e seus efeitos nos gestos, atitudes, movimentos,  palavras e pensamentos. E também é seu material de trabalho, pois usa estes gestos, atitudes, movimentos,  palavras e pensamentos para evocar ou transmitir a emoção ao público.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um ponto claro é que o ator não está em cena dominado por emoções, nem tão pouco apresentando emoções verdadeiras ao público. Exatamente por isto se utiliza dos referidos gestos, atitudes, movimentos,  palavras e pensamentos, para provocar no público as emoções. E, para ter este efeito, as ações devem estar amparadas por uma verdade interna no ator, ele já as deve ter sentido alguma vez. Este gesto já portou verdadeira emoção, eu sei como ela é, posso representá-la. Porque me liberei, agi, observei enquanto agia, conscientizei-me do máximo de detalhes envolvidos nesta ação, tanto muscular quanto mentalmente, e os recrio sob minha vontade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste ponto, o ator deve se explorar, se conhecer. Ao liberar sentimentos, emoções, é prudente estar preparado para lidar com elas. Imaginem um monstro marinho, é bem por aí, podem te engolir. Então o Haruki diz, o cara pode pirar. Ou não, mas pode se ferir, se aguçar muito sua sensibilidade, experimentação, mas não tiver estrutura emocional suficiente para lidar com a força das emoções. Pode deixar algum sentimento que está trabalhando em ensaio permear o cotidiano, algo assim. Processos de ensaios muitas vezes são muito absorventes, trabalha-se diversas horas, quase todo o dia, buscando estados emocionais específicos em cada caso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ator precisa ter centro, saber quem é, antes de tudo. Ou pelo menos não se buscar na construção de um personagem. Nem se espelhar. Não viver sua vida pelo que encontrar em laboratório.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114843583560050227?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114843583560050227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114843583560050227&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114843583560050227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114843583560050227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/05/considerando-final-do-corpo-fala-por.html' title='Considerando - final do Corpo Fala, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114843568537303799</id><published>2006-05-23T22:52:00.000-03:00</published><updated>2006-05-23T22:54:45.386-03:00</updated><title type='text'>Decupando – Dia 17, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; Foi legal o jogo em que cada um tinha um bastão em uma das mãos, e passávamos um outro com a mão livre. O bastão podia variar. E também atingimos uma interação boa passando dois bastões de uma vez só.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; Até então havíamos experimentado com as sensações e situações do conto, em improvisações diversas, nas quais trabalhamos as emoções que este nos trazia e desenvolvemos cenicamente situações do conto e paralelas. Trabalhamos alguns dos personagens, uns atores trabalharam diversos, outros focaram em um ou poucos. Enquanto isto lemos e relemos o texto, discutimos, com isto tudo nos apropriamos dele, o assimilamos, passamos a citá-lo na conversa. Uma hora definimos as situações, a partir da definição dos personagens que aparecem ou são citados no texto. No último ensaio distribuímos os papéis do primeiro ato.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; Agora temos 6 cenas, de que fazemos uma idéia básica dos acontecimentos, e sabemos quais personagens aparecem em cada uma e quem os representará. Temos alguns personagens já trabalhados inicialmente pelos seus “donos”, alguns que foram trabalhados por outros atores, e outros tantos que começam a ser trabalhados agora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; Então vamos passar a criar cada uma das cenas, hoje começamos pela primeira. Nós a decupamos, novamente a partir dos personagens que aparecem e do que eles fazem. Temos um diálogo entre J e o Empresário, antes de abrirem a cortina, a apresentação inicial, o Caipira no meio do público agitando um pouco a apresentação, e depois as primeiras duas visitas, a Mãe com Criança e o Casal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; Começamos o trabalho da cena com a reprodução de uma ou mais imagens para cada personagem que entraria em cena. Fizemos algumas movimentações, mas não nos aprofundamos muito nelas, não conduzi ou estimulei muito o trabalho. Certo é que, com a prática, os atores podem extrair mais fácil ou diretamente a expressividade das imagens, transportá-las para a cena rapidamente. Contudo isto não exime de um diálogo sensível com cada imagem, um tempo, e dinâmicas (como música, substância, etc) para impressionar o aparato psico-motor com ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Um ponto que me deixou pensando estes dias, é que, para a reprodução ter validade na busca de emoções, é necessário um trabalho de apreciação da imagem antes da reprodução. É o diálogo sensível, pode ser um bate-papo em grupo, ou, no mínimo, uma avaliação por parte do ator das emoções que a imagem suscita-lhe e de quais elementos da figura trazem estas emoções. E depois ainda a reavaliação destas emoções na reprodução.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Hoje passamos duas vezes a cena, e uma vez sem falas, que não curti, muito gestos buscavam suprimir a falta da fala, ou indicar que estava-se falando (o que já se sabia que deveria ser falado), e não completamos o objetivo de enfatizar as relações físicas, a expressão corporal propriamente dita. Mas nada de mais, o importante foi começar a criar a cena, seus personagens, atitudes, ações e situações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Acredito que vamos começar a criar a peça assim mesmo como fizemos hoje, os atores improvisam, de acordo com o que temos entendido e combinado, eu comento tanto sobre a interpretação, quanto sobre a estrutura da cena, como no caso da Caipira que preferi entrasse junto com o Empresário, ou determinadas falas e movimentações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ainda está me rodeando se vamos parar para escrever ou se vamos definir a cena totalmente em cena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114843568537303799?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114843568537303799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114843568537303799&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114843568537303799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114843568537303799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/05/decupando-dia-17-por-pedro.html' title='Decupando – Dia 17, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114825722623118885</id><published>2006-05-21T20:42:00.000-03:00</published><updated>2006-05-21T21:32:27.090-03:00</updated><title type='text'>Começando - Dia 17, por Haruki</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim começamos. Pelo menos foi essa a sensação que tive ao final deste ensaio. Calma, fizemos muita coisa até agora, muito exercícios, muitas discussões, muitos trabalhos com imagens e personagens, começamos pra valer há 17 ensaios. O que eu quero dizer é que, enfim, cada um tem o seu personagem, pelo menos para o primeiro ato. E com essa definição surge toda uma nova vontade de se trabalhar, de se refazer os exercícios, de se procurar novas imagens, de se pensar em falas e diálogos, porém desta vez focado para o "seu" personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos o ensaio com um aquecimento com bastões. Foi o já tradicional arremesso de bastão, porém desta vez com 5 bastões ao mesmo tempo, depois 4 e por fim, 2 bastões. Bem mais difícil do que parece, uma fração de instantes de desconcentração... e lá vai o bastão em direção a uma pessoa que não o está esperando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então começamos a trabalhar com os personagens. Na verdade, como o Pedro já colocou no post anterior, os personagen estavam definidos, mas não chegamos a começar os trabalhos com eles no ensaio 16.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei com o Jejuador. Vai ser bom ter um único personagem, uma experiência diferente de nossa última montagem, quando eu fiz pelo menos 4 personagens grandes e uma série de personagens pequenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vai ser bem difícil. O Jejuador no auge foi muito pouco trabalhado nos ensaios, nas imagens. Não o tenho claro na cabeça, na verdade não o tenho de forma alguma ainda (o que talvez seja bom). Não tenho idéia de como ele anda, de como ele fala, de como se veste... não sei sobre a qualidade dos movimentos, se são rápidos, lentos, sinuosos, diretos, longos, curtos... tenho uma noção do que ele pensa e do que ele sente, devido às nossas discussões sobre o conto, mas ainda é vago...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas queria fazê-lo de forma a contrastar bastante com as próximas fases dele, para ressaltar a transformação pela qual ele passará. Por isso queria fazê-lo mais ativo, participativo, talvez com um ar arrogante, talvez até jovial, por que não? Mas preciso de mais referências, referências novas, pois todas as que tenho de jejuadores, faquires e afins são de pessoas velhas, resignadas, passivas, extremamente calmas... enfim, de certa forma o oposto do que procuro. Em outras palavras, quero fazer um Jejuador que é o oposto do que eu conheço como Jejuador... fácil, né? Não sei nem por onde começar... na verdade sei... imagens! Tem ajudado bastante no trabalho de composição, e tenho certeza de que será fundamental para que eu ache o tom certo para o meu personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ensaio utilizei duas imagens clássicas de jejuadores e uma imagem de um boxeador com ar orgulhoso, arrogante, esnobe. Uma das imagens de jejuador possui um olhar meio fundo, com um "quê" de insano que eu gostei bastante. Afinal, como disse o Pedro, não dá para um jejuador ser normal mesmo... e esse olhar trouxe um ar jovial que eu buscava. O boxeador arrogante ajudou na postura, com a cabeça sempre levemente levantada, o corpo bem ereto. E o outro jejuador trouxe a posição clássica de jejuador, com as pernas cruzadas e as mãos sobre os joelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi um bom começo. Mas valeu principalmente pra ver como eu estou longe do que quero para o personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vamos que vamos!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114825722623118885?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114825722623118885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114825722623118885&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114825722623118885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114825722623118885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/05/comeando-dia-17-por-haruki.html' title='Começando - Dia 17, por Haruki'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114796456342299011</id><published>2006-05-18T11:57:00.000-03:00</published><updated>2006-05-18T12:02:43.440-03:00</updated><title type='text'>Invertando – Dia 16, por Pedro.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Este ensaio foi meio ao contrário. Depois de termos definido a estrutura da peça, no último ensaio, podemos passar agora a ensaiar as cenas, buscar o texto em improvisações, aprofundar a composição dos personagens e das suas relações nas cenas. Para tal, faltou apenas definir neste ensaio quem representará cada personagem, e aqui a inversão; fizemos improvisações com os personagens, antes de definir os atores que os representarão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Começamos com aquecimentos com bastão, passamos ao exercício de manter o nível do quadrado, ou triângulo formado pelos bastões, também seguindo o líder, que movia seu bastão livremente e os outros devem acompanhar para manter a forma. É um exercício que exige muita concentração, estar com os olhos em todos os lugares ao mesmo tempo, nas pontas do seu bastão e nos bastões dos outros ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passamos a trabalhar com as figuras que já tínhamos, jogando o bastão de um para o outro e assumindo uma figura ao recebê-lo. Este exercício é bom para treinar a precisão na execução da figura, sendo uma aquecimento, um tanto mecânico. Depois introduzimos uma variação, quando o ator passava o bastão como a sua figura, e quem recebia assumia uma figura e partia para uma movimentação. Este exercício trabalha a relação entre personagens e busca movimentos mais expressivos, chegando a uma improvisação com personagens. Como último exercício, fizemos o jogo de ação e reação, sendo que passava-se o bastão junto com a ação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O resto do tempo usamos para definir os personagens das cenas do primeiro ato:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Dia 1 – Jejuador, Haruki; Empresário, Bruno; Público (caipira), Luiza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Fiscais – Jejuador, Haruki; Fiscais, Luiza e Bruno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Archotes – Jejuador, Haruki; Visitantes (casal), Luiza e Bruno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Sra. Generoso – Jejuador, Haruki; Sra. Generosa, Luiza; Empresário, Bruno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Dia 40 – Jejuador, Haruki; Medico, Luiza; Empresário, Bruno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Despedida – Jejuador, Haruki; Empresário, Bruno.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Realmente teria sido melhor definir as cenas antes de improvisar, pois assim trabalharíamos já as situações como aparecerão na peça. Outra nota é sobre os personagens que os atores improvisaram, mas que não farão na cena; acredito que foi válido, pela chance de todos explorarem personagens mais complexos (Jejuador, principalmente), e depois este trabalho pode ser incorporado ou apropriado à composição de quem for realizar o personagem. Valeu todos trabalharmos diversos personagens, para ter uma visão geral das situações, agora fico me perguntando como vamos aproveitar o trabalho profundo e amplo que Luiza fez com o Jejuador e seus diversos momentos, ou a criação do Haruki, o Ex-jejuador.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que se um ator cria um personagem, outro pode executá-lo? Já tem meio caminho andado, é só se apropriar do trabalho do outro? Será sempre uma releitura, um novo personagem, o ator coloca de si nele. Para ser vivo em cena, o personagem precisa estar amparado nos sentimentos do ator, não na imitação de outro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos nessa!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114796456342299011?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114796456342299011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114796456342299011&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114796456342299011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114796456342299011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/05/invertando-dia-16-por-pedro.html' title='Invertando – Dia 16, por Pedro.'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114737764152160809</id><published>2006-05-11T16:56:00.000-03:00</published><updated>2006-05-11T17:10:01.360-03:00</updated><title type='text'>Experimentando - Dia 15, por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depuramos os a estrutura de acontecimentos da peça, até o momento, da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Turnês – Auge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- dia 1 – apresentação pelo empresário;&lt;br /&gt;- cenas com os fiscais;&lt;br /&gt;- cena dos visitantes noturnos,  munidos de archotes;&lt;br /&gt;- momento do homem generoso/ira do jejuador/fotos;&lt;br /&gt;- dia 40 – momento de término do jejum. Cenas com o (i) médico, (ii) senhoritas assistentes e o (iii) empresário. Cena da ingestão de alimentos; e&lt;br /&gt;- momento de despedida das turnês e do rompimento com o empresário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Circo – Início do declínio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- dia 1 –  início no circo – cena do manco afixando os cartazes;&lt;br /&gt;- momento dos personagens maravilhados e curiosos;&lt;br /&gt;- momento dos personagens céticos, desinteressados, dentre os quais: (i) mulher com nojo, (ii) playboy com goma de mascar, (iii) crianças correndo;&lt;br /&gt;- momento do especialista e da mulher por ele convencida;&lt;br /&gt;- momento do ex-jejuador (2 atos);&lt;br /&gt;- momento do visitante que vem especialmente para ver o jejuador&lt;br /&gt;- cena do delírio com os três jejuadores filosofando;&lt;br /&gt;- momentos do inspetor manco (mais 3 atos);&lt;br /&gt;- cena de reaparecimento do empresário (que pode ser o pai com os filhos); e&lt;br /&gt;- cena da pantera e das crianças maravilhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Haruki mencionou, após o relaxamento, selecionamos duas figuras para composição visual dos personagens ainda não estudados. Eu escolhi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- a imagem de retrato do pintor Felix Jasinski sentado; que utilizei para compor algumas características de um dos médicos, incumbidos de verificar a saúde do jejuador; e&lt;br /&gt;- uma caricatura de um policial gordo de Valloton; que utilize para compor um dos fiscais responsáveis por inspecionar o jejum durante as turnês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após os estudos individualizados, remontamos as cenas já conhecidas no intuído de inserir esses novos personagens; ou outros, ainda não inseridos na trama.&lt;br /&gt;Apresentei um médico consideravelmente novo e tranqüilo, que senta-se em frente ao jejuador e busca conversa, antes de realizar os exames. Não tanto caricato, o médico arrisca uma piada, que não combinou muito com a situação; mas que talvez seja eficiente em alguma cena no início do jejum, quando o jejuador encontra-se bem disposto. Já o médico apresentado pelo Haruki, como um senhor mais velho, ironicamente pai do médico que eu compus, agradou tremendamente. Pelo menos, agradou a mim, que interpretava o jejuador na ocasião em que o Haruki o apresentou. Um senhor frágil e paciente, mas consciente de seu profissionalismo. Ele tinha um senso de humor jovem e elegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava procurando as características perfeitas para o médico desde os primeiros ensaios, e ainda não as encontrei. O médico do Haruki agrada em demasia, ganhando minha apreciação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fiscal gordo e bruto funcionou. Ficou caricato demais, mas pode ser lapidado. Ele só que saber de comer e dormir, mas para tanto, precisa realizar esse serviço. A comida que o jejuador oferece é de primeira qualidade. Ótima essa situação antagônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitei que já havia praticado com os novos personagens estudados através das imagens e resolvi explorar os personagens identificados no texto mas que, ou não tinha aparecido nas improvisações, ou tinham aparecido pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introduzi o visitante que veio especialmente pra ver o jejuador, logo na cena proposta pelo Haruki no começo do ensaio, onde o ex-jejuador conversava com o jejuador sobre a ausência de público. Ficou gloriosa a cena. O personagem também é bom. É um homem simples, de vida simples, com sonho simples. Queria apenas conhecer um homem como o jejuador, que demonstrava uma força descomunal ao fazer extremamente nada: ou seja, não comer. Ele vem de longe pra vê-lo, e só pode ficar pouco tempo pois o caminho de volta é tão demorado quanto a vinda. Ele se curva ao brilhantismo do jejuador. Pensa em alcançar glórias como as dele; ser alguém determinado e forte. Embora ele já demonstre algumas dessas características, ao viajar tamanha distância apenas para ver um homem por menos de 5 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentei um novo homem generoso, que implica com o jejuador sobre sua condição de tristeza. Tentei um personagem todo deformado, física e psicologicamente. Estilo Forrest Gump com retrações musculares. Acho que o personagem tirou um pouco a seriedade da discussão em torno da falta de alimentação; que é um tema interessante e necessário. Mas pode até funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei de introduzir o chefe do circo, vindo até o jejuador para obter a assinatura do contrato. A Luiza lembrou bem que o jejuador nem tem coragem de ler o contrato, e a cena ficou ótima. É o início da nova fase no circo e, embora triste pela opção, talvez lhe brilhe os olhos o sentimento de esperança.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114737764152160809?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114737764152160809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114737764152160809&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114737764152160809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114737764152160809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/05/experimentando-dia-15-por-bruno.html' title='Experimentando - Dia 15, por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114737801769146218</id><published>2006-05-11T15:02:00.000-03:00</published><updated>2006-05-29T10:28:25.083-03:00</updated><title type='text'>Arte e Apreciação - Teorias, por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro módulo se encerrou em um questionamento complexo cuja resposta, no meu ponto de vista, será eternamente imprecisa; mas, que nem por isso, inexistente. Entretanto, considero importante discutirmos algumas teorias e ponderarmos sobre as definições decorrentes do significado da arte como um todo. Ou ao menos da arte com um excludente do todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem adiantarmos demais, inicio com a pergunta: o que é arte, afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa eu assumo como premissa verdadeira: a arte tem que ter um conceito, mesmo que falho, caso contrário seria impossível aplicá-lo sob qualquer pretexto ou em qualquer situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A arte não revela, mas esconde o verdadeiro, porquanto não constitui uma forma de conhecimento nem melhora o homem,  mas o corrompe,  porque é mentirosa; ela não educa o homem, mas o deseduca, porque se volta para as faculdades irracionais da alma, que constituem as partes inferiores de nós mesmos”. Para Platão, a arte sempre foi um mímesis, uma imitação de realidades sensíveis; das idéias paradigmáticas, se afastando do verdadeiro. Esse entendimento foi recorrente em seus discursos por muito tempo, embora tivesse algumas posições mas favoráveis em relação à música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observamos em Aristóteles, já, uma visão mais realista e preocupada ante a apreciação e, subseqüentemente, definição do conceito da arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos modernos, vários filósofos discutiram a busca desse julgamento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os causídicos da teoria essencialista defendiam a existência de propriedades essenciais inerentes às obras de cunho artístico. Acreditavam que, se certos objetos pudessem ser definidos como obras de arte, era porque eles  possuíam alguma propriedade em comum; propriedade essa essencial às manifestações artísticas. Porém, para tanto, seria necessário que conhecêssemos essas propriedades essenciais, o que foi condenado pela grande maioria dos filósofos modernos. A definição não poderia decorrer do pré-conhecimento de suas características essenciais. Na distinção entre forma e substância e a relação entre elas; a substância jamais se sobrepõe à forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente, difundiu-se a teoria de compreensão artística com base nas experiências causadas quando da apreciação de uma obra de arte – o que se denominou de teoria estético-psicológica. A definição de arte seria baseada na característica específica dessas experiências. Decorrem dessa posição várias reflexões contrárias, das quais destaco: a impossibilidade do reconhecimento de um sentimento único envolvente sobre todos os apreciadores de uma referida obra de arte; descompasso cultural entre os apreciadores; falha filosófica de definição de ‘apreciadores de arte’ quando ainda não se sabe a definição da arte em sim, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morris Weitz se destacou com o mais proeminente porta-voz da teoria da indefinibilidade da arte, em uma tentativa de trilhar um caminho diferente de discussão filosófica adotado pelas correntes anteriores. Defendia que a arte não podia ser definida, por uma impossibilidade lógica referente às regras de aplicabilidade do termo ‘obra de arte’. Acreditava que as obras de arte eram definidas de acordo com características semelhantes, mas não pré-estabelecidas. Dessa forma, a definição de arte pode se adaptar. Defende que as teorias anteriores erraram ao tentarem definir o conceito de arte em termos de condições necessárias e suficientes, tratando-a como um conceito fechado. A importância está na forma que conceituamos as obras de arte, e não na arte em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria institucional, de George Dickie, manteve o foco nas obras artísticas, definindo-as como artefatos repletos de certos aspectos que as elegeriam como candidatas à apreciação por uma, ou várias pessoas. Dessa forma, qualquer pessoa poderia eleger um artefato ao estatuto de obra de arte. Dessa corrente surge a premissa de que a obra de arte será sempre apreciável, mas não apreciada; daí questiona-se: e o que não é apreciado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, Goodman vai mais longe no distanciamento das teorias anteriores quanto à definição do conceito de arte em si e explora o conceito relativo ao momento em que a arte existe. Quando há arte? É a teoria simbólica, contraponto as teorias formalistas ou puristas que defendem a importância das propriedades de uma obra artística em contraposição à existência de símbolos. Para Goodman, qualquer objeto pode funcionar como arte, bastando para isso que seja interpretado como símbolo estético, exibindo um ou mais dos seus sintomas. De sua teoria decorrem inúmeras discussões sobre a definição de estética,  outro grande conceito atrelado ao estudo filosófico da arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As teorias modernas juntam, na sua maioria, entendimentos das teorias institucionalistas e simbólicas, pendendo para a compreensão da arte como a união de objetos criados e que representam, dentro de uma cultura, símbolos de apreciação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas discussões durante os ensaios levantaram as seguintes questões: existe arte sem público? E o contrário: existiria público sem arte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das teorias modernas tem como preceito, como podemos visualizar, a necessidade de apreciação das obras de arte, por membros da sociedade que, com base em preceitos artísticos de cunho moral (já que são mutáveis e informais), alocam um espaço dentro de sua cultura para tal definição; sem entrarmos nos conceitos das teorias do belo e do gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma obra, então, jamais exposta à observação dos demais, perde sua característica artística? Acredito que a resposta a essa pergunta depende da definição da estrutura social, como ordenamento cultural. Uma única pessoa pode definir cultura? Mesmo que pessoal? Acredito que sim. Se a definição de obra de arte e, conseqüentemente, da arte em si, é mutável,  intrinsecamente atrelada à percepção de certa cultura, em espaço e tempo definidos; uma única pessoa pode criar arte para sua própria e exclusiva satisfação, dentro do seu conceito sócio-cultural; mesmo que isolado. Pode ser arte pra um, mas não arte para o todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arte versus apreciação. Apreciação como espasmo cultural. Cultura sob constante mutação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bibliografia na Internet:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- &lt;a href="http://www.fafisma.com.br/belo_arte.htm"&gt;O Belo e a Arte Segundo Platão&lt;/a&gt;;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- &lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/%7Ewfil/arte.htm"&gt;Disputas Acerca da Arte&lt;/a&gt; (Célia Teixeira);&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- &lt;a href="http://www.criticanarede.com/fil_tresteoriasdaarte.html"&gt;O que é Arte?&lt;/a&gt;(Aires Almeida)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114737801769146218?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114737801769146218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114737801769146218&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114737801769146218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114737801769146218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/05/arte-e-apreciao-teorias-por-bruno.html' title='Arte e Apreciação - Teorias, por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114736890514595393</id><published>2006-05-11T14:30:00.000-03:00</published><updated>2006-05-11T14:35:05.166-03:00</updated><title type='text'>Delimitando – Dia 15, por Pedro.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Como o Haruki esta semana já se adiantou e anotou o resumo do ensaio, vou apenas complementar suas lacunas e comentar sobre os exercícios do dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; As cenas do primeiro ato, o Auge, são as seguintes:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Uma apresentação do jejuador, no primeiro dia;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Os fiscais açougueiros;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Público abundante e interessado visitando a jaula do jejuador;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; O senhor generoso que explica que o jejuador está amuado de fome, causando sua ira e a intervenção do empresário, com fotos do último dia de jejum;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; O público com archotes indo visitar o jejuador à noite;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; O último dia, os médicos, as assistentes, o almoço;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; A despedida do empresário, já no início do declínio da carreira de J.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim blocamos o segundo ato, o Circo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; A entrada no circo e o início do jejum, com o inspetor;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Crianças e demais público maravilhado;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Especialista que desmistifica o interesse de uma espectadora;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; O desinteresse do público, crianças com medo;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; O ex-jejuador aparecendo em dois momentos, quando ainda há público e quando já não há ninguém;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; O antigo empresário vindo conversar com o jejuador;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Um visitante especial que, mesmo no declínio do jejuador, vem de longe para vê-lo;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; O devaneio com os três jejuadores;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Três passagens do inspetor, que esquece do quadro dos dias e por fim do próprio jejuador;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; O diálogo final com o inspetor, a entrada da pantera e crianças maravilhadas com ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem... Este processo vem se desenvolvendo até aqui em duas frentes. De início estudamos, discutimos, buscamos impressões sobre o texto. A partir disto pesquisamos imagens e músicas, e sacudimos tudo em laboratórios, usando também trechos do texto, de forma livre. Com isso criamos personagens ou nos apropriamos dos personagens que estudamos do texto. Estes personagens surgiam em improvisações livres, abstratas, individuais, buscando mais o entendimento do sentimento que estamos estudando, que a criação de cenas. Ainda que algumas falas ou momentos incríveis tenham surgido, que agregam para a nossa composição da peça, acrescentando ao ideário central, ou trazendo imagens cênicas diversas, mas que trabalham alguma emoção relacionada com as que descobrimos no texto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Posso citar o Haruki cegando Bruno e conduzindo-lhe, como uma imagem forte, criada em laboratórios em que exploramos sentimentos manifestos no corpo, utilizando reprodução de imagens, movimentação na substância do espaço e improvisações com música e pedaços do texto, aqui já fora de contexto, ou sobre um contexto renovado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta imagem, assim como a do Professor lutando por sua bengala com o Sofredor, que surgiu de improvisação livre com os personagens, podem ser usadas na peça, mas não foram criadas em torno da história. Diversas outras imagens poderiam ser citadas, algumas mais fortes, outras menos dramáticas, e podem ser ou não usadas na peça, serviram-nos para estudar ou criar os personagens, para nos apropriarmos de sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então temos, agora do outro lado, uma série de improvisações que fizemos buscando encenar a história do conto ou algumas de suas situações. Para tal, naturalmente criamos personagens, pois como então contaríamos uma história sem representar personagens? Alguns destes personagens havíamos trabalhado previamente, alguns foram criados na hora. É interessante notar que há uma claríssima diferença entre eles, os personagens sem trabalho prévio não tem estofo, não são críveis, não tem firmeza ou constância em cena, não apresentam uma gama ou profundidade de sentimentos como os que foram trabalhados em outros exercícios.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aqui o que começamos a fazer neste ensaio. Por um lado definimos a história que viemos recriando até aqui, delimitamo-la. Para isto serviram as análises e discussões e as improvisações sobre o roteiro do conto. Também acrescentamos algumas situações que surgiram espontaneamente, mas que julgamos próximas da idéia central. E, de outra frente, começamos a nos aprofundar na criação dos personagens que elencamos, mas que não havíamos trabalhado com imagens, o cerne do processo, que inclui também substância e música até agora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Colocando ainda de outra forma, desenvolvemos as regras do jogo de criação que estamos aplicando, criando personagens protótipos ou exemplares, enquanto definíamos qual é a história que iríamos contar. Agora podemos aplicar este processo de criação de personagens, que ainda pode receber acréscimos, para trabalhar nos personagens da história que compomos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Penso agora na criação das cenas, muitas ainda precisamos improvisar mais, usar outros exercícios – aliás até agora os exercícios com imagens foram basicamente de reproduzir e colocar em movimento, com diversas formas de trabalho subjetivo de apropriação destas, podemos usar agora os exercício mais dinâmicos de interação. Também precisamos passar a escrever as cenas, mas não sei se já tem alguma pronta para ser escrita, ou podemos improvisar ainda mais. São dois caminhos, improvisar até estar tão familiarizado com a situação que escrever é simplesmente aparar as arestas de texto, ou pegar um cerne e definir a cena na escrita, depois ensaiar como um texto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É muito rico para mim os seus depoimentos sobre as sensações que os exercícios trazem, pois assim tenho o referencial externo (o que eu vejo) e interno (o que vocês sentem) para poder avaliar a eficácia dos exercícios. Depois, quando eu publicar minha pesquisa, eu agradeço a vocês, podeixar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para finalizar, fizemos uma improvisação bem longa (40 min) com todas as situações do texto, que nos provou termos entendido e fixado bem as situações da peça. Alguns personagens se apresentaram já bem compostos, sendo notável a diferença naqueles trabalhados no dia. Depois do trabalho com imagens os personagens apresentam uma composição mais clara, uma máscara mais definida, até mesmo trejeitos característicos. Isso num trabalho superficial ou preliminar, os outros mais aprofundados trouxeram uma carga emocional verdadeira. Achei bem legal a colocação do Haruki de que, com as imagens, firma mais o personagem, liberando para a criação da cena, acredito que, se você podendo se fiar em saber quem você é, depois agir é natural, você não precisa primeiro fingir que é alguma coisa para depois pensar em como agiria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fluxo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114736890514595393?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114736890514595393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114736890514595393&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114736890514595393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114736890514595393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/05/delimitando-dia-15-por-pedro.html' title='Delimitando – Dia 15, por Pedro.'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114721430189250713</id><published>2006-05-09T18:50:00.000-03:00</published><updated>2006-05-10T10:54:30.006-03:00</updated><title type='text'>Blocando - Dia 15, por Haruki</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ensaio foi bastante produtivo, apesar de todos estarem visivelmente cansados. Afinal, não é qualquer um que tem pique para ensaiar das 18:30 às 22:00 de um sábado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos aquecendo com exercícios de respiração, seguido de exercícios que combinavam respiração com massagem e sensibilização do corpo. Bom, muito bom, difícil foi levantar do chão depois de estar relaxado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o aquecimento, começamos a trabalhar com o texto. Cada um fez uma lista de personagens que interpretou desde o começo dos ensaios, ressaltando se havia feito o personagem baseado em uma imagem ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto feito, o Pedro pediu para que escolhêssemos imagens para os personagens que não eram baseados em imagens. E segue uma novidade nos nossos posts: FIGURAS!!&lt;br /&gt;Eu escolhi 3 imagens:&lt;br /&gt;- um velhinho com chapéu, que associei com o médico que examina o jejuador.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5213/1546/1600/medico.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5213/1546/320/medico.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;- um senhor preocupado,  tenso, com um jornal nas mãos,  que eu associei com o empresário no momento em que ele  percebe que acabou, que não há mais espaço para jejuadores.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5213/1546/1600/empresario.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5213/1546/320/empresario.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;- um rapaz com as mãos no bolso, e com um rosto entre curioso e preocupado, que associei ao inspetor no momento em que percebe a jaula vazia, e se lembra de que havia alguém lá, tentando sair um pouco da imagem que o Bro havia criado baseado no Pedroca.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5213/1546/1600/inspetor.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5213/1546/320/inspetor.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Começamos então a reproduzir as imagens. O velhinho rapidamente me pareceu simpático e amável, e encaixou-se bem no médico que examina o jejuador. Gostei. O rapaz com as mãos no bolso não se encaixou muito bem no perfil do inspetor, talvez por já haver uma imagem muito forte do Bro plantada na cabeça. Mas valeu pela cara de preocupado, aquela sensação de "nossa, acho que a gente fez uma cagada bem grande... deixamos um cara morrer ali...". Agora, para mim, a melhor imagem, a que mais trouxe algo, foi a do senhor preocupado. No momento em que coloquei a mão direita para trás e a mão esquerda na boca, simplesmente eu entendi o dilema do empresário, ou pelo menos criei um dilema interessante. Ele gosta do jejuador, sabe que este está velho e que não conseguirá outro emprego, mas não pode continuar com o show, não há como, ou nenhum dos dois irá sobreviver... e ele fica lá, horas e horas pensando no que pode fazer para ajudar o pobre coitado que não sabe fazer outra coisa... no final ele não encontra uma resposta, e acaba partindo para outra empreitada. E é engraçado que eu estava com tanto peso na consciência quando fiz a cena, que meio que instintivamente, para tentar me redimir, tirei o número do dono do circo do bolso na hora em que estava improvisando a cena... mas não vamos nos adiantar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após os exercícios com as imagens, blocamos as cenas que já montamos pelo menos uma vez ou que ainda não fizemos nada, mas já havíamos comentado. Dessa blocagem saiu o que acredito ser a espinha dorsal da peça: uma introdução no circo de horrores, o primeiro ato com o auge do jejuador, o segundo ato com o declínio dele no circo, e um grand finale festivo de volta no circo de horrores. Vou deixar para outra pessoa colocar as subdivisões de cada ato, já escrevi demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a blocagem, fizemos um improviso, com a condição de usarmos os personagens que trabalhamos pouco antes. É realmente diferente fazermos um personagem após usar as imagens... os mesmos personagens que eu havia feito antes ganharam rosto, expressões, postura, gestos, tudo bem definido na minha cabeça. Foram com certeza o melhor médico, o melhor empresário e o melhor inspetor que eu fiz (mesmo estando meio desconfortável no inspetor). E acho que o fato de termos a parte física bem definida ajuda a parte das idéias a fluir melhor. Volto no exemplo do empresário dando o telefone ao jejuador. Naquele momento eu não podia simplesmente ir embora e deixá-lo ali... eu precisava, queria fazer algo por ele... e por isso dei o cartão, como uma forma de aliviar a minha consciência, mesmo sabendo que era algo sem futuro para ele. E o fato dele ter indicado o circo me levou a pensar: como ele se sentiria ao ver o jejuador, companheiro de tantos anos, esquecido em um canto no circo, quase morrendo... se sentiria culpado? Afinal, ele está lá por causa dele, não? E seria pior ainda para o empresário se mesmo assim o jejuador estivesse agradecido, não? Várias possibilidades... cada ensaio mais interessante...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114721430189250713?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114721430189250713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114721430189250713&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114721430189250713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114721430189250713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/05/blocando-dia-15-por-haruki.html' title='Blocando - Dia 15, por Haruki'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114685489966403825</id><published>2006-05-05T15:47:00.000-03:00</published><updated>2006-05-05T15:48:19.680-03:00</updated><title type='text'>Ampliando – Dia 14, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            O artista é só um deformado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Hoje improvisamos com novas imagens e situações. Antes assistimos a gravação do dia anterior e conversamos um pouco. Pensamos no reencontro do Empresário com o Jejuador, já no circo. No final, ambos querem o retorno do público, ou é esta a lição que o Empresário vem passar, o Jejuador apenas não sabia. O Empresário seguiu entretendo o público, transformando-o ou não. O Jejuador continuou fazendo a única coisa que sabe fazer, o público mudando ou não, indo embora, não se afetando mais pela sua arte. É a única coisa que ele faz. É mais forte que ele. É só o que ele é. Sua deformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E o que é forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas isso se olharmos pelo lado do Jejuador. Mas a história é sobre nós, que não nos movemos mais pela arte. Visceral. Por que? Quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O Homem-Avestruz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O circo de horrores pode contar a história de J, pode haver um irmão de J. E ele come qualquer coisa que pegar. Homem-Avestruz. Ele tem uma coleção de recortes sobre J, enquanto conta, e ao final se depara com a percepção de sua alma. Engole suas memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Fizemos mais 5 improvisações a partir de imagens, sendo 2 novas. Da primeira vez iniciamos sentindo uma substância envolvendo a figura, e movendo sentindo a substância. Daí, passamos a uma improvisação. Na seqüência, fomos cada vez mais direto da figura para a improvisação, que foi com falas, mesmo sem eu pedir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram situações simples, o diálogo fluiu bem, às vezes indo e voltando, às vezes ficando em frases simples. Isso é legal, não foca em criar uma história e sim em desenvolver personagens e situações, relações, emoções. Depois podemos costurar em uma história ou usar elementos ou impressões na criação das cenas que formos ensaiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas imagens e reflexões achei interessante notar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho na cama trazia uma apatia, não sentia vontade de se mover. Sua relação com o Myke Tyson foi divertida, duas posturas radicalmente diferentes, em atitudes amplificadas. Trabalhamos um aspecto da visão que um espectador tenha de J. Em uma situação diferente da do texto, a partir de premissas abstratas, subjetivas, sensórias. Desta forma, estamos desenvolvendo uma improvisação a partir de sentimentos, não de história. Diretamente do emocional, por isso deve-se relevar o racional, por isso o texto pode ser simples, as situações se repetirem ou não mudarem, e não se pode ter vergonha ou julgamento da simplicidade. Apenas deixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma imagem que Luiza escolheu, do quadro dos retirantes, ela trabalhou muito a interiorização, dificultando a relação com outros. Mas trouxe um entendimento sobre o momento do personagem que estávamos enfocando quando escolhemos a imagem; se não me engano, a percepção da inevitabilidade da inutilidade, de que sua arte pela arte não lhe preenchia como esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Luiza está desenvolvendo um trabalho com apenas um personagem, todas as imagens são aspectos deste personagem, momentos ou traços de sua personalidade. Cada vez mais detalhes. É interessante ver que está se apropriando dos sentimentos. Fisicamente. As emoções que trabalhamos aparecem em seu olhar e corpo. Descobrimos a emoção bruta lá dentro, despertamos o sentimento que estamos enfocando, fizemo-lo manifestar-se. Agora é lapidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os varões estão em uma pesquisa mais horizontal, tendo trabalhado mais de um personagem. Alguns ficam caricatos, como o Professor, mas bem interessante, aqui a imagem ajudou a dar o corpo para este tipo, sua voz e trejeitos acompanharam naturalmente. Outros, mesmo não sendo trabalhados caricaturalmente, como o Ex-Jejuador, que veio de uma única imagem, apresentam um personagem com menos variações, mais plano. Para este caso, podemos buscar mais elementos para aprofundá-lo, encontrar nuances, ou decidir que ele é simples, apresenta uma característica apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há diferença entre um tipo (caricato) e um arquétipo ou mito, que apresenta uma só faceta da alma humana, ou mais evidente (exemplar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei interessante o personagem que Haruki criou a partir da imagem de um cavalo assustado. Contracenando com Bruno, que era um mendigo pedindo esmola, Haruki trabalhou a sensação de medo daquela miséria. Curioso um cavalo dando a indicação de um sentimento humano, como aconteceu, aliás, na montagem de Mãe Coragem, de Brecht. O mendigo tinha aquela falta de tônus, ou vida, que se associa ao desespero conformado. Novamente, uma relação que não está no texto, mas que nos permite trabalhar elementos que podem entrar em outras cenas, outros personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena dos 3 jejuadores ficou bem interessante, talvez até para usar na peça. Eram diversos aspectos de J dialogando. Isso é legal, um recurso moderno, além de medieval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Haruki, o velho na cama e o mendigo trazem as mesmas emoções. Talvez possamos buscar nuances destas emoções nas imagens, em que detalhe uma difere da outra. Isto será um bom trabalho de refinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidimos que precisamos elencar cenas agora, blocar o texto em unidades para improvisarmos, buscar mais imagens para os personagens que encontramos, e, a partir disto, improvisar em jogos e exercícios para ampliar situações ou trabalhar as existentes. Depois podemos começar a dramaturgizar cenas para, por fim ensaiá-las como uma peça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114685489966403825?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114685489966403825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114685489966403825&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114685489966403825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114685489966403825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/05/ampliando-dia-14-por-pedro.html' title='Ampliando – Dia 14, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114737915063764633</id><published>2006-05-02T17:25:00.000-03:00</published><updated>2006-05-11T17:25:50.650-03:00</updated><title type='text'>Atrasando - Dia 14, por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assistimos às filmagens do último ensaio. Ficaram ótimas e interessantes. Aproveitamos pra capturar mais imagens nesse ensaio. Passei todas pro computador e compus um cd com essa 1 hora de gravação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a discussão, o Haruki propôs a idéia do empresário aparecer no final da cena do circo. Ótima idéia. Discutimos também a proposta da criação do irmão do jejuador, que estaria contando toda sua história em flashbacks. Ele seria sua contraposição – o Homem Avestruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudamos mais 2 imagens e incorporamos aos personagens. As minhas foram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- uma imagem de uma escultura do pugilista Mike Tyson; que utilizei para compor algumas características do visitante do circo playboy; e&lt;br /&gt;- imagem de um mendigo; que utilizei pra representar algumas características do jejuador debilitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizamos esses personagens em exercícios de interação isolados, e depois arriscamos as cenas de praxe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O playboy veio fácil. É uma imagem simples e notória no cotidiano. Funcionou bem e interagiu com facilidade com os demais personagens. A Luiza, pra variar, isolada em seu casulo depressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mendigo interagiu com o personagem do Haruki. Uma discussão cíclica sobre dinheiro e comida. Tentava trazer o jejuador da Luiza pra conversa; em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas cenas conhecidas, eu e o Haruki montamos dois professores discutindo o futuro do jejuador. Ficou ótima. De características bem semelhantes, já é um personagem forte nas improvisações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114737915063764633?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114737915063764633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114737915063764633&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114737915063764633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114737915063764633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/05/atrasando-dia-14-por-bruno.html' title='Atrasando - Dia 14, por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114626973125362818</id><published>2006-04-28T21:09:00.000-03:00</published><updated>2006-05-05T15:50:00.316-03:00</updated><title type='text'>Elencando – dia 13, por Pedro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje elencamos os personagens que aparecem no conto. Também incluímos os que surgiram nas improvisações, relacionando com os do texto. Criamos uma improvisação com estes personagens, e gravamos. Também repassamos e gravamos a improvisação anterior. No total coletamos 30 minutos de imagem, em três improvisações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciamos com o jogo dos bastões, também com giro, e passando 4 por 4, em dois tempos e direto. Ataque e defesa sem escorregar a mão, que é mais dinâmico. O espelho radial foi bom, com ataque e defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto descobríamos os personagens do texto, relíamos este e discutíamos sobre os personagens, suas relações e significados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Empresário – por um lado explora o Jejuador, o submete ao desjejum, corta o jejum aos 40 dias, mostra as fotos, etc. De outro lado é referido como companheiro.&lt;br /&gt;2. Vigias – açougueiros. Não acreditavam no Jejuador, só iam pelo café-da-manhã. Talvez haja um paralelo entre jejum e açougue, carne, a descrença da sociedade da carne na verdade do vazio.&lt;br /&gt;3. Assistentes – senhoritas que ajudam ao fim do espetáculo, algumas passam mal.&lt;br /&gt;4. Médicos – primeiros a entrar na jaula.&lt;br /&gt;5. Homem Generoso – que explica como a tristeza vem da fome.&lt;br /&gt;Espectadores diversos, em dois momentos, nos shows e no circo.&lt;br /&gt;6. Crianças maravilhadas.&lt;br /&gt;7. Público interessado.&lt;br /&gt;8. Público desinteressado.&lt;br /&gt;9. Esnobe – um especialista, o Professor. Duvida do espetáculo do jejum.&lt;br /&gt;10. Malicioso – zomba do quadro dos dias. Em uma improvisação rasgou para colar chiclete.&lt;br /&gt;11. Moça – que acreditava no Jejuador, mas é convencida pelo Especialista.&lt;br /&gt;12. Senhor – que se lembra do Jejuador.&lt;br /&gt;13. Visitante – que veio especialmente para ver o Jejuador.&lt;br /&gt;14. Crianças com medo do Jejuador.&lt;br /&gt;15. Crianças brincando sem ver o Jejuador e depois maravilhadas com a pantera.&lt;br /&gt;16. Manco – ajudante do circo, o inspetor do final do conto.&lt;br /&gt;17. O Ex-jejuador.&lt;br /&gt;18. O Jejuador – em seus diversos momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos improvisar cenas e situações enfocando as ações destes personagens, assim vamos transpondo para cenas a história do texto, enquanto focamos a construção de personagens. Vamos precisar de mais imagens, para cada personagem. A maioria são tipos. O Jejuador e o Ex talvez sejam os únicos com profundidade, mais o Empresário, possivelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos coletar cenas, explorar os personagens, gestual, diálogos, ações, situações, e depois ver como isto se encaixa na nossa forma de contar a história, dentro do contexto do Circo de Horrores de Bum-Chacalaka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS – Fazer jejum é diferente de não comer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114626973125362818?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114626973125362818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114626973125362818&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114626973125362818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114626973125362818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/04/elencando-dia-13-por-pedro.html' title='Elencando – dia 13, por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114607028465056346</id><published>2006-04-26T13:50:00.000-03:00</published><updated>2006-04-26T13:51:24.663-03:00</updated><title type='text'>Dia 12 – Outras Paradas – por Pedro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            De improvisações temos alguns personagens, que nomeamos e definimos. Cada um pode complementar os elementos de suas criações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O Professor é um personagem que o Bruno criou, a partir de uma imagem de um professor pomposo e arrogante lecionando. Antes da escolha da imagem, no trabalho do dia 6 (criação de cena sem o diretor), já surgira a figura do detrator do jejuador, desmistificador. Neste segundo momento, Bruno criou o andar do tipo depois de reproduzir a imagem, e improvisou com ele. Em um ensaio seguinte, o tipo voltou num exercício de improvisação com bastão. A situação era diferente da anterior, ele agora era assediado pelo Sofredor. Neste último exercício ele me pareceu ganhar vida, se mostrou mesmo desconectado do mundo, vivendo dois palmos acima, sem se afetar das pessoas. “Veja, eu lhe dou uma moeda se largar minha bengala”. Marfim, você nem deve saber o que é marfim!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O Sofredor apareceu em diversas improvisações. No dia 3, em uma improvisação com cubos de gelo, Luiza se enclausurou dentro de si mesma, sentindo loucura. Apareceu no ensaio seguinte, em outra improvisação com substância, agora depois de discussão sobre o texto, e usando trechos do texto. As palavras do Haruki estão interessantes neste ponto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            “...por exemplo, quando ajudo o Bruno tampando-lhe os olhos, usava o trecho "resguardar o rosto do contato". E quando me encontrei com a Luíza encolhida em um canto, simplesmente passei a negar a minha frase, mas só fui perceber isso depois de já tê-la negado várias vezes... a Lu estava encolhida e eu fui até ela e dizia "não há porque afastar o pescoço", "não há porque resguardar o rosto", enquanto ela me empurrava, me afastava, eu me esforçava em tentar passar essa mensagem positiva, de contato, de solidariedade, mas ela estava visivelmente perturbada, me empurrando e me segurando com força. Foi bem intenso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Este exercício ficou na gaveta, e, no dia 9, escolhemos e reproduzimos imagens, depois visualizamos e trabalhamos com música e movimentos estas figuras em improvisações. Daí cito eu mesmo: “A Luiza lembrou de uma improvisação que fizemos outro ensaio, em que assumia uma postura semelhante (igual) a uma das imagens que escolheu. Só percebeu isso depois do exercício.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ela fez o trabalho com 4 imagens que representavam diferentes gradações do sofrimento do Jejuador. Seu personagem foi criado em exercícios guiados pelas discussões sobre o texto, baseado em um aspecto ou impressão acerca do personagem central do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O Haruki trouxe um personagem interessante, o Ex-jejuador, que não está no texto, e representa um questionamento que tivemos durante a discussão. Ele surge de uma imagem, que remete a arrependimento, impotência. É o Ex-jejuador que discute com o personagem do público que não quer aceitar o valor da arte do jejum. Em uma improvisação posterior, ele vai tentar dissuadir o Jejuador, também se sentindo humilhado com a determinação deste. É um personagem que estamos criando, talvez para poder encenar, dramatizar, os conflitos ou sentimentos que destrinchamos no texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O Jejuador é um personagem complexo, até agora os três já o improvisaram, e atualmente pensamos em 4 momentos ou facetas de sua personalidade. Temos o Jejuador Clássico, que aparece na imagem do guru beicinho do Bruno, esta uma parte mais orgulhosa dele, que é mais do que apenas orgulho, senão ele vira um tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O Jejuador Sofredor é basicamente o personagem que a Luiza criou, a falta de sentido, o desespero por sentido. Outro aspecto trabalhado é o Jejuador Desolado, em algumas das imagens, como a do faminto com tigela vazia e o velho sozinho sentado na cama. O Desolado entendemos como o momento em que o Jejuador se acostuma com o sofrimento, percebe que a vida é isto mesmo, ninguém se importa. Talvez seja o momento em que perceba que não são os outros que não percebem a verdade, é ele que não percebe que é apenas a sua verdade. E que já era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Percebemos um terceiro momento no personagem do Jejuador, que seria o momento de aceitação logo antes de morrer. Mas não trabalhamos ainda em improvisações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Para fechar este dia, encenamos a antiga cena que compuseram sozinhos, agora só com gestos e depois em blablação. Achei muito interessante, os personagens que trabalhamos começam a aparecer mais definidos na cena, houveram momentos dramáticos na cena que antes era mais mecânica, apenas contava a história. Fiquei pensando nesta cena como uma pantomima inicial, com luz lateral ou atrás de véus.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114607028465056346?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114607028465056346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114607028465056346&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114607028465056346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114607028465056346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/04/dia-12-outras-paradas-por-pedro.html' title='Dia 12 – Outras Paradas – por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114606268958982643</id><published>2006-04-26T11:42:00.000-03:00</published><updated>2006-04-26T11:44:49.593-03:00</updated><title type='text'>Dia 12 – 21.04.06 por Pedro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            Neste dia, encerramos um módulo de 12 encontros. Para este fechamento, recapturamos temas discutidos durante o processo até agora. Também elencamos os personagens ou improvisações que criamos neste tempo, buscando já recolher material para a criação de cenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Alguns pontos que me marcaram na discussão – e aqui cada um, por favor, anote o que mais o marcou – foram, principalmente, a questão do que é arte (“Literatura é arte, escultura é arte” “Sofrimento é arte”), e as enigmáticas últimas palavras do jejuador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em discussões, entendemos que a arte se completa quando é recebida pelo público, até então é apenas uma manifestação interna dos sentimentos. Desta forma, o público pode ser considerado mais importante que o artista, visto que este apenas expressa o que é impossível de ser mantido quieto. A arte existe no momento que esta manifestação atinge uma terceira parte e nesta causa transformação. Como as reações, sociais e psicológicas, ao espetáculo da fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Aqui já existe um gancho com as últimas palavras do jejuador, que alega não ter encontrado nada que o interessasse para comer. Como poderíamos pensar que Beethoven não tinha outra opção a não ser escrever aquilo que ouvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E então passamos para um estudo da personalidade do jejuador. Os alimentos que ele diz, podem ser entendidos metaforicamente, que ele não encontrou nada na vida que o desse a satisfação que encontrava no jejum. E esta satisfação é de duas vias, de um lado ele se preenche com o espanto, clamor ou apenas a presença do público, por outro ele está buscando seus próprios limites, vencendo a si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas será? O que o deixa irritado ao finalizar o jejum aos 40 dias? Que não vai mais impressionar o público, que estará longe deste, ou que não pode buscar mais fundo o limite de sua arte? Se fosse apenas pela última hipótese, ele teria atingido seu real objetivo quando foi para uma jaula perdida no circo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Será que neste momento final, quando acreditava que o que precisava era apenas vencer seus limites, foi que percebeu a importância do público para o acontecimento artístico? Mas ele havia dito que levaria o público a um novo patamar de espanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E por que se desculpa ao inspetor? Porque percebeu que era um showman, e não o sacerdote que se pensava? Ou ele nunca se pensou como um sacerdote? Desculpou-se apenas por não ter conseguido impressionar mais o público?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Se sua arte é comparável a um sacerdócio (toda arte o é, uma realidade superior em nome da qual trabalhamos), ele pode ser entendido como um monge ou como um pregador? Talvez nenhum destes, ele nem faz só para si, isolado, nem quer converter outros. Assim seria um faquir, que busca impressionar outros com seus prodígios físicos, um artista que quer chocar ou causar impacto, não quer transformar o público quer apenas o espanto deste. Assim se satisfaz? Preenche a vida vazia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Será que sua arte é sua vida ou ser prestigiado é sua vida? Ele encontrou algo que sabe fazer – a única coisa – e se satisfaz com o reconhecimento que recebe por esta coisa, para ele, banal. Mas se engana querendo se acreditar um sacerdote de uma verdade – o jejum – e, quando se confronta definitivamente com ela, deve se defrontar com seu desejos, seu ego, e o sacerdócio implica na extinção dos desejos e anulação do ego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ele está no caminho sem volta, esquecido até por si mesmo, tão apartado que se pudesse pensar, pensaria que está morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E o inspetor o acorda. O boneco se meche levemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Desperta, volta a um breve contato com o mundo. Revê sua vida, sua glória, seu declínio, sua última viagem ao jejum e adentro de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Fala o que fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Isso são algumas considerações sobre o jejuador, quem é ele, por que é ele. Neste dia teve mais reflexões sobre outros personagens, principalmente os que foram criados em improvisações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segue.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114606268958982643?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114606268958982643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114606268958982643&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114606268958982643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114606268958982643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/04/dia-12-210406-por-pedro.html' title='Dia 12 – 21.04.06 por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114493856539740978</id><published>2006-04-13T11:27:00.000-03:00</published><updated>2006-04-26T11:42:27.963-03:00</updated><title type='text'>Dia 11 - Sobre Cenas - Por Pedro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Antes vou comentar um pouco sobre o post do Bruno. Acho que é bem essa a idéia, anotar as impressões e sensações que se teve durante o exercício. Acho que o fato do personagem estar em um ambiente não natural foi justamente a graça do exercício. O personagem nasceu em outra improvisação, agora ele foi recapturado, assim como os outros. A possibilidade de explorá-lo em um jogo não naturalista pôde fazer surgir cenas que não nos proporíamos espontaneamente. Talvez seu desespero pudesse ter sido mais explorado, pois mesmo quem tenta manter a pose está sujeito a perdê-la em situações limite. Talvez o assédio da Luiza não tenha chegado ao limite do desespero, talvez pudéssemos ir mais longe na exploração das emoções. Fica aqui o toque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas peguei a pena mesmo para falar das idéias sobre a encenação, que foi um dos pontos mais importantes do ensaio, tanto que deixei para um post próprio. Os outros acho que também, né? Assim como as impressões sobre as improvisações, é bom anotarmos as idéias sobre a peça que surgirem. Seja da encenação, seja do ideário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo anotando o moto “Peça de Terror”, que parece ter permeado a discussão. Queremos uma peça sensorial, que evolva o espectador em um clima soturno, o faça ser parte da ação, que pregue sustos e dê medo ao coitado. Anotamos dois filmes como referência; As Sete Faces do Dr. Lao e Freaks. A trama vai se passar em um circo de horrores, as atrações são deformidades, gêmeos siameses, mulher-cobra, megacéfalo, essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui fica um ponto sobre o conteúdo; como disse outra vez, acho interessante pensar que estas pessoas, deformadas, diferentes, tambem são humanos. Que isto também é Humanidade, disse. Pensar que não é ter duas ou três pernas que faz ser ou não gente. Que as “atrações” podem ser excluídas, rejeitadas, mas são uma família, e cuidam uns dos outros. Haverão momentos tristes, momentos alegres, momentos engraçados, eles passarão por sentimentos e emoções como outras pessoas, e no final terão uns aos outros. E, no fundo, o que mais é a vida? Somos todos uns sacos de carne que vão apodrecer inevitavelmente, bonito ou feio. Só o que fazemos até lá é que conta, não adianta ter bengala se não dá a mão, mesmo que torta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamos em armar tendas no espaço, que não vai ser um palco/platéia. Em cada tenda estará uma atração, a trama pode acontecer no centro, ou entre cada jaula inserimos alguns diálogos. O publico vai passando entre as estações. Pensamos em dar uma cara bem realista às aberrações, usar maquiagem, próteses, roupas, e trabalhar com sombra, véus e fumaça para dar a ilusão de realidade – como, na verdade, muitos destes circos faziam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Queremos envolver o público em um sentimento de insegurança, os atores podem passar pelo meio, encostar. Pode estar tudo sempre escuro, sons vindo de diversos locais. Uma menina pode surtar no meio da peça e precisar ser levada para fora, e o público não vai saber se foi real ou não. Uma mulher desesperada “Cadê meu filho!”. Precisamos tomar cuidado para não ficar falso e descambar em um pastelão. O público não pode perceber a farsa. Como fazer isso é que são elas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos duas idéias para a entrada, que podem ser unidas. Uma é o mestre de cerimônias/picadeiro receber as pessoas, com uma música em alemão, com um olhar macabro e cara vampiresca. Outra, que pode ser antes, é as pessoas serem levadas a um quartinho escuro, ficarem lá um tempo, sem ver nada, ouvindo uns sons, etc. Para o final, quero uma coisa de transcendência, um momento de alegria no meio da dor e deformidade, a morte (e compreensão) do jejuador redime o sofrimento que os deformados assumiram para si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei uma barata na cozinha...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114493856539740978?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114493856539740978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114493856539740978&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114493856539740978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114493856539740978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/04/dia-11-sobre-cenas-por-pedro.html' title='Dia 11 - Sobre Cenas - Por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114487201759674271</id><published>2006-04-12T16:59:00.000-03:00</published><updated>2006-04-12T17:00:17.596-03:00</updated><title type='text'>Dia 11 - 07.04.06 por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;A improvisação de cena vale o meu destaque, já que todos os aquecimentos e exercícios iniciais foram suficientemente relatados pelos demais. Estávamos interagindo, os três, com o bastão no exercício de ‘cabo-de-guerra’ com fluidez. A proposta que surgiu requeria a continuação do exercício, mas não como atores; como qualquer um dos personagens trabalhados em ensaios anteriores. O personagem escolhido pela Luiza era bem forte e facilmente identificado. Confesso que não consegui identificar a escolha do Haruki. Eu me foquei no professor sério e metido que explorei durante os trabalhos no ensaio 9. Tentei manter a estrutura corporal, a ‘pose’ de autoridade do personagem e tive bastante dificuldade. A disputa pelo bastão não é o que eu consideraria como ‘o’ momento inicial propício para a construção desse personagem, propriamente-dito. Talvez, o personagem devesse nascer em seu espaço natural. Seu habitat. Mas foi valido. Inserimos diálogos, que me vieram naturalmente. Eu, aparentemente, sabia o que queria; ou ao menos, sabia como me portar. Escolhi uma voz esnobe e um tom calmo, mesmo em uma cena em que o personagem encontrava-se desesperado na tentativa de salvar seu patrimônio (bengala=bastão) e se livrar do assédio dos demais. A Luiza raramente fez-se ouvir. Seu personagem era muito introspectivo, de características demasiadamente primitivas. Um ser não-social. Lembro de dialogar com o Haruki, mas que se demonstrava inútil. Lembro também de ter tido a impressão de ouvir o Haruki citando frases do texto; ou que remetiam ao texto. Achei isso bacana, mas não consegui trazer nada que pudesse encaixar naquele momento, pro meu personagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114487201759674271?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114487201759674271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114487201759674271&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114487201759674271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114487201759674271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/04/dia-11-070406-por-bruno.html' title='Dia 11 - 07.04.06 por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114481865406526232</id><published>2006-04-12T02:07:00.000-03:00</published><updated>2006-04-12T02:10:54.083-03:00</updated><title type='text'>Dia 11 – 07.04.06 por Pedro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            Já saio completando o Haruki. O ensaio curto mostra que podemos fazer render. Perdermos uma semana se mostrou crítico. Agora quando repormos dois em uma semana, teremos a chance de um ensaio desenferrujar e o seguido desenvolver o que já vai estar vivo. Discussão só daqui a duas semanas. Dá, por último, pra imaginar que o melhor, em dias de discussão, é fazer um aquecimento que passe pelos “personagens”, para não passar batido. Heh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ou que podemos encaixar um outro encontro, de uma hora e meia, para as discussões semanais ou quinzenais. Boa essa, hein?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Aquecemos e alongamos com bastão, equilibramos eles, tentamos passar de uns para os outros na ponta do dedo. Penso que podemos desenvolver perícias, que podem ser apresentadas em cenas. Como as mímicas, embora no caso a criação era diferente, já tínhamos algo a mostrar e desenvolvemos a técnica necessária. Agora estamos criando junto com o experimentar, então podemos tornar criativos, os exercícios técnicos. Estes exercícios podem virar improvisações e delas surgir uma cena, que pode até nos fazer buscar uma técnica adicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Passar de um para o outro, e o espelho radial foram um início de envolver interação. No espelho, achei muito legal que, com os gestos, o mestre fez o grupo trocar de bastões. Com ataque e defesa, o mestre uma hora atacava alguém, que defendia, e o terceiro se tornava mestre. Depois passamos para o jogo de segurar os bastões que se tornou improvisação. Também fizemos ataque e defesa em duplas, para aquecer antes do espelho, e manter o nível da mesa formada por quatro bastões, que não foi tão fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por um lado, sempre usamos nas improvisações os recursos corporais que desenvolvemos nos exercícios técnicos. Mas acredito que fazer, por exemplo, o exercício de equilibrar o bastão se tornar uma improvisação com personagens, pode acrescentar dados para a cena, ao mesmo tempo que desenvolve ou indica técnicas que podem ser usadas para se obter tal resultado, seja plástico, emotivo, ou expressando sentimento esteticamente. É só uma questão de gosto, expressar dor pendurado de ponta cabeça não é melhor nem pior que expressar dor sentado a uma mesa, lendo. Mas estamos indo por uma linha expressionista, surreal ou fantástica de certa forma, que, conquanto diversas entre si (e aí está a graça de unir) todas se opõe ao realismo. Mas, óbvio, mostram a mesma coisa. O Homem só tem a Si para mostrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O exercício de relação com o bastão foi o que mais despontou este contato entre sentimento e corpo. Daí sinto falta das impressões do Haruki neste ponto. Que personagem usou, que momentos teve, quais relações desenvolveu com quais outros personagens. A mim, o que mais me ficou foi o pedante do Bruno, disputando a bengala com a ostra da Luiza. Dá para se pensar em uma cena, a carência daquela pessoa que se agarra na bengala, o Bruno, se conduzíssemos mais tempo o exercício, poderia fisicalizar o asco por aquela vida inferior, pode virar uma cena em que rode um mendigo agarrado a um bastão, que os dois criem um sistema de se jogar, apoiados, pode representar a união entre este dois homens de pontas opostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por isso é legar notar, anotar e refletir. Para depois poder discutir e criar. Daí notar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O Haruki me pareceu meio acessório no jogo. Seu personagem tentava travar relação com os dois, mas, na hora que tava pegando mesmo entre a Lu e o Bro, não houve muita resposta.  A relação entre os dois estava muito forte, e a Luiza não recebia nada, seu personagem é single-minded, agarrou e pronto, e isso daria horas de cena pro Bruno (que poderia ser talvez o escada). Também foi curto, eu poderia ter dado uma virada na hora que parei. Fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Improvisação tem isso, começa, vai esquentando, tenta umas coisas, vai se envolvendo, até que vira, que nem chantili. Não sei bem como descrever, mas dá pra sentir. Encontra-se uma relação que pode ser desenvolvida, explorada, atinge-se um estado de faz-de-conta apropriado. E a coisa pode ir pra sempre, mas precisa de intervenção, condução, principalmente no início do treinamento dos atores, ou pode chegar a becos sem saída. Enquanto que a saída está sempre à mão. É só lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Foi uma das primeiras improvisações com fala livre. Me lembra também que precisamos de mais jogos com frases do texto, experimentar formas de falar, jogar focando a voz, para termos uma boa acompanhante quando formos jogar com ela acompanhando o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Vamos lançar o Teatro Físio-Vocal? Turum tss.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114481865406526232?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114481865406526232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114481865406526232&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114481865406526232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114481865406526232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/04/dia-11-070406-por-pedro.html' title='Dia 11 – 07.04.06 por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114451412975566122</id><published>2006-04-08T13:09:00.000-03:00</published><updated>2006-04-12T16:59:35.806-03:00</updated><title type='text'>Dia 11 - 07.04.06 por Haruki</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Admito que não esperava muito do ensaio. Sexta-feira, 19:30, depois de uma semana pra lá de cansativa, com o nosso diretor enfrentando mais de uma hora de trânsito para chegar ao local do ensaio, e a maioria tendo que acordar cedo no sábado. Mas, para a minha surpresa e felicidade, foi um ensaio bastante produtivo, ainda que curto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos com o nosso já tão falado aquecimento com bastões. Tenho gostado cada vez mais destes aquecimentos, em cada ensaio o Pedro propõe algum exercício novo ou uma variação de um antigo. Desta vez começamos com o exercício de ataque/defesa e então fizemos o que ele chamou de espelho radial. Radial pois nos dispomos em um triângulo e duas pessoas faziam o espelho da terceira. Mas a diferença fundamental é que não era um espelho, estava mais para "siga o mestre", uma vez que devíamos movimentar o mesmo lado do mestre, e não fazer o seu reflexo. Muito difícil, muito mais difícil do que fazer o espelho. E então o Pedro adicionou o exercício de ataque/defesa ao espelho, o que foi bastante interessante, pois representava uma quebra súbita daqueles movimentos suaves e harmônicos que estávamos fazendo.&lt;br /&gt;Por fim, fizemos o exercício dos movimentos sem poder tirar as mãos do bastão, e após um tempo, passamos a fazer o exercício cada um como um personagem que montamos em ensaios anteriores. Isso foi muito bom, pois após quase um mês sem trabalharmos esses personagens, os sentimentos, sensações, estavam enferrujados. Pelo menos eu tive uma certa dificuldade para "ajustar" o persongem ao exercício, coisa que eu tenho certeza que não teria acontecido caso tivéssemos feito isso 3 semanas atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse aquecimento, sentamos para conversar sobre o texto. Não sei se a idéia do Pedro era essa, só sei que de repente estávamos os 4 sentados, conversando sobre possibilidades, espaços, cenários, cenas, trilha... foi um ótimo brainstorm, realmente precisamos fazer isso com frequencia, uma vez que a proposta é criar um texto a partir de um conto. Assim, gostei bastante de tudo o que discutimos, das idéias para a ambientação, para o criar o clima adequado... a única coisa que me preocupou um pouco, mas isso muito depois de já termos terminado o ensaio, é que tivemos tantas idéias sobre ambiente, atmosfera, maquiagem, "efeitos especiais" com luz e fumaça, personagens exóticos, etc, que acabamos nos esquecendo de pensar na história do jejuador, em todas as questões sobre o que é arte, sacrifício, aceitação, enfim, falamos muito sobre a parte superficial, sobre a parte exterior, sobre a imagem, mas acho que faltou discutirmos um pouco mais sobre como encaixaremos na peça todas as questões que levantamos, e que são, na minha opinião, o grande trunfo da peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com certeza haverá outros muitos brainstorms, e tenho certeza que não deixaremos isso passar novamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114451412975566122?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114451412975566122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114451412975566122&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114451412975566122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114451412975566122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/04/dia-11-070406-por-haruki.html' title='Dia 11 - 07.04.06 por Haruki'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114435251860451506</id><published>2006-04-06T16:26:00.000-03:00</published><updated>2006-04-06T18:08:03.036-03:00</updated><title type='text'>Dia 10 – 25.03.06 por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começamos o ensaio com exercícios de alongamento, utilizando os bastões como ferramentas auxiliadoras. Além de experimentar, pude visualizar pelo trabalho dos outros algumas utilidades dos bastões para esse fim, embora tenha chegado a conclusão de que não seja esse o melhor instrumento para tal. Acredito que boas ferramentas para alongamento devam estar fixas em algum ponto, que servirá de base para aproximação ou afastamento do corpo durante os exercícios, forçando e relaxando os músculos a serem trabalhados. O bastão acompanha o corpo e o movimento, não criando (ou às vezes até criando, mas com pouca eficiência) essa relação entre o corpo móvel e um ponto fixo. Se o bastão estivesse preso a uma parede por exemplo, independentemente de sua posição, traria uma firmeza necessária nos trabalhos de alongamento. Uma sobrecarga ativa sobre os movimentos e, em conseqüência, sobre os músculos trabalhados. Ferramentas como barras, cordas etc.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Pude sentir bem essa funcionalidade do ponto fixo em contraposição aos movimentos corporais  quando realizamos o exercício de ‘cabo de guerra’ com os bastões. Não era bem um ‘cabo de guerra’ pois a intenção não era vencer um oponente mediante a posse total do bastão através de medição de força. Era um exercício de experimentação livre que tinha como única premissa a permanência constante das mãos (de todos os participantes) no corpo do bastão. Dentre as várias posições e alocações dos corpos, algumas delas simulavam os movimentos dos ‘cabos de guerra’ convencionais; movimentos esse que exerciam uma enorme tensão, alongando os músculos superiores das costas, do ombro e dos antebraços. É pra esse momento expecífico que direciono toda a teoria do parágrafo anterior sobre o ponto fixo e a contraposição dos movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando com o exercício em conjunto sobre o bastão caímos na discussão sobre a fluidez dos movimentos em contrapartida com velocidade e força. A Luiza defendia que os movimentos, para serem fluidos, deveriam ser mais lentos e suaves. Eu e o Haruki, ao contrário, experimentamos diversas relações com velocidades e forças bem variadas, concluindo que a fluidez podria, sem problema algum, ser mantida independentemente desses fatores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ampliamos o exercício para três participantes, e ficamos surpresos com a facilidade que tínhamos de interagir em harmonia, e fluidez, em um espaço físico tão delimitado e em condições adversas à qualquer movimentação; uma vez que, mantendo a premissa de todas as mãos no bastão, o universo fora reduzido. Mesmo assim, experimentamos combinações de movimentos lentos e suaves da Luiza com agressividade e energia – mas sem perder a precisão – dos movimentos meus e do Haruki. O resultado foi interessante, embora cansativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descansamos o corpo e trabalhamos a mente com as discussões em cima das figuras do livro ‘O Corpo Fala’ sobre certas emoções e seus simbolismos mais reconhecíveis. Uma das maiores discussões girou em torno da questão do ‘consciente’ vs. ‘inconsciente’. Os símbolos existem desde sempre e, realmente, transmitem impressões ao observador atento (que não significa exclusivamente o conhecedor das técnicas aqui estudadas). Entretanto, alguns símbolos, quando reconhecidos pelo transmissor e, assim, provenientes do seu consciente, não transmitem necessariamente as suas intenções/sentimentos verdadeiros. Por exemplo: uma pessoa consciente de sua personalidade tímida pode, racionalmente, tomar atitudes que levem um observador casual a considerá-la extrovertida; erroneamente. A boa técnica reflete a capacidade de perceber os símbolos irracionais dos racionais, que são os que merecem, verdadeiramente, uma interpretação.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114435251860451506?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114435251860451506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114435251860451506&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114435251860451506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114435251860451506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/04/dia-10-250306-por-bruno.html' title='Dia 10 – 25.03.06 por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114417580818366864</id><published>2006-04-04T15:35:00.000-03:00</published><updated>2006-04-04T15:36:48.196-03:00</updated><title type='text'>Dia 10 – 25.03.06 por Pedro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            Trabalhamos jogos e aquecimento com bastões e depois passamos à discussão sobre o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Primeiro estava cada um sozinho com seu bastão, explorando movimentos, alongando, aquecendo o corpo, preparando-se para trabalhar com ele. No começo estávamos conversando, mas assim que pedi concentração todos assumiram uma postura de ensaio, com boa concentração. Isto demonstra um certo grau que já atingimos, desenvolvido neste ano e meio de trabalho em conjunto, agora estamos aptos a adentrar o ambiente criativo mais rápida e prontamente. Atesta também que, mesmo já maduros, é preciso um comando para iniciar o trabalho, para sair do cotidiano e entrar no fazer criativo. Este comando existiria mesmo para um ator sozinho, viria dele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Trabalhamos equilíbrio quando solos, depois partimos para um jogo de duplas, que se relacionavam através do bastão. Este trabalho, ainda mais que com as bolinhas, evidencia fisicamente as relações, ou, de outra forma, explora a relação entre os atores a partir dos corpos. O bastão canaliza a energia cênica, as intenções ou dramaticidade dos atores, e os obriga a movimentos não realistas, abstratos. Como um canalizador, algo que reduz as infinitas possibilidades de movimentos ou ações, ele amplifica ou aprofunda a exploração em uma direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Trabalhamos também com dois bastões por dupla e finalmente com um bastão para os três atores. Percebemos que pode haver várias formas de se relacionar através do bastão, desde o “macho” brigar pelo pau, até uma forma mais fluida. Parece que o fato de ser um pau duro que machuca não impede de ser carinhoso. Também praticamos o ataque e defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Com o estudo do texto, entramos em uma parte que apresenta várias emoções e suas manifestações corporais. Enquanto discutíamos, imitamos e mostramos outras possibilidades para cada emoção, mas ainda não passamos a uma apresentação em cenas. No próximo ensaio, vamos trabalhar jogos neste sentido, como ação e reação, estátua e improvisações mudas ou que se iniciem pelo corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Vale até um parágrafo novo: Muito cuidado devemos tomar, para a clichês este estudo não nos levar. Tipo raiva é assim, mostro amor deste jeito. O clichê é uma forma sem conteúdo, uma cópia sem apropriação, a resposta é fazer verdadeiro aquilo que imitamos, que, assim, não será imitado, e sim recriado – representado. Não adianta forçar o ator a fazer tal cara ou gesto se ele não sentir como natural, vivo. Ainda que valha ampliar o repertório de gestos, sugerir, demonstrar, desde que o ator se aproprie e faça do que recebeu, seu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114417580818366864?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114417580818366864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114417580818366864&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114417580818366864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114417580818366864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/04/dia-10-250306-por-pedro.html' title='Dia 10 – 25.03.06 por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114295005434152278</id><published>2006-03-21T11:03:00.000-03:00</published><updated>2006-04-06T15:41:03.400-03:00</updated><title type='text'>Dia 9 – 12.03.06 por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começamos com os jogos de bastão em roda. Trabalhamos uma variação de ‘kempô’ em duplas e finalizamos com a ‘dança dos ventos’ com batidas sincronizadas. O exercício em roda está muito bom. Embora o tenhamos feito poucas vezes, acredito que o grupo já assimilou toda a técnica necessária e a confiança no arremesso e recebimento dos bastões. O ‘kempô’ trouxe movimentos novos e muito contato entre os bastões. Foi uma proposta diferente, já que não existem lançamentos ou recebimentos; mesmo assim, de bastante complexidade e, em decorrência do perigo de se machucar, requer mais atenção. Alternamos as duplas. Gostei de quando fiz com o Haruki, porque começamos a nos empolgar e o clima começou a pegar fogo. Os movimentos ficaram rápidos, fortes e precisos. Acredito que conseguiríamos ampliar isso pra coreografias complexas que simulassem duelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finda as acrobacias e artes-marciais começamos a trabalhar com a transposição física de fotos e figuras. Andamos pelo espaço e recriávamos, individualmente, os detalhes corporais de cada uma das 4 figuras escolhidas. As minhas foram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um velho sentado sozinho sobre uma cama em um quarto, que mais lembrava uma prisão;&lt;br /&gt;- Um faquir, sem camisa, de barba longa, de pernas cruzadas, sentado sobre pregos;&lt;br /&gt;- Uma criança pequena, triste, acompanhada dois pais na pintura ‘Os Retirantes’ do Portinari;&lt;br /&gt;- Um professor algo, magro e sério, de óculos, próximo a um quadro negro, com um olhar de desaprovação ante os (prováveis) alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em continuação, deitamos de olhos fechados ao som de músicas variadas, e fantasiamos a integração desses personagens no texto do Kafka. Podíamos nos movimentar enquanto deitados. Meus movimentos, percebi, acompanhavam o ritmo das músicas. Das 4 músicas tocadas, uma me incomodou, embora eu não conseguisse explicar porque. Mas ela destoava das demais e, talvez, também, do contexto do exercício. Fantasiei com o circo e passeios entre criaturas e pessoas bizarras. Rostos com diversas feições apareciam e desapareciam. Minhas quatro figuras compuseram personagens diversos, os quais já havíamos previamente criados para o exercício de montagem de cena no ensaio em que o Pedro estava ausente.&lt;br /&gt;As imagens do velho e do faquir encaixaram-se com facilidade em uma montagem que fiz do próprio artista da fome, em fases diversas. Uma, em que ele estava no auge, repleto de confiança e energia. Outra, em que, a idéia de ser esquecido pelo público, lhe traria sentimentos de solidão e um estado de melancolia. A imagem da criança colaborou, também, pra esse estado melancólico. Utilizei a figura do professor para compor um visitante do circo, esnobe e desacreditado quanto a arte do jejum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentamos pra discutir as idéias. O Haruki trouxe como proposta a criação de um personagem ex-jejuador, que discutiria a filosofia da arte da fome com o personagem principal do texto. Talvez sua desistência tenha resultado de uma falsa interpretação da arte-em-si. Aí, seria uma oportunidade interessante para discutir, além da arte de jejuar, a arte em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após essa composição solitária, começamos a montar as fotos novamente, já baseadas nas imagens do texto. Acrescentamos movimentos ás fotos e, em seguida, começamos a interagir os personagens em um exercício de improvisação. Cada um variava suas figuras e tentava criar um contexto em que elas pudessem coexistir. Eu e o Haruki, devido as nossas construções, tivemos maiores oportunidades de interação, uma vez que os personagens da Luiza eram, em sua maioria, bastante resguardados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114295005434152278?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114295005434152278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114295005434152278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114295005434152278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114295005434152278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/03/dia-9-120306-por-bruno.html' title='Dia 9 – 12.03.06 por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114228872649144858</id><published>2006-03-13T19:19:00.000-03:00</published><updated>2006-03-13T19:25:26.510-03:00</updated><title type='text'>Dia 9 – 12.03.06 por Pedro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            Começamos com o jogo de bastões, passando um depois quatro, então trabalhamos ataque e defesa, que foi bem legal, quase todos desenvolveram uma agilidade boa. Por fim fizemos a dança dos ventos e descobrimos que de uma valsa ela se tornou 4x4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Reproduzimos imagens, cada um escolheu 4, dentre as que pesquisamos em casa. Atentamos para os detalhes e fomos direto para a prática, sem discutir sobre elas. Andando, ao meu comando congelavam em uma das poses. Este trabalho serve para fixar bem as imagens, pedi que fosse bem mecânico no início. A Luiza, por exemplo, já estava indo para uma cena, movimentação, mas antes queria o físico e a precisão na reprodução. As imagens ficaram próximas para os atores poderem se referir a elas se fosse necessário. Não foi, parece. Ainda nesta estrutura, trabalhamos tonificar (ou destonificar) uma parte e outra da figura (corpo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Depois ouvimos uma seqüência de músicas que eu havia selecionado – vou pedir que, a cada ensaio, um ator traga uma seqüência para a improvisação – os atores estavam deitados, relaxados, pedi que se concentrassem em ouvir a música, lembrando do texto que estamos trabalhando, e evocassem as imagens, dialogando com elas, perguntando a elas, vendo-as dançar. A instrução serve para não deixar as mentes dos atores vagarem para fora do contexto, acredito necessária, mas não pode ser exagerada, ou acaba por romper o fluxo de idéias, se eles tiverem que ouvir muita coisa que eu esteja falando. Bem, o Bruno não lembra de ter ouvido as instruções... Mas seu exercício rolou tão bem quanto o dos outros. Aliás, para ele, uma das músicas incomodou muito, estava fora do contexto. É verdade que havia uma música que trabalhava outro aspecto, mais alegre, do texto. Na continuação do exercício excluí esta música, que descobri qual era, mesmo ele não lembrando qual delas era (foram 4 a princípio). Já pela última música, instruí que se movessem livremente, ainda de olhos fechados. Moveram pouco, o Bruno abstratamente, sem relação com as imagens, a Luiza assumindo uma pose similar às suas imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Depois discutimos sobre o que sentiram durante o exercício. Vou deixar para eles completarem esta parte – ouviram?!         Vou apenas apontar algumas coisas que mais me chamaram a atenção;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagens (menina e pai) que se referem a personagens do público.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ex-jejuador arrependido, que não está no texto, mas pode nos ajudar a passar um pouco da ideologia que descobrimos, em diálogo com o jejuador ou o público. “Sofrimento é arte”.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a Luiza, foi difícil congelar, parecia sem emoção. Ao tonificar, partes do corpo “gritavam”.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto dialogavam com as imagens, estavam observando (3ª. pessoa), ao moverem-se, identificaram-se, surgiu emoção (1ª. pessoa).&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Luiza lembrou de uma improvisação que fizemos outro ensaio, em que assumia uma postura semelhante (igual) a uma das imagens que escolheu. Só percebeu isso depois do exercício.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Bruno identificou uma imagem com um personagem que fizera na cena que prepararam sozinhos. Assim que a viu, antes de reproduzir.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;            Depois da discussão, coloquei as mesmas músicas, e pedi que pusessem as imagens em movimento, passando de uma a outra em movimentos contínuos. Pedi (teve que ser mais de uma vez) que passassem a perceber os outros. Acho que, por passarem um bom tempo sozinhos, viajando, depois estavam propensos a continuarem isolados na improvisação. Quando a música acabou, pedi que introduzissem falas, e depois insisti de novo que direcionassem as falas aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O resultado foi bem bacana, surgiram algumas idéias a serem trabalhadas para a criação de cenas. Como trabalho para composição de personagens foi bom principalmente para a Luiza; mesmo que não seja o personagem dela, foi exemplar, pois escolheu quatro imagens que representam o mesmo personagem, podendo ir de uma a outra, significando diferentes momentos dele. Ela ganhou em profundidade, os outros em diversidade. Bom ver que o processo engloba estes dois aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Percebi que precisamos trabalhar exercícios para compor máscaras faciais e formas de andar a partir das imagens, para utilizá-las a favor da criação de personagens. Me pareceu que ir direto da imagem para a improvisação foi meio precipitado, ou de qualquer modo serviu para dar elementos do roteiro mais do que para trabalhar a criação de personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sobre as falas na improvisação, acredito que precisamos de exercícios específicos também, como aquele de usar frases do texto. Mais uma vez, vai lá e sai falando é meio vago.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114228872649144858?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114228872649144858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114228872649144858&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114228872649144858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114228872649144858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/03/dia-9-120306-por-pedro.html' title='Dia 9 – 12.03.06 por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114434904591889151</id><published>2006-03-13T15:43:00.000-03:00</published><updated>2006-04-06T15:47:26.083-03:00</updated><title type='text'>Dia 8 – 11.03.06 por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje foi dia da apresentação do Haruki sobre seu trecho do livro ‘O Corpo Fala’. Discutimos principalmente a relação entre Harmonia e Desarmonia. Concluímos em decorrência desses último capítulos (e até o que já havia sido conversado nos estudos anteriores) que toda e qualquer análise corporal tem que ser feita dentro do contexto em que ela está incluída. Um gesto corporal (como permanecer de braços cruzados, por exemplo) pode, sim, ter interpretações diversas dependendo do contexto: pode ser uma proteção pessoal contra informações exteriores, pode ser uma proteção interna de manutenção de informações próprias, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitamos a breve reunião e acertamos o calendário de ensaio pro mês de abril e maio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114434904591889151?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114434904591889151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114434904591889151&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114434904591889151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114434904591889151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/03/dia-8-110306-por-bruno.html' title='Dia 8 – 11.03.06 por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114226401494040348</id><published>2006-03-13T12:29:00.000-03:00</published><updated>2006-03-13T12:33:37.223-03:00</updated><title type='text'>Dia 8 – 11.03.06 por Pedro</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;            Continuamos estudando o livro, no final não sobrou tempo para mais nada. Só o estrogonofe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Falamos da harmonia e desarmonia dos signos emitidos pelas diversas partes do corpo, que vão atestar a veracidade ou sinceridade (ou não) do que é expresso pela pessoa. Por exemplo, se alguém diz que gosta, mas vira o rosto, não é sincero. Se alguém abre os braços para abraçar, mas recua o corpo também não. Esta sinceridade pode ser consciente ou inconsciente, e o ator deve se esforçar para estar consciente dos signos emitidos pelo seu corpo o tempo todo. No começo esta percepção passa muito pelo racional, mas depois vamos internalizando estes conceitos, passam a fazer parte do nosso vocabulário. Como andar de bicicleta; não estamos o tempo todo pensando “pé direito empurra, pé esquerdo empurra, vira o guidon, inclina o corpo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Atentamos para o zelo e proteção pela individualidade nas atitudes corporais, muitas vezes inconscientemente. Falamos sobre recepção e percepção, como podemos ouvir sem escutar, ver sem enxergar, e como o ator deve estar atento para apreender conscientemente o que seus órgãos dos sentidos captam. “Tudo que a antena captar meu coração captura”.Discutimos sobre níveis de vida, animal, vegetal e humano que engloba todos e os transcende. Que mesmo as plantas percebem e reagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por último, vimos que podemos “entrar na coisa”, nos envolvermos, ou apenas analisar, estando afastados mesmo que no local. Isto se aplica à improvisação, e vimos que, mesmo nos entregando para sentir e reagir em tempo real, uma parte de nós está observando, o que nos permitirá lembrar e avaliar o que foi feito. Mas na hora não racionalizamos cada movimento, não pensamos “vou fazer assim, por causa disso”. Nem estamos possuídos em transe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Nem tanto ao Sol nem tanto ao Sal...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114226401494040348?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114226401494040348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114226401494040348&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114226401494040348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114226401494040348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/03/dia-8-110306-por-pedro.html' title='Dia 8 – 11.03.06 por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114225776813432800</id><published>2006-03-13T10:49:00.000-03:00</published><updated>2006-03-13T19:29:45.616-03:00</updated><title type='text'>Dia 7 – 04.03.06 por Pedro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O dia girou em torno da discussão sobre o livro – O Corpo Fala, capítulos 1 a 5. Ao final fizemos alguns exercícios com bastão e passaram a cena que aprontaram no ensaio anterior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sobre o livro, havia anotado alguns pontos que chamaram a atenção durante a leitura;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A transmissão de 10.000 bits de informação por segundo entre duas pessoas conversando; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ruído de fundo, uma quantidade de informações que nos atinge com a qual não conseguimos lidar, tornando-se apenas um enevoado ou chiado à nossa percepção. Acima disto é que se sobressaem as informações que consideramos relevantes ou que queremos transmitir; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A diferença entre nosso padrão de comportamento ou atitude corporal e a atitude que assumimos em diferentes momentos;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A importância de observar pessoas em seus comportamentos e atitudes;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;As caricaturas didáticas, seja em desenhos ou em cena, que ressaltam ou exageram uma determinada característica, afastando do naturalismo. Este ponto é interessante para ser trabalhado em exercícios, ressaltar uma característica, para depois trazê-la ao nível natural, ou o que se deseja usar em cena;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;O controle da respiração como elemento da representação de personagens;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A percepção do rosto acima do corpo, sendo que, muitas vezes, o corpo transmite uma informação contrária ao rosto, podendo a observação daquele indicar mais precisamente o estado de espírito da pessoa em questão;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A intensidade de cada gesto, e as oposições entre eles, indicando conflitos e graus de importância a cada elemento;&lt;br /&gt;A sutileza, ou detalhes na composição, seja de cenas ou da máscara facial e corporal;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A importância do treino muscular do rosto e corpo para a interpretação, composição de personagens. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante a discussão, surgiram outros tópicos, como a definição de signo, composto por significado (a mensagem) e significante (o código lingüístico utilizado). Vimos que a apreensão de cada um sobre a mesma coisa vai ser diferente, mas que algumas coisas queremos deixar claro, que todos entendam da mesma forma. Falei sobre um pequeno grau de imprecisão que é inevitável e desejável, pois é fruto (e demonstra) a vida e sua multiplicidade de elementos significantes simultâneos.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dissemos que, durante a interpretação, desejamos chamar atenção para uma ou outra parte, aspecto. Falamos sobre gestos culturais, aprendidos, e gestos naturais, instintivos, e de como uns podem derivar de outros. Quando observamos gestos, devemos ir fundo no seu significado, examinar possibilidades, e não ficar logo no óbvio. Mesmo que a primeira impressão traga uma possibilidade de verdade intuitiva que a racionalização pode destruir. Assim, devemos prosseguir a investigação com olhos do espírito, com a subjetividade acima do racional. Bem como ao criarmos uma cena, primeiramente deixamos ela fluir, depois retomamos e analisamos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O jogo de bastões foi bem interessante, estamos desenvolvendo uma prontidão ninja. A outra opção é desenvolver orelhas vermelhas e hematomas espalhados... Isso que é legal no bastão, ou fica esperto ou toma. Treinamos arremessar e receber e depois com giro sobre o eixo ao receber e antes de arremessar. Praticamos a dança dos ventos, com inspiração nos movimentos para cima e expiração para baixo, e depois fizemos a dança com os bastões, batendo um bastão no outro no movimento para baixo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Trabalhamos o jogo de ação e reação, introduzindo a estátua, congelando em uma posição, não deixando os movimentos fluidos. Depois praticamos mover apenas uma parte do corpo para compor cada estátua, o que gerou gestos muito mais abstratos. Este exercício serve para praticar precisão corporal e prontidão de execução de gestos, automatismo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por fim passaram a cena que trabalharam no dia 6. Achei bem interessante, vários dos elementos do texto estavam presentes, e, principalmente,porque temos uma estrutura que podemos trabalhar, ampliar, pegar partes e improvisar. Etc. Claro que, como cena, está bem simples, certamente não será uma cena da peça, até porque já conta a história toda em 2 minutos e não sobraria mais nada. Mas elementos que apareceram nesta primeira cena podem fazer parte da montagem final, e, sem dúvida, serão utilizados na criação de cenas, como impulso inicial, ou como uma referência concreta.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114225776813432800?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/' title='Dia 7 – 04.03.06 por Pedro'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114225776813432800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114225776813432800&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114225776813432800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114225776813432800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/03/dia-7-040306-por-pedro.html' title='Dia 7 – 04.03.06 por Pedro'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114115692733586014</id><published>2006-02-28T22:28:00.000-03:00</published><updated>2006-03-01T12:06:25.900-03:00</updated><title type='text'>Dia 6 - 19.02.06 por Haruki</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforme post do Bruno, nas montagens de cena eu fiquei com o papel de Jejuador. É de longe, sem desmerecer todos os outros personagens, o papel mais complicado. Mostrar o arco dramático pelo qual ele passa (numa visão simples e rápida: indo do orgulho e vontade de se mostrar à aceitação pura e simples da arte que ele faz) ficando o tempo todo sentado em uma jaula, é muito difícil. Sentei na jaula e fiquei experimentando expressões, gestos, entonações... mas tudo era limitado pela jaula, pelo fato dele não se levantar e pelo fato de eu querer retratá-lo como uma pessoa tranquila, de gestos lentos, suaves e curvos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que passa pela minha cabeça entre o primeiro visitante e o último está bem claro para mim, o arco está bem desenhado, mas tenho certeza de que não consigo demonstrar e transmitir o que sinto para a platéia. Vai ser um desafio bem grande para o que estamos estudando. Principalmente porque é teatro, e pequenas variações na expressão e na entonação não são percebidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver o que o nosso diretor acha da cena, no próximo sábado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114115692733586014?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114115692733586014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114115692733586014&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114115692733586014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114115692733586014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/02/dia-6-190206-por-haruki.html' title='Dia 6 - 19.02.06 por Haruki'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114082946931535218</id><published>2006-02-28T22:03:00.000-03:00</published><updated>2006-02-28T17:11:25.763-03:00</updated><title type='text'>Dia 6 - 19.02.06 por Bruno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ensaiamos novamente nesse domingo, mas sem diretor. O objetivo era de que montássemos mini-cenas com base em pequenos núcleos de acontecimentos escolhidos dentre trechos do texto que estamos estudando: ‘O Artista da Fome’ de Franz Kafka. Trabalhamos os personagens dessas cenas nos valendo da experiência obtida nos diversos exercícios físicos realizados durante todo o nosso processo de pesquisa ano passado e dos ensaios desse ano. Em exercícios recentes exploramos intensidades físicas (forte, fraco, leve, pesado, rápido, lento) dos personagens e sua composições com base em características importadas de animais diversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como havíamos escolhido três trechos distintos, criamos uma maneira de juntarmos todos eles em uma única cena, que abrangeria no tempo todos os acontecimentos relatados nesses núcleos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exploramos os trechos individualmente, antes de montarmos a cena de forma íntegra. O Haruki explorava o artista da fome sozinho, experimentando gestos e sensações (inclusive de desconforto) do personagem. Eu e a Luiza criávamos, com base nas citações dos núcleos, personagens que interagiam entre si e com o artista da fome. Atentávamos, eventualmente, as intensidades de cada um, mas nos aprofundamos pouquíssimos (ou quase nada) em suas personalidades propriamente-ditas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos preocupamos com a limpeza dos gestos e na fluência coesa da cena, que ficou, particularmente, muito interessante. Com pouquíssimas situações tiradas de um texto tão rico em detalhes, acredito que conseguimos passar - em uma cena de menos de 2 minutos - toda sua idéia central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliado aos estudos de exercícios físicos, estamos analisando teorias nos livros de Stanislavski (Manual do Ator) e de Weil &amp;amp; Tampakow (O Corpo Fala) como forma de complementação e detalhamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114082946931535218?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114082946931535218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114082946931535218&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114082946931535218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114082946931535218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/02/dia-6-190206-por-bruno.html' title='Dia 6 - 19.02.06 por Bruno'/><author><name>b.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06253520464728097715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bLXf29JGoBI/S3_A67FSnjI/AAAAAAAAADk/7zGOZPrIvvs/S220/b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114114931288557757</id><published>2006-02-28T14:55:00.000-03:00</published><updated>2006-02-28T15:32:24.156-03:00</updated><title type='text'>Notas para trabalhar nos ensaios</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quero experimentar o Samurai com Bastão e a Gueixa com bolinha. E vice-versa!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Precisamos trabalhar mais improvisações com sons e falas para despertar a criação por este lado,&lt;br /&gt;visando usar na composição de cenas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sinto falta de mais anotações sobre as idéias levantadas. Preciso anotar mais em meu caderno, e devemos passar estas idéias para o diário, para nada perder.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Precisamos trabalhar sentir a música. Relaxar e deixá-la sugerir imagens em nossa mente, para então trabalhar a partir destas imagens ou sensações, sentimentos que surgirem.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114114931288557757?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114114931288557757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114114931288557757&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114114931288557757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114114931288557757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/02/notas-para-trabalhar-nos-ensaios.html' title='Notas para trabalhar nos ensaios'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114131306844092526</id><published>2006-02-28T14:53:00.001-03:00</published><updated>2006-03-02T19:57:19.463-03:00</updated><title type='text'>Dia 4 - 12.02.06 por Luiza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Apenas complementando o que o Há disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, concordo com ele. Acho que foi com esse ensaio que percebi o potencial do texto que temos em mãos e a nossa capacidade de criar e de desenvolver cenas a partir de exercícios que de início parecem simples e sem grandes promessas. Acho que parte de mim teve grande receio no começo dos ensaios. Como desenvolveríamos algo apenas com os exercícios? Como uma peça, ou que seja cenas soltas, seriam criadas apenas com os exercícios? Sem ter como objetivo ‘criar uma cena com começo meio e fim’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei muito impressionada com o resultado do exercício das substâncias, que depois acrescentamos frases escolhidas do texto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi muito interessante ver como três frases escolhidas aleatoriamente pelos três atores pode dar forma a uma improvisação de tanta força e magnitude como aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como o Há já descreveu, o nosso entrosamento foi incrível! Foi o que mais mexeu comigo até então. O diálogo que criamos com as nossas frases deu uma dramaticidade enorme à cena e ela por fim ficou muito forte e, segundo o diretor (única platéia) passou uma verdade e uma intensidade muito boa. Fiquei muito impressionada com esse resultado. E mais ainda de como grandes resultados surgem de tão pouco...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114131306844092526?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114131306844092526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114131306844092526&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114131306844092526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114131306844092526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/02/dia-4-120206-por-luiza.html' title='Dia 4 - 12.02.06 por Luiza'/><author><name>Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08762173508935263601</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114114919116726809</id><published>2006-02-28T14:53:00.000-03:00</published><updated>2006-02-28T17:12:32.663-03:00</updated><title type='text'>Dia 5 – 18.02.06 por Pedro Rodrigues</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trabalhamos longamente com os bastões, equilíbrio, agilidade, passar de um dedo ao outro, e jogar para o colega. Percebemos que o bastão (um pau duro que machuca) exige mais atenção que a bolinha. Chegamos a passar 4 bastões entre 4 jogadores, desenvolvendo a noção de ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usamos os bastões em improvisações, que envolviam cada um mover-se ao som da música explorando movimentos com o bastão, e daí partir às interações. No início, pedi que começassem passando o bastão de um ao outro de forma cênica, conforme já havíamos feito com a bolinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas percebi que não estavam acompanhando o estímulo da música, então sugeri que iniciassem solitariamente. Acredito natural, pois estavam acostumados a se relacionar cenicamente, mas não havíamos feito trabalho com música ainda; para iniciar um estudo, parece bom focar bem o seu ponto específico, não misturar direto com outros elementos, mesmo que estes já estejam bem trabalhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que, quando mudava a música, tudo mudava, era como uma ruptura na ação. Mas os atores sustentaram bem estes momentos, sem perder a concentração, apenas continuando a interação que estavam desenvolvendo no silêncio e partindo para novos jogos conforme a nova música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, os atores estavam como que dançando a música em seus movimentos, sentiram que a música serve como estímulo para a cena, um ritmo ou tom, sugere ações, e não como estímulo interno, subjetivo, que sugeriria emoções (como a substância). Mas depois vão entrando no clima da cena, o que traz as emoções, sentimentos desta (ou de seus personagens-tipos). Seria como um estímulo de fora para dentro, do sensório, passando pela assimilação pelo corpo e pela motricidade, até atingir a emoção. Então parece que são os movimentos que vão dar os estímulos emocionais, e não os últimos sugerir os primeiros, como no caso da substância, onde a visualização (interna) vai sugerir movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei válido, inclusive pela chance de trabalhar um estímulo direto para o movimento, o corpo reage automaticamente à música, a mente está trabalhando nos bastidores, acompanha, observa, não dá o estímulo inicial. Vale mencionar que a visualização é um fator da mente na criação, mesmo que seja em busca do emocional. O aparato emocional é de difícil acesso, a psicologia desenvolve diversas técnicas para acessá-lo e compreendê-lo, o teatro também precisa de técnicas para acessá-lo e chamá-lo a criar. Podemos controlar diretamente nosso aparato motor e mental, mas o aparato emocional, apenas através dos outros dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos trabalhar sentir a música. Relaxar e deixá-la sugerir imagens em nossa mente, para então trabalhar a partir destas imagens ou sensações, sentimentos que surgirem.&lt;br /&gt;Depois, escolhemos os momentos mais marcantes da improvisação e refizemos a cena, passando por estes momentos, na ordem estabelecida. Por um lado, tivemos pouco tempo para este processo de dramaturgização, o que fez com que a discussão não pudesse ser levada muito longe, e que as ações fossem escolhidas sem muita demora. Se fosse o caso de criar uma cena da peça, seria inadmissível, não podemos atropelar a criação e “fazer qualquer coisa” para definir a cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como exercício, seria muito pior discutir sobre a improvisação até o fim do ensaio e não poder praticar a composição da cena.&lt;br /&gt;Então serviu como exemplo de criação de cena a partir de improvisações. Primeiro, improvisamos com um ou outro estímulo, depois escolhemos, dentre o que foi pescado de nosso mar de criatividade coletivo, as partes que desejamos apresentar, ou trabalhar mais, então refazemos passando por estas partes, trabalhando mais elas, e repetimos isto várias vezes até definir a cena. Como Bruno disse, vamos limpando os barulhos, filtrando a cena, polindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos repetir os mesmos elementos explorando mais cada um ou fechando, definindo suas formas. E há um momento para cada coisa. Ou melhor, momentos em que estamos mais explorando, momentos em que estamos definindo mais; a exploração é contínua, as variações é que são muito pouco perceptíveis em uma peça em cartaz, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114114919116726809?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114114919116726809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114114919116726809&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114114919116726809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114114919116726809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/02/dia-5-180206-por-pedro-rodrigues.html' title='Dia 5 – 18.02.06 por Pedro Rodrigues'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114122774610058411</id><published>2006-02-28T14:52:00.000-03:00</published><updated>2006-03-01T12:42:26.120-03:00</updated><title type='text'>Dia 4 – 12.02.06 por Haruki</title><content type='html'>Foi o melhor ensaio até agora, na minha opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, foi somente a partir deste ensaio que comecei a entender e a visualisar todas as possibilidades que o texto apresenta. Ter que escolher 6 imagens, frases, ou palavras do texto me fez descobrir um número absurdo de possibilidades. Foi realmente difícil escolher somente 6, embora a minha primeira escolha tenha vindo logo de cara, com força: a imagem do jejuador caído em sua jaula, coberto por uma palha velha e suja, pessoas passando pela jaula como se ela estivesse vazia, o quadro marcando os dias de jejum completamente abandonado. A idéia vai diretamente de encontro ao orgulho que ele sentia por ser o maior jejuador de todos, é angustiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exercício de improviso com o trecho retirado do texto foi intenso. O trecho que eu escolhi foi "Tentava afastar o pescoço tanto quanto possível, a fim de resguardar o rosto do contato com o jejuador.". Escolhi o trecho talvez por mostrar mais uma vez uma ferida no orgulho do jejuador, ele era um artista, e estava sendo tratado como um ser repugnante, de quem ninguém gostaria de chegar perto. As duas escolhas não foram conscientes, não quis relacioná-las, mas agora, escrevendo, percebo que talvez estivesse, e ainda esteja, buscando os motivos que levaram o jejuador a enfim entender e/ou aceitar a sua condição, resignando-se no final do conto e desculpando-se com todos. Voltando ao exercício, comecei usando a frase como muleta para o me movimentar na substância areia. Reforçava a palavra "tentava", a primeira, a que alvancava o resto da frase e os meus movimentos. Logo passei a quebrar a frase em partes, falava pedaços dela, fora de ordem, conforme alguma necessidade interior que eu não sei definir bem o que é, só sei que as frases não vinham de forma consciente. Eu não pensava "agora é uma boa hora para usar tal trecho", o tercho simplesmente aparecia e saía da minha boca, sem controle algum... estranho... por exemplo, quando ajudo o Bruno tampando-lhe os olhos, usava o trecho "resguardar o rosto do contato". E quando me encontrei com a Luíza encolhida em um canto, simplesmente passei a negar a minha frase, mas só fui perceber isso depois de já tê-la negado várias vezes... a Lu estava encolhida e eu fui até ela e dizia "não há porque afstar o pescoço", "não há porque resguardar o rosto", enquanto ela me empurrava, me afastava, eu me esforçava em tentar passar essa mensagem positiva, de contato, de solidariedade, mas ela estava visivelmente perturbada, me empurrando e me segurando com força. Foi bem intenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como eu disse, foi depois deste ensaio, mais particularmente depois deste exercício, que eu me dei conta do petencial dramático desta peça que iremos montar. Ela promete!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114122774610058411?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114122774610058411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114122774610058411&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114122774610058411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114122774610058411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/02/dia-4-120206-por-haruki.html' title='Dia 4 – 12.02.06 por Haruki'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114114909065348390</id><published>2006-02-28T14:51:00.000-03:00</published><updated>2006-02-28T17:11:57.826-03:00</updated><title type='text'>Dia 4 – 12.02.06 por Pedro Rodrigues</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo após uma sessão de massagens, iniciamos com o estudo do texto, para realizar exercícios e improvisações a partir da discussão. Neste dia saímos bastante do roteiro do curso, inclusive porque estávamos sem bastões e sem som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o estudo do texto, pedi que cada um anotasse em seu caderno 6 palavras ou imagens que lhes representassem algum aspecto do texto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Haruki, a imagem do artista perdido no meio da palha de uma jaula considerada vazia, seu orgulho, ficando entre se exibir e ficar sozinho, e a imagem das crianças maravilhadas foi o que mais chamou a atenção na discussão. Para o Bruno, as imagens (palavras) da jaula e de profissionalismo. Para Luiza, as pessoas passando pela jaula sem reparar e a revolta do jejuador por acabar aos 40 dias, além da imagem das suas costelas (aparentes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na discussão, levantamos a idéia de que, mais do que profissionalismo, está em questão a devoção do artista ao seu trabalho. Colocamos que não se pode falar em profissionalismo de um padre ou monge, assim comparando a arte, e a arte da fome no caso, ao sacerdócio. Discutimos porque ele se submete a ser exibido em um circo, e a noção de “fartar-se de jejum”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os debates, afinamos nosso ideário sobre a peça, formamos uma visão conjunta da obra, a opinião de cada um ampliando a dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta de mais anotações sobre as idéias levantadas. Preciso anotar mais em meu caderno, e devemos passar estas idéias para o diário, para nada perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a improvisação, pedi que cada ator se concentrasse em um dos conceitos e, então, partisse para o trabalho com a substância, primeiro sozinhos, depois, relacionando-se. Aqui, surgiu o conceito de substância emocional, mover-se envolto por uma emoção materializada. Na continuação, refizeram a improvisação com uma(s) das frases que haviam escolhido, também partindo do estudo solitário para a relação. Permiti, e estimulei, que a frase fosse extrapolada, mudada, cortada, repetida em fragmentos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da prática, surgiram mais idéias, como a da solidão, do nada, que pode ser o nada bom, a boa solidão, e também a idéia de impotência, esforço inútil. Trabalharam bastante contato, foi uma improvisação um tanto longa e abstrata, mas não tão próxima da dança quanto outras que já fizemos, formaram-se imagens cênicas fortes, como guiar o cego, tapando seus olhos. Outra imagem que marcou foi o Haruki se soltando, saindo da substância da areia, passando da sua solidão enclausurante para a liberdade da solidão da Luiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto foi usado bem para uma improvisação; ele foi, dentro dos jogos, dilatado, explorado de diversas formas, até indo contra se significado original. O importante é estar livre para experimentar, e pesquisar como podemos dar o texto de formas distintas e opostas, entender que significados podemos extrair das palavras, como elas soam colocadas na boca dos personagens, como cada personagem as dirá, o que representarão para cada um. Enfim, pesquisar como as emoções alteram o significado das mesmas palavras, ou, dito de outra forma, como podemos dar emoções variadas a um mesmo texto. Ampliar o repertório para sair da obviedade, nos possibilitar explorar nuanças de significação e não estacionar na primeira visão que se tem do texto, nem nas primeiras formas de expressá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114114909065348390?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114114909065348390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114114909065348390&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114114909065348390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114114909065348390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/02/dia-4-120206-por-pedro-rodrigues.html' title='Dia 4 – 12.02.06 por Pedro Rodrigues'/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06723313284050334726</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114106620686720835</id><published>2006-02-27T15:49:00.000-03:00</published><updated>2006-02-28T15:29:57.960-03:00</updated><title type='text'>Dia 3 – 11.02.06 por Pedro Rodrigues</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respiração, roda de equilíbrio, todos e individualmente, massagem no abdômen e tórax com respiração, saudação ao sol e aquecimentos de voz, inclusive vocalize destonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jogo da Bolinha, acrescentamos falar os nomes das pessoas, e depois diversos sons. Ainda foi muito insipiente em termos de improvisação com som e uso da voz. Normal, pois trabalhamos principalmente com o corpo, ou quase só com.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos trabalhar mais improvisações com sons e falas para despertar a criação por este lado, visando usar na composição de cenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhamos bastante com a Substância e os Animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro cada um estava uma substância, sentindo-a, movendo-se nela e interagindo com ela. Então, a partir de relações entre eles, as substâncias passaram a se misturar. Foi curioso como uma das substâncias, mais forte ou característica, se sobressaiu sobre as outras na mistura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, quando estavam na mesma substância, um dos atores variava-a e os outros acompanhavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda costumam dar nomes ou escolher previamente a substância (racional), mas sentem-na verdadeiramente. Inclusive, quando misturaram as substâncias, não deram um nome ou definiram a nova substância, apenas sentiram como ela se portava. Segundo depoimentos, quando não conseguiam visualizar, passavam a imitar os movimentos e tônus do outro e então sentiam a substância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atestaram que é mais difícil sentir a substância com as pernas do que com o corpo ou os braços. Quando tentavam descobrir que substância o outro estava propondo, às vezes, este fazia um gesto impossível, e viam que é diferente do que pensavam. Cada substância tem diversas qualidades, algumas se portam de um jeito semelhante por vezes e diverso em outros casos. Será que é possível entrar na substância do outro sem ter que dar nome, definir todas as suas qualidades, apenas ir assimilando-a pouco a pouco, junto com o proponete, não extrapolando-o?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Luiza, que se viu imersa em cubos de gelo, passou a sentir frio, o que a levou a ficar encolhida, tremendo, remetendo-a ao desespero e a uma personagem louca. Quando a substância se tornou mais leve, oferecendo menos resistência, sentiram o desequilíbrio verdadeiramente e quase caíram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os Animais fizemos uma improvisação, começando de visualizar o animal, mover-se como ele e passar a interagir, que foi difícil no começo, pois parece depender do animal. Na verdade não depende, as relações que os animais estabelecem podem ser humanas, como em uma fábula ou desenho. Isto deveria ficar mais evidenciado na continuação, com o Meio-Animal, um homem retendo 50% as características do animal; um tipo. Mas aconteceu o contrário, o tipo tinha motivações animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu o improviso, criamos uma cena entre os bichos, mesmo que sem muita ação. Uma hora dei o estímulo “vocês tem que decidir quem vai ficar com a cadeira”, e foi interessante, que resolveram de forma bem humorada e lúdica. Sempre me preocupo que este exercício é fácil de descambar em uma gritaria a lá jardim da infância de cachorros, gatos e piu-pius, o óbvio do animal, não o refinamento de buscar reflexos de características humanas nas qualidades animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez se fizéssemos a improvisação depois do exercício que passei no workshop, de realizar uma atividade humana depois de praticarem com o animal, ficasse mais clara a intenção de explorar sentimentos e sensações humanas a partir do animal. Trabalhamos pouco com os animais, voltaremos a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já começamos a criar cenas, improvisações, entramos no texto no próximo. (não deu tempo neste, queria que desse...) Aliás já tínhamos lido o texto juntos, dia desses, foi no primeiro?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114106620686720835?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114106620686720835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114106620686720835&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114106620686720835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114106620686720835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/02/dia-3-110206-por-pedro-rodrigues.html' title='Dia 3 – 11.02.06 por Pedro Rodrigues'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114106609886783703</id><published>2006-02-27T15:45:00.000-03:00</published><updated>2006-02-28T15:30:30.170-03:00</updated><title type='text'>Dia 2 – 05.02.06 por Pedro Rodrigues</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apertou o tempo. Fizemos um longo trabalho prévio de massagens, respiração e equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas Bolinhas, com 3 em roda chegamos até a uma bola para cada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Samurai e Gueixa se provou bom aquecimento e treino físico (condicionamento mesmo), já introduzindo um elemento rudimentar ou caricato da composição corporal de personagens. O samurai foi feito normal, com uma congelada do passo e com chute. Na gueixa, acho que introduzimos alguns gestos de mão, não lembro. Posso pensar em algo. Acho que tinha uma congelada no passo dela, não tinha? Fizemos uma seqüência com 3 passos de cada tipo. E o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pega-Pega com Samurai e Gueixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero experimentar o Samurai com Bastão e a Gueixa com bolinha. E vice-versa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde Estou Eu. O Haruki expressou bem o “Clint Eastwood preso”... uma hora colocou as mãos na grade, mas não foi isso que mostrou onde ele estava. Ele se sentia preso. Teve uma outra cena em que os dois faziam muitas coisas na maternidade; mostrava pela mímica, não pela reação ao ambiente visualizado. O exercício seguinte evidencia mais este aspecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Que Aconteceu. Idealmente, é feito apenas entrando em cena e atravessando o palco. Algumas vezes os atores criam ações para contar o que aconteceu. Um bom ator ao entrar em cena já não deixa dúvidas, antes das palavras. Antes ainda dos gestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vem de dentro, reflete o de dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polir para bem espelhar a imagem. E sintonizar esta imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler a Carta, passaram a carta um para o outro. Atentei que duas pessoas podem reagir diferentemente à mesma carta, igualmente à tevê. Foi bom para perceber o bom grau de entrosamento e criação que atingimos. Colocamos o barro a girar e logo as formas se assumem. E foi bom pelo prazer lúdico de encenar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro se fizemos a atividade cotidiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi mais um.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114106609886783703?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114106609886783703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114106609886783703&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114106609886783703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114106609886783703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/02/dia-2-050206-por-pedro-rodrigues.html' title='Dia 2 – 05.02.06 por Pedro Rodrigues'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114106590196020359</id><published>2006-02-27T15:41:00.000-03:00</published><updated>2006-02-28T15:31:11.073-03:00</updated><title type='text'>Dia 1 – 04.02.06 por Pedro Rodrigues</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes do programa do dia, fizemos massagens, sempre bacana conhecer o corpo e ampliar contato. E gostosinho, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos a Roda de Equilíbrio, com respiração rítmica, expirando ao descer e aspirando ao subir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vice-versa. É bem bacana para concentrar e desenvolve noção de eixo e equilíbrio, importantes para práticas corporais. E colabora na integração do grupo, bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bum-Chacalaka, que o Bruno um dia disse que deve fazer só em dia de apresentação. Concordo, e nos primeiros dias de ensaios. Ou quando tá todo mundo mortengo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do jogo da Bolinha, desenvolvemos duas cenas, trabalhando passar a bolinha de um ao outro com intenção cênica, sentados dois a uma mesa. Na primeira cena, os atores passavam a bola em um jogo de romance, com diferentes nuances e interações, na segunda, a bola era um objeto precioso em uma cena que girava em torno do interesse dos dois nele. Pudemos perceber claramente a diferença entre uma cena centrada em um objeto físico, e outra em que o objeto era um canalizador para o sentimento abstrato. Em outras palavras, o jogo de sedução pode ser realizado sem a bola, esta serve para ampliar, canalizar, evidenciar o sentimento, a cena de interesse pelo objeto não pode ser realizada sem um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo da Corrida em câmera lenta não trouxe muitas surpresas. Também não foi executado com tanta técnica, serviu mais como brincadeira cênica, o que é válido, e de um modo preparou para o Pega-Pega, também em CL. Neste criaram-se cenas mesmo, de acordo com as instruções e variações do jogo e suas criações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Quem Sou Eu trouxe a questão de ser e agir. Quando agimos, agimos porque somos, mas o que somos mostramos no palco agindo. No jogo, deve-se buscar trabalhar a visualização, imaginação, e ver até que ponto esta nos traz gestos, trejeitos, ações. Não trabalha o mostrar, é muito pobre para isso, não dá nenhum substrato; vai lá e mostra isso – não enfatiza nenhum aspecto, não evidencia nada a ser trabalhado. Vai lá e seja isso, aí tudo bem, mostrar é complexo, cheio de detalhes, ser é simples, é só ser. Deve-se passar o exercício todo concentrado em ser o personagem, pensar, ouvir, ver o que ele vê. A mente entra em campo, mas deve dar passagem ao sentimento. Você pode ter um entendimento racional de porque um cirurgião tem gestos delicados, mas deve se esforçar para sentir a prática cotidiana adentrando seus movimentos mínimos, impregnando suas fibras. Pode pensar que um pescador é bronco e simples, mas deve visualizar seu ambiente, a vida no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistir TV foi bem bacana, na maior parte do tempo, se concentraram mesmo em ver algo externo, e em ver o que os outros viam, não em criar cenas entre eles. E até quando estas começaram a surgir, eles estavam focados na visualização. Aqui também treinamos o agir a partir do ser (sentir, visualizar). Já passaram pelo jogo antes, o desenvolvimento cênico – interações entre eles – deu prova de que assimilaram o conceito de visualizar e criar realidade cênica para algo imaginário, de girar a cena em torno desta visualização. Acredito que para iniciar, é muito bom trabalhar com os atores isoladamente, ou sozinhos juntos, em cena – aliás, como diz Viola Spolin quando descreve o exercício. O que ela não discorre é sobre sua evolução cênica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui seguimos o programa, apenas com acréscimos no aquecimento. Basicamente jogos, relembrando, voltando ao pique de ensaios. Nenhuma discussão sobre o texto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114106590196020359?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114106590196020359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114106590196020359&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114106590196020359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114106590196020359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/02/dia-1-040206-por-pedro-rodrigues.html' title='Dia 1 – 04.02.06 por Pedro Rodrigues'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114106568555566258</id><published>2006-02-27T15:39:00.000-03:00</published><updated>2006-02-28T15:31:43.606-03:00</updated><title type='text'>Introdução por Pedro Rodrigues</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diário de Bordo Nave Bum-Chacalaka, 12o. ano de serviço pouquinterrupto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ano passado, trouxemos definido que trabalharíamos na encenação de uma adaptação própria ao conto O Artista da Fome. Comecei o ano com a idéia de aplicar no processo de ensaios o programa do curso que desenvolvi estes últimos anos e fechei ano passado. O curso prevê a assimilação de conceitos e criação de cenas em 36 aulas, então marquei 36 ensaios, para, ao final, apresentarmos cenas e improvisações, antes da estréia do espetáculo, ao ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no início me deparei com duas adversidades. Por um lado, o curso prevê trabalho com cenas de dramaturgia, não a criação a partir de improvisações. É bem diferente você desenvolver um personagem a partir de improvisações e jogos e montar uma cena pronta do que criar todos os personagens e situações em improvisações e depois criar uma dramaturgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que seja para fragmentos de cenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também, o grupo já havia passado comigo pela maioria dos exercícios, enquanto eu desenvolvia o programa e montávamos o Mundo Esquezitos. Por esses dois motivos, ainda nos primeiros ensaios mudamos um tanto a seqüência de jogos, por um lado enfatizando a criação de cenas e tipos a partir do estudo do texto, e, por outro, trabalhando desenvolvimentos específicos dos exercícios, já tendo o básico sido trabalhado. Estes dois pontos se uniram, com resultados bem interessantes, caminhando na pesquisa de dinâmicas a serem aplicadas para a criação cênica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então aos primeiros 5 dias de ensaios. E ao sexto pelos atores, que eu folguei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114106568555566258?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114106568555566258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114106568555566258&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114106568555566258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114106568555566258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/02/introduo-por-pedro-rodrigues.html' title='Introdução por Pedro Rodrigues'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114106557073717265</id><published>2006-02-27T15:36:00.000-03:00</published><updated>2006-02-27T15:39:30.746-03:00</updated><title type='text'>Enfim!</title><content type='html'>Bom, o nosso caro diretor está tendo problemas para acessar o blog e postar os primerios diários. Assim, ele nos enviou um arquivo de Word constando os primeiros 5 ensaios, e eu me encarreguei de colocá-los aqui. Boa leitura!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114106557073717265?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114106557073717265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114106557073717265&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114106557073717265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114106557073717265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/02/enfim.html' title='Enfim!'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22676898.post-114036636120284254</id><published>2006-02-19T13:19:00.000-03:00</published><updated>2006-02-19T22:09:34.826-03:00</updated><title type='text'>Diário de ensaios</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A todos os interessados, este é o mais novo espaço do grupo Bum-Chacalaka!&lt;br /&gt;Estamos começando um novo projeto este ano, e resolvemos publicar um diário com os nossos ensaios, impressões, técnicas... a idéia era fazer um diário em word, interno, só para termos registrado, mas... por que não transformar este diário em um blog? Por que não compartilhar nossas experiências com aqueles que são vitais para o sucesso do grupo: o público?&lt;br /&gt;Assim, pretendemos ao longo deste ano de 2006 e começo de 2007 postar regularmente o que fizemos nos ensaios, o que achamos, o que aprendemos, o que desenvolvemos. E esperamos que isto faça com que vocês curtam ainda mais o nosso trabalho!&lt;br /&gt;Ah, e é claro, sugestões e comentários são bem-vindos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haruki&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22676898-114036636120284254?l=bumchacalaka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/feeds/114036636120284254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22676898&amp;postID=114036636120284254&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114036636120284254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22676898/posts/default/114036636120284254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bumchacalaka.blogspot.com/2006/02/dirio-de-ensaios.html' title='Diário de ensaios'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
